sábado, 23 de fevereiro de 2013

A prática de TORTURA, nem crime é.


Explicar para um leigo sobre as leis no Brasil não é tarefa fácil, aqui aproveito para deixar meus parabéns ao docentes das disciplinas de Direito, um exemplo recente foi os professores explicando o que é Impedimento e Suspeição, durante o julgamento do Mensalão, fico imaginando o que pensaria alguém que não está acostumado com nosso judiciário.

Agora, como explicar a redação do Art. 5º, inciso XLIII, da nossa Constituição:  "a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura (...)" sabendo que se a tortura praticada por uma pessoa com idade, cronológica, inferior a 18 anos completos não é considerado nem crime, sim um mero ato infracional.

A foto, que ilustra esse texto, de um homem, funcionário público, que passou 4 horas em poder dos adolescente que se rebelaram na unidade da Fundação Casa, Vila Conceição, zona leste de São Paulo, as marcas nas costas revelam os sinais das agressões que sofreu.

Consta no artigo 1º, da Lei 9455/97 (Lei da tortura), a conduta para configuração do crime: constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, com a intenção de provocar ação ou omissão de natureza criminosa.

Provavelmente, já abriram uma sindicância para descobrir os motivos do motim, alguma ONG de Direitos Humanos ou outro órgão, a OAB por exemplo, deve surgir para investigar e ouvir os adolescentes, esses que já estão privados da vida em sociedade por terem desrespeitado alguma norma penal, serão tratados como vítimas e os que foram por eles torturados serem investigados como criminosos.

É, decididamente, não é fácil entender a aplicação das leis brasileiras. 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Não tenho nada com isso.


Passou nos principais telejornais do país, nesse vídeo a Globo News substitui Franca, onde realmente aconteceu, por Ribeirão Preto, mas o que vale é o conteúdo.

O vídeo comprova bem a famosa frase de Martin Luther King:

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."

Durante as mais de 3 horas que vários criminosos - não aceito a afirmação de "a ocasião faz o ladrão" - furtaram a relojoaria, o fato que mais chama a atenção é: muito provavelmente, não passaram apenas criminosos  nesse período, e ninguém, que possa ter passado pela rua que a loja tinha a porta arrombada, se preocupou em fazer uma simples ligação para a polícia.

Sempre que ocorre um furto é comum ouvirmos certos comentários: "mas como ninguém viu?", "ladrões têm sorte" etc. a questão não é alguém ver ou a sorte dos bandidos e sim o pensamento: "não tenho nada com isso, não é meu". As omissões são ótimos fertilizantes para a criminalidade.


Um bom exemplo para a Fábula do Rato.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Início do ano letivo 2013.



Observação: Homenagem ao Centeno.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A fábula do rato.


Embora essa fábula seja muito usada para o mundo corporativo, ela tem uma excelente aplicação na sociedade em geral.

Fábula do Rato.

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.


Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.


Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:


- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!


A galinha disse:


- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.


O rato foi até o porco e disse:


- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !


- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.


O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:


- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !


Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.


A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.


No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.


Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.


Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.


Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.


A mulher não melhorou e acabou morrendo.


Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.


“Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.”


domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Lei Seca, a violência e a alienação da população.


A capa do principal jornal, de Franca no dia 16/02/2013, retrata bem a forma que está sendo vendida pelo governo e, automaticamente, comprada pela população e a postura adotada por toda imprensa em relação a nova Lei Seca.


Um dos assuntos mais comentadas no momento é a nova lei seca, todo telejornal não deixa de divulgar alguma importante informação, imagens de blitz, número de infratores flagrados pelas autoridades, acidentes que já ocorreram em razão do álcool, as pessoas que tentam de alguma forma burlar a lei, entre outras coisas. Espaço bem menor é dado a violência.

A capa do jornal traz a seguinte chamada: "Lei seca manda 13 motoristas bebuns para prisão em 5 dias", o adjetivo "bebuns" é usado para vender jornal, afinal, com a mudança da lei, duas latinhas de cerveja já seriam suficientes para que o motorista fosse preso.

Porém, se você reparar na capa que postei, a foto é sobre outro assunto e acompanha a seguinte legenda: "Contra ladrões: O comerciante José Francisco da Silva montou uma cama improvisada em sua loja, onde dorme todas as noites com receito de assaltos. Empresários da avenida Adhemar de Barros se sentem inseguros em deixar os estabelecimentos à noite devido aos furtos registrados na região nos últimos meses".

A capa é a versão impressa dos principais telejornais, onde as notícias sobre a Lei Seca possuem mais destaque que o absurdo aumento da violência pelo país. O estado que melhor aplica a Lei Seca é o Rio de Janeiro, estado que possui verdadeiras áreas de guerra. São Paulo teve o, absurdo, número de mais de 100 policiais mortos só no ano de 2012. Santa Catarina já registrou 106 atentados a ônibus apenas nos últimos 17 dias, os motoristas e cobradores decidiram trabalhar apenas entre as 7 e 18 horas, algumas escolas e faculdades suspenderam as aulas.

Para nós contribuintes brasileiros será que o mais importante mesmo é a tal da Lei Seca?

No Rio de Janeiro está sendo instalado nas favelas as Unidades de Polícias Pacificadoras, não falei que tinha áreas de guerra, em São Paulo os governos Federal e o Estadual fizeram uma parceria para efetuar estudos para diminuir a violência e em Santa Catarina o Governo Federal mandou a Força Nacional para as ruas e transferiu alguns presos suspeitos de serem os mandantes dos ataques. Nem vou citar os outros Estados da federação, com índices de violência ainda maiores.

As perguntas sobre violência no três estados que citei são: Polícia Pacificadora resolverá o problema da violência urbana, os furtos e roubos no calçadão? Em São Paulo um dos problemas é uma facção criminosa que os principais líderes já estão presos e em Santa Catarina, tudo indica que os mandantes também estão presos, e alguns dos suspeitos são integrantes PGC (Primeiro Grupo Catarinense) - da para acreditar no nome, eu também nunca tinha ouvido falar.

Não deveríamos estar exigindo ações efetivas do Estado para nossa segurança, impostos - pagos por nós - que deveriam ser revertidos para isso não faltam, mas convenhamos, é muito melhor e mais fácil para o Estado, não defendo aqui quem dirige embriagado: ameaçar de prisão, receber a multa de R$ 1.915,40 e suspender a CNH por um ano, daquele trabalhador que ao término do expediente toma um chopinho com os amigos ou daquele casal que aprecia um bom vinho no almoço de domingo que proteger o trabalhador e a sua família dos criminosos que, muitas vezes, já estão sob a custódia do Estado. 

Nossa realidade é um Estado que não coibi a violência, a imprensa que se comporta como cúmplice e a população que aceita que um trabalhador que tenha ingerido uma pequena quantidade de álcool seja efetivamente mais punido pelo Estado que um criminoso que furta uma casa ou veículo, para citar apenas o crime de furto.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Atestado de burrice.


Aproveitando o velho dito popular "de boas intenções o inferno está cheio", em determinadas situações as pessoas podem até agirem com as melhores das intenções, porém estão sendo inocentes, cabe aos prejudicados não assinarem atestado de burrice e mostrarem o erro aos dotados dessas, supostas, boas intenções.

Quando alguém é privado de liberdade, independente de sua idade, é lógico que ela não estará satisfeita em tal condição, afinal a liberdade é o natural para qualquer pessoa.

Pegar uma pessoa insatisfeita com sua condição e ensinar ou permitir que pratique musculação ou alguma arte-marcial é, no mínimo, assinar um atestado de burrice. 


Em uma recente fuga de um presídio do Rio de Janeiro, descobriram que alguns dos que evadiram haviam iniciado os treinos em Vale-Tudo, para assim perderem peso e conseguirem passar pelo túnel, menos mau que era apenas para emagrecer, mas permitir que presidiários treinem vale-tudo. Não seria expor, ainda mais, os agentes que cuidam do pátio.

No ano passado conversei com dois profissionais, um instrutor de musculação que me disse, todo animado, do progresso muscular dos adolescentes que ele treinava, adolescentes esses privados de liberdade, quando eu perguntei se não era temeroso fortalecer "o inimigo", ouvi a brilhante resposta: "Que nada, eles crescem rápido, para o professor é gratificante.", para o professor tudo bem e para os agentes que não são treinados, e mesmo os que são, não faz o menor sentido.

Depois fui abordado por um professor de Taekwondo, que teria sido convidado por uma ONG para ensinar tal esporte - em uma unidade de internação de adolescentes em conflito com a lei, afirmei que era contra, que não fazia o menor sentido ensinar a eles uma luta, ouvi como resposta "trata-se de um esporte olímpico, visa a disciplina etc.", linda teoria, porém na prática é uma luta.

As ONGs e os instrutores podem até acreditar nessa balela, afinal é o trabalho deles, se alguém vier com o papo de que precisam de atividade física, qual a razão de não realizarem apenas atividades aeróbicas, afinal, os responsáveis pela unidades permitirem que se ensine, àqueles que foram retiradas da vida em sociedade, Vale-tudo, Musculação, Capoeira, Boxe, Judô, Taekwondo etc. é assinar o Atestado de Burrice.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Namorando com o suicídio


Fonte: Veja, por J. R. Guzzo

Se nada piorar neste ano de 2013, cerca de 250 policiais serão assassinados no Brasil até o dia 31 de dezembro. É uma história de horror, sem paralelo em nenhum país do mundo civilizado. Mas estes foram os números de 2012, com as variações devidas às diferenças nos critérios de contagem, e não há nenhuma razão para imaginar que as coisas fiquem melhores em 2013 – ao contrário, o fato de que um agente da polícia é morto a cada 35 horas por criminosos, em algum lugar do país, é aceito com indiferença cada vez maior pelas autoridades que comandam os policiais e que têm a obrigação de ficar do seu lado. A tendência, assim, é que essa matança continue sendo considerada a coisa mais natural do mundo – algo que “acontece”, como as chuvas de verão e os engarrafamentos de trânsito de todos os dias.

Raramente, hoje em dia, os barões que mandam nos nossos governos, mais as estrelas do mundo intelectual, os meios de comunicação e a sociedade em geral se incomodam em pensar no tamanho desse desastre. Deveriam, todos, estar fazendo justo o contrário, pois o desastre chegou a um extremo incompreensível para qualquer país que não queira ser classificado como selvagem. Na França, para ficar em um exemplo de entendimento rápido, 620 policiais foram assassinados por marginais nos últimos quarenta anos – isso mesmo, quarenta anos, de 1971 a 2012. São cifras em queda livre. Na década de 80, a França registrava, em média, 25 homicídios de agentes da polícia por ano, mais ou menos um padrão para nações desenvolvidas do mesmo porte. Na década de 2000 esse número caiu para seis – apenas seis, nem um a mais, contra os nossos atuais 250. O que mais seria preciso para admitir que estamos vivendo no meio de uma completa aberração?

Há alguma coisa profundamente errada com um país que engole passivamente o assassínio quase diário de seus policiais -e, com isso, diz em voz baixa aos bandidos que podem continuar matando à vontade, pois, no fundo, estão numa briga particular com “a polícia”, e ninguém vai se meter no meio. Essa degeneração é o resultado direto da política de covardia a que os governos estaduais brasileiros obedecem há décadas diante da criminalidade. Em nenhum lugar a situação é pior do que em São Paulo, onde se registra a metade dos assassinatos de policiais no Brasil; com 20% da população nacional, tem 50% dos crimes cometidos nessa guerra. É coisa que vem de longe. Desde que Franco Montoro foi eleito governador, em 1982, nas primeiras eleições diretas para os governos estaduais permitidas pelo regime militar, criou-se em São Paulo, e dali se espalhou pelo Brasil, a ideia de que reprimir delitos é uma postura antidemocrática – e que a principal função do estado é combater a violência da polícia, não o crime. De lá para cá, pouca coisa mudou. A consequência está aí: mais de 100 policiais paulistas assassinados em 2012.

O jornalista André Petry, num artigo recente publicado nesta revista, apontou um fato francamente patológico: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, conseguiu o prodígio de não comparecer ao enterro de um único dos cento e tantos agentes da sua polícia assassinados ao longo do ano de 2012. A atitude seria considerada monstruosa em qualquer país sério do mundo. Aqui ninguém sequer percebe o que o homem fez, a começar por ele próprio. Se lesse essas linhas, provavelmente ficaria surpreso: “Não, não fui a enterro nenhum. Qual é o problema?”. A oposição ao governador não disse uma palavra sobre sua ausência nos funerais. As dezenas de grupos prontos a se indignar 24 horas por dia contra os delitos da polícia,reais ou imaginários, nada viram de anormal na conduta do governador. A mídia ficou em silêncio. É o aberto descaso pela vida, quando essa vida pertence a um policial. É, também, a capitulação diante de uma insensatez: a de ficar neutro na guerra aberta que os criminosos declararam contra a polícia no Brasil.

Há mais que isso. A moda predominante nos governos estaduais, que vivem apavorados por padres, jornalistas, ONGs, advogados criminais e defensores de minorias, viciados em crack, mendigos, vadios e por aí afora, é perseguir as sua próprias polícias – com corregedorias, ouvidorias, procuradorias e tudo o que ajude a mostrar quanto combatem a “arbitrariedade”. Sua última invenção, em São Paulo, foi proibir a polícia de socorrer vítimas em cenas de crime, por desconfiar que faça alguma coisa errada se o ferido for um criminoso; com isso, os policiais paulistas tornam-se os únicos cidadãos brasileiros proibidos de ajudar pessoas que estejam sangrando no meio da rua. É crescente o número de promotores que não veem como sua principal obrigação obter a condenação de criminosos; o que querem é lutar contra a “higienização” das ruas, a “postura repressiva” da polícia e ações que incomodem os “excluídos”. Muitos juízes seguem na mesma procissão. Dentro e fora dos governos continua a ser aceita, como verdade científica, a ficção de que a culpa pelo crime é da miséria, e não dos criminosos. Ignora-se o fato de que não existe no Brasil de hoje um único assaltante que roube para matar a fome ou comprar o leite das crianças. Roubam, agridem e matam porque querem um relógio Rolex; não aceitam viver segundo as regras obedecidas por todos os demais cidadãos, a começar pela que manda cada um ganhar seu sustento com o próprio trabalho. Começam no crime aos 12 ou 13 anos de idade, estimulados pela certeza de que podem cometer os atos mais selvagens sem receber nenhuma punição; aos 18 ou 19 anos já estão decididos a continuar assim pelo resto da vida.

Essa tragédia, obviamente, não é um “problema dos estados”, fantasia que os governos federais inventaram há mais de 100 anos para o seu próprio conforto – é um problema do Brasil. A presidente Dilma Rousseff acorda todos os dias num país onde há 50 000 homicídios por ano; ao ir para a cama de noite, mais de 140 brasileiros terão sido assassinados ao longo de sua jornada de trabalho. Dilma parece não sentir que isso seja um absurdo. No máximo, faz uma ou outra reunião inútil para discutir “políticas públicas” de segurança, em que só se fala em verbas e todos ficam tentando adivinhar o que a presidente quer ouvir. Não tem paciência para lidar com o assunto; quer voltar logo ao seu computador, no qual se imagina capaz de montar estratégias para desproblematizar as problematizações que merecem a sua atenção. Não se dá conta de que preside um país ocupado, onde a tropa de ocupação são os criminosos. Bela solução dada pela Itália, foi a criação da denominada POLÍZIA PENITENZIÁRIA na década de 90, no Brasil, os agentes prisionais são considerados a escoria da sociedade e da segurança pública, e o crime reina latente em todos lugares.

Muito pouca gente, na verdade, se dá conta. Os militares se preocupam com tanques de guerra, caças e fragatas que não servem para nada; estão à espera da invasão dos tártaros, quando o inimigo real está aqui dentro. Não podem, por lei, fazer nada contra o crime – não conseguem nem mesmo evitar que seus quartéis sejam regularmente roubados por criminosos à procura de armas. A classe média, frequentemente em luta para pagar as contas do mês, se encanta porque também ela, agora, começa a poder circular em carros blindados; noticia-se, para orgulho geral, que essa maravilha estará chegando em breve à classe C. O número de seguranças de terno preto plantados na frente das escolas mais caras, na hora da saída, está a caminho de superar o número de professores. As autoridades, enfim, parecem dizer aos policiais: “Damos verbas a vocês. Damos carros. Damos armas. Damos coletes. Virem-se.”

É perturbadora, no Brasil de hoje, a facilidade com que governantes e cidadãos passaram a aceitar o convívio diário com o mal em estado puro. É um “tudo bem” crescente, que aceita cada vez mais como normal o que é positivamente anormal – “tudo bem” que policiais sejam assassinados quase todos os dias, que 90% dos homicídios jamais cheguem a ser julgados, que delinquentes privatizem para seu uso áreas inteiras das grandes cidades. E daí? Estamos tão bem que a última grande ideia do governo, em matéria de segurança, é uma campanha de propaganda que recomenda ao cidadão: “Proteja a sua família. Desarme-se”. É uma bela maneira, sem dúvida, de namorar com o suicídio.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Pé na Tábua, um evento que vale a pena prestigiar.


Preciso começar o texto esclarecendo duas curiosidades: ao contrário de "todo brasileiro" não sou apaixonado por carros, sempre preferi motos, e nunca me interessei por carros antigos. O que faz o meu encantamento pelo evento muito mais interessante.

Vamos a dois detalhes interessante, segundo ouvi dos organizadores, a ideia do evento surgiu, por brincadeira, em uma conversa pelo MSN entre dois dos idealizadores, e o nome "Pé na Tábua" - Corrida de Calhambeque - é que antigamente os carros tinham assoalho de madeira, então para correr pisava-se no acelerador até a "tábua" do assoalho.

Apesar de não ser apaixonado por automóveis, como já disse, sou fã de corridas, Fórmula 1 em especial, e nesse evento estaria presente um tri-campeão da categoria, Nelson Piquet, o que já valeria o meu ingresso.

A cidade de Franca possui a fama, entre os moradores, de não ter "nada interessante para fazer", porém o Pé na Tábua é notícia por todo o país, o problema aqui são os moradores não saberem aproveitar os que acontece na cidade.

O evento é muito interessante, organizado e divertido. Afinal ver todos aqueles carros, que normalmente estão apenas expostos com uma plaquinha "Por favor, não toque", em movimento em uma pista de corrida e alguns chegando até a realizarem drift nas curvas, é fantástico.

O estacionamento interno do evento já é um espetáculo a parte, com muitos carros e motos, modernos e antigos, "expostos", não posso esquecer de citar o estande de uma importadora de veículos que deixou uma Ferrari, um Porsche, um Dodge e duas motos personalizadas em exposição durante o final de semana.

Apesar de todo glamour e dinheiro envolvido, a corrida mantém características de encontro de amigos, onde poucos estão ali realmente para competir e a maioria está revendo amigos e se divertindo. 

As "competições", entre aspas, pois já disse que poucos não estão apenas se divertindo, ocorrem dividas em 5 categorias, são elas:

Categoria Ford A - Obviamente com carros da marca Ford;

Categoria Speed - Modelos Speedsters são aqueles que representam os carros de corrida dos anos 20 e 30. Considerada a categoria mais rápida da competição, entre os veículos com mecânicas originais de época;

Miscelânea - Modelos de outras marcas que não sejam Ford;

Transplantados - A categória foi feita para calhambeques antigos mas com coração novinho em folha. Alguns veículos réplicas, desde que seus modelos inspirados sejam antes de 1936;
Marcha Lenta - É a prova mais de "velocidades" mais surreal que você verá, afinal ganha quem chega por último. Em uma pista de 50 metros em que o motorista fica do lado de fora, podendo mudar a direção do carro e até tentar segurá-lo, e o carro em funcionamento em "marcha lenta". 


Enquanto para assistir a um final de semana de Fórmula 1, em Interlagos, no setor G - o mais barato, você desembolsa um pouco mais de R$ 500,00 no ingresso, é condenado a beber Nova Schin a R$ 6,00, comer pizzas e lanches a preços um "pouco" acima da média e ter a disposição os banheiros químicos, no Pé na Tábua o ingresso do final de semana foi R$ 10,00, a cerveja era Budweisser a R$ 5,00, banheiros de alvenaria e um restaurante a disposição.

Comparar Fórmula 1 com o Pé na Tábua? Não é questão de escolher, mas quem encara a primeira com certeza irá aproveitar muito a segunda corrida e, como acontece em Interlagos, não esqueça de levar o protetor solar, já no Pé na Tábua a chuva só aconteceu após o evento.


A seguir dois vídeos, um drift e o tri-campeão em ação, e algumas fotos, detalhe para o Motor Home do Piquet.



Fotos:



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Juiz é ameaçado de morte por adolescente de 14 anos durante audiência em Araçatuba (SP)


Enquanto o governo investe em campanhas pelo desarmamento, mostra toda eficiência na lei seca, a violência vai ficando cada vez mais interessante.

Fonte: UOL

Uma adolescente de 14 anos ameaçou um juiz de morte durante uma audiência na tarde dessa quarta-feira (6) no Fórum de

Araçatuba (527 km de São Paulo). Segundo o Conselho Tutelar da cidade, trata-se de uma jovem que vive em situação de vulnerabilidade social e cujo acolhimento numa Casa de Passagem, na qual receberá medidas de proteção, estava sendo levado ao conhecimento da Justiça.


Durante a audiência, o magistrado, cujo nome não foi informado, explicava para a adolescente as regras que ela teria de observar no local onde seria acolhida. O comportamento da garota, que respondia de forma breve e desrespeitosa, desagradou o juiz, que a advertiu. Estavam presentes conselheiros tutelares, parentes e membros do Ministério Público.


A jovem, de acordo com o boletim de ocorrência por ameaça registrado na polícia, não mudou o comportamento. O juiz voltou a chamar a atenção dela. O magistrado declarou então que, caso não se comportasse adequadamente, ela acabaria internada em um abrigo. A jovem teria respondido que, se fosse ao abrigo, iria agredir as outras garotas que lá encontrasse e mataria o juiz.


Acompanhamento de profissionais

A adolescente foi conduzida então à delegacia de polícia, na qual foi registrado boletim por ameaça. Ela estava acompanhada de conselheiro tutelar, parentes e policiais. De acordo com o Conselho Tutelar, a jovem já está na Casa de Passagem, localizada no centro de Araçatuba, onde passará por acompanhamento de profissionais, entre os quais psicólogos.

"Ela tem um potencial muito grande", afirmou um conselheiro, que pediu para não ser identificado. Ainda segundo o Conselho Tutelar, a própria jovem entendeu que precisa de ajuda para mudar de estilo de vida. A internação na Casa de Passagem não é coercitiva, e a jovem poderá ir à escola normalmente.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Um brinde a oratória.


Isso sim é acreditar na própria oratória, ou na ignorância alheia, afinal o pastor é capaz de defender a ciência quando o convém, imagine colocar os dogmas religiosos pelo olhar da ciência.

Entrevista, completa, do Pastor Silas Malafaias para a Marília  Gabriela.


Há alguns anos assisti uma palestra em que o orador disse algo, mais ou menos, assim: 

"Você pode não gostar ou concordar de jeito nenhum com determinadas pessoas, mas é um grande erro não admitir as qualidades que elas possuem".

Ele disse tal frase, após comentar que admirava o líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, e perceber sons de reprovação vindos de toda platéia. Em seguida explicou as razões que o admirava:

"Como não admirar o poder de oratória daquele homem, esqueça fé e religião, enquanto vocês estão aqui sem desembolsar nenhum tostão, afinal estou sendo pago pela empresa que convidou vocês, ansiosos para que eu termine minha exposição e a empresa iniciei o sorteio de brindes e, principalmente, comece a servir os salgadinhos e a cerveja, ele consegue lotar um estádio de futebol, não oferece nenhum brinde e no final a grande maioria ainda joga dinheiro para ele, sem dúvida é um poder de persuasão inquestionável".

Na época, não consegui encontrar no YouTube, foi muito divulgado um vídeo em que os funcionários da IURD juntavam dinheiro, lançado no gramado do Maracanã por fiéis, em sacos, após um "culto" realizado por Edir Macedo. 

Recentemente, a revista Forbes divulgou a lista dos pastores mais ricos do Brasil, é muito interessante assistir aos vídeos, afinal eu não vou nas igrejas, com o trabalho realizado por eles.

Analisando e conversando com amigos, percebemos o incrível número de absurdos que eles dizem, mesmo assim arrecadam muito dinheiro. Eu admito, apesar de não apreciar nenhuma religião, e seguindo o conselho do palestrante que citei no início do texto, me tornei fã desses oradores, afinal, você precisa de coragem para sustentar o que diz:

Dá para acreditar que esses vídeos são em pleno século XXI?




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mais seis Faculdades de Direito oferecerão disciplina Magistratura - Vocações e Desafios


Nunca, nem nos mais remotos pensamentos, pensei em tentar a carreira de Magistrado. Embora para muitos seja o grande sonho - mas o que seria do azul se todos gostassem do vermelho - nunca foi o meu.

Mas que eu gostaria de ver alguns discentes e docentes falando sobre essa disciplina eu gostaria. Discentes, aqueles que no primeiro ano já se consideram "doutores", e docentes, os poucos, que consideram juízes semideuses e "doutor" um mero pronome de tratamento. 

Fonte: STJ

A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) recebeu comunicados de mais seis Instituições de Ensino Superior interessadas na parceria que levará a realidade do ofício de magistrado para as salas dos cursos de graduação em todo o país. Com isso, já são nove as Faculdades de Direito que se disponibilizaram a oferecer, como matéria eletiva, a disciplina Magistratura – Vocações e Desafios.

As novas instituições que responderam ao chamado da Enfam são: a Universidade Federal de Goiás (UFG); as Faculdades Integradas Vianna Júnior, de Juiz de Fora (MG); a Faculdade de Ciências Humanas da Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC/FCH), de Belo Horizonte; a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN); a Faculdade de Direito de Franca (SP); e a Universidade Católica de Pernambuco (UCPE).


Essas instituições se juntam à Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, à Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, e à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, no pioneirismo em oferecer a disciplina – cujo objetivo é introduzir a realidade cotidiana da magistratura, com suas responsabilidades e dificuldades, aos graduandos em Direito, estimulando aqueles realmente vocacionados a seguir a carreira de juiz.


A Enfam, além de compartilhar o projeto para desenvolvimento da disciplina, irá capacitar os docentes das instituições parceiras. A expectativa do juiz-auxiliar da Escola Nacional, Ricardo Chimenti, é que todos os 89 cursos de Direito com o selo de qualidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ofereçam a matéria de forma eletiva ainda em 2013.


O juiz interdisciplinar


O programa da disciplina Magistratura – Vocações e Desafios foi elaborado pela equipe pedagógica da Enfam e contemplará quatro módulos. O primeiro enfocará a questão da vocação para a magistratura, abordando as competências e habilidades do ofício, bem como tratando da necessidade de o magistrado ser vocacionado para enfrentar os desafios e responsabilidades intrínsecos ao cotidiano da profissão.


O segundo módulo tratará da interdisciplinaridade da atividade judicante, enfocando os diferentes papéis desempenhados pelos magistrados. “Acreditamos que a atividade do juiz deve ser múltipla e essa disciplina vai abordar justamente a questão do juiz sociólogo, do psicólogo, do gestor, do mediador, do comunicador e, ao mesmo tempo, do juiz enquanto agente de poder”, esclarece o secretário-executivo da Enfam, Benedito Siciliano.


A terceira unidade da disciplina será focada nos desafios presentes e futuros da magistratura. Nesse módulo serão trabalhadas questões como o aumento progressivo da demanda judicial, a morosidade processual e a necessidade de capacitação permanente. Outros temas a ser abordados serão as novas tecnologias de informação, o excesso de formalismo, a participação do magistrado na realidade social e os diversos meios de solução dos conflitos, além da qualidade da prestação jurisdicional e do compromisso com a satisfação do jurisdicionado.


Por fim, o quarto módulo da disciplina Magistratura – Vocações e Desafios será dedicado à reflexão acerca da ética na atividade judicante. Nesta unidade, além do estudo sobre os princípios éticos que devem reger a Magistratura, os graduandos serão confrontados com questões como: a utilidade social da atividade de magistrado; sua legitimidade frente à população; e o magistrado enquanto agente de poder e prestador de um serviço público essencial.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Aplicativo, interessante, para Facebook.


Isso sim, é um aplicativo que vai dar o que falar. Não é atoa que fez tanto sucesso em tão pouco tempo.

Fonte: Folha de São Paulo

Você sente atração sexual por um amigo, mas não sabe se é correspondido e tem medo de tomar um fora. Um aplicativo gratuito para Facebook promete resolver a questão discretamente. É o app Bang With Friends, que já atraiu 160 mil usuários apenas 11 dias após seu lançamento.

Nele, você marca os amigos do Facebook com quem quer ter relações sexuais. Se algum deles também marcá-lo, os dois receberão um e-mail com o sinal verde para o próximo passo. E quem não o marcar nunca saberá dos seus desejos íntimos.

Tela inicial do site Bang With Friends, que diz que fará com que você saiba quais amigos querem algo mais
Não há espaço para sutilezas no serviço. Bang With Friends significa, literalmente, "Trepe com Amigos", e o logotipo mostra a silhueta de um homem ajoelhado entre as pernas de uma mulher.

A Folha conversou por e-mail com um dos criadores do app -por ora, os autores preferem não se identificar. São jovens californianos que pensaram em atender quem só quisesse sexo. "Duas horas e alguns energéticos e vodcas depois, tínhamos o site pronto!", diz um dos donos.

Nesses 11 dias, o Bang With Friends formou cerca de 10 mil casais para ação.

Os criadores agora procuram desenvolvedores para fazer a versão do app para iPhone e dizem que já trabalham em novos aplicativos.

QUASE ANÔNIMOS

Enquanto isso, tentam resolver um problema que dificulta a proposta de total anonimato. Quem usa o app pela primeira vez consegue, em alguns casos, ver quais amigos já usam o sistema.

"Isso é uma questão das configurações de privacidade do Facebook", diz o autor do serviço. Se você já permite que seus amigos vejam seus apps, eles saberão que você entrou no Bang With Friends quando começarem a usar o serviço.

O problema já foi discutido com o Facebook. Juntos, buscam uma solução.

No fim, pergunto se eles escolheram um aplicativo que estimule o sexo discreto entre amigos por sentirem falta disso. "Bem, estamos OK nesse quesito. Mas quem não gostaria de mais?", debocha o criador do aplicativo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Franca tem maior índice de aprovação na OAB; veja a lista


Quando iniciei no curso de Direito ouvi de um recém formado a seguinte frase: "Aqui em Franca é assim: jogou na parede, grudou? É sapateiro, se caiu? É advogado". Conversávamos sobre advogar ou prestar concursos, afinal ele estava me atendendo no Banco do Brasil.

Pelo resultado do 9º Exame da Ordem, ao menos na primeira fase, Franca continuará com um bom número de possíveis advogados, já que possuem a opção entre advogar e prestar concursos. 

Aproveitando as críticas e as notícias sobre o Exame da Ordem, seria interessante saber a história de alguns ex-alunos que se tornaram: advogados, escritores, promotores, professores na área, juízes, desembargadores etc. e que tenham iniciado suas jornadas em salas de aulas de instituições francanas.

Afinal, nem todos profissionais se contentam em, apenas, criticar e nem tão pouco de usar a nomenclatura de um título como pronome de tratamento. 

Fonte: Portal GCN

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou na semana passada o resultado da primeira fase do 9º Exame da Ordem. Franca foi uma das 30 cidades no Estado de São Paulo a realizar o processo seletivo e a primeira colocada em aprovados. Dos 296 candidatos que prestaram a prova, 71 ou 23,99% passaram para a segunda etapa. Na sequência ficaram Araraquara (18,36%), Ribeirão Preto (17,16%) e Marília (17,09%). Na capital, o índice de aprovação foi de 12,64%.

A prova objetiva foi aplicada no dia 16 de dezembro e teve 80 questões com quatro alternativas cada. Em todo o Estado, 23.191 candidatos realizaram o exame, que é obrigatório para habilitar o bacharel em direito a exercer a profissão de advogado.

O desempenho de Franca, apesar de ser considerado de destaque, foi criticado pelo vice-diretor da Faculdade de Direito, Wellington José Tristão. “Ainda não temos informação específica do resultado da faculdade, mas o percentual de Franca é baixo, pois já tivemos situações melhores. Acredito que está faltando estudo por parte dos alunos.”

Tristão reforçou que Franca é bem estruturada em termos de escola, mas não recebe a dedicação necessária dos estudantes. “Todos precisam fazer a sua parte.”

A coordenadora do curso de direito na Unesp, campus Franca, Maria Amália Alvarenga, tem posição diferente. Ela acredita que a maioria dos candidatos seja da universidade e, por estarem acostumados aos estudos, tiveram bom desempenho na prova. “A Unesp é uma exceção, tem um curso forte e alunos aplicados que passam com facilidade no exame.” Maria Amália disse ainda que o resultado de Franca mostra mais uma vez que a cidade é um grande centro jurídico e possui bons cursos de direito.

O coordenador do curso de direito da Unifran (Universidade de Franca), Esdras Lovo, é outro que elogiou o índice alcançado pelos candidatos da cidade e reafirmou a fala de Maria Amália. “Esse resultado reflete o trabalho de excelência realizado pelas faculdades de direito de Franca, que é, sem dúvida, um grande polo jurídico. O padrão de ensino é excelente. Contudo, sempre é possível melhorar.”

Para o presidente da OAB subsede Franca, Ivan Cunha, se considerar o atual sistema de avaliação do exame, agora unificado, o resultado de Franca também é satisfatório. “As faculdades estão de parabéns, pois o exame está cada vez mais difícil. Estamos no caminho e sabemos que podemos melhorar, inclusive queremos incentivar os alunos a conhecerem mais a advocacia e não só optar pelos concursos.” A segunda fase do exame será realizada no dia 24 de fevereiro.