quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Promotor agride advogado durante julgamento em São Paulo; corregedoria investiga o caso


Para os que reclamam da monotonia em assistir audiências, exemplo de uma emocionante.

Fonte: UOL Notícias

Um promotor de Justiça agrediu um advogado fisicamente durante um julgamento no último dia 22, no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, em São Paulo.

Segundo nota divulgada pela Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp) nesta quarta-feira (28), o promotor de Justiça Fernando Albuquerque de Souza agrediu “moralmente e fisicamente” o advogado Claudio Márcio de Oliveira.

Segundo a associação, o caso aconteceu durante o interrogatório de um réu, que responde ao processo em liberdade. O promotor teria chamado o advogado de “bandido e outros adjetivos desabonadores”, segundo a Acrimesp.

Procurado pela reportagem, o Ministério Público de São Paulo confirmou o episódio e disse que o caso foi enviado à Corregedoria do MP. O promotor ainda não se manifestou.

Após as agressões verbais, ainda segundo a associação, o advogado requereu a suspensão do julgamento quando, então, o promotor teria começado a agredi-lo fisicamente. O advogado registrou a ocorrência no 13º Distrito Policial.

A juíza Patricia Inigo Funes e Silva suspendeu o julgamento e pediu à Corregedoria do MP que tomasse providências.

A Acrimesp afirma que pretende processar o promotor por agressão física e pedir indenização por danos morais e materiais. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Recuperação final, saiba como calcular a nota necessária para aprovação.


O pessoal que estuda no sistema anual, e não conseguir os vinte e quatro pontos necessários para aprovação em cada matéria, poderá fazer a prova de recuperação final, no lugar da antiga, e extinta, prova substitutiva.

Conversando com várias pessoas notei que muitos, inclusive eu, não sabiam como é feita a conta para descobrir quanto é necessário tirar nessa tal "recuperação final", busquei informações com a Iara, responsável pela secretaria do Direito, que me explicou o seguinte:

O valor necessário é o referencial da faculdade, este que é 12, menos a média anual do aluno em questão. Fiz alguns exemplos com a intenção de esclarecer melhor, confira:



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Bíblia ou o Código Penal?


Já postei aqui uma vez que sou a favor de proibirem que crianças até os catorze anos, no mínimo, tenham qualquer contato com qualquer tipo de religião. Caso você tenha religião, qualquer uma, sabe que também ela possui absurdos que nem mesmo você concorda.

Estou postando três vídeos de religiosos que não deveriam ser punidos pela regras da Bíblia e sim pelo Código Penal, como a maioria dos que fazem da fé de alguns o seu modo de ganhar muito dinheiro. Assista e tire suas próprias conclusões:




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sábado, 17 de setembro de 2011

Dica de livro para depois das provas.


Quem gosta de um bom romance policial não pode deixar de ler "Toupeira - A História do Assalto ao Banco Central". Tudo bem que o livro relata o furto e não um assalto, mas isso não passa de um detalhe jurídico.

O livro relata com fatos, segundo o próprio autor, verídicos e um pouco de ficção, quais são uns ou outros é impossível distinguir, os passos antes e depois do furto ocorrido ao Banco Central do Ceará.

Caso você tenha assistido: "Assalto ao Banco Central - O Filme", é mais um grande motivo para você ler o livro, já que o filme deixa muito a desejar, é péssimo, em relação a história do livro, que é excelente. 

Eu já havia lido outro excelente livro do mesmo autor: "Ponto Quarenta – A Polícia Civil para Leigos" e uma curiosidade sobre o autor que vale a pena lembrar: Roger Franchini é formado pela UNESP de Franca e as dedicatórias de seus livros incluem sempre nomes conhecidos da cidade.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Semana de provas. [3]


Com o início de mais uma semana de provas, uma tirinha, sempre atual, da turma da Mafalda.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

#EuVotoDistrital - E você?


Você provavelmente já viu ou leu alguma coisa sobre o Voto Distrital, caso ainda não saiba nada a respeito, trate de se inteirar sobre o assunto hoje ainda.

Aproveitando a semana em que a deputada Jaqueline Roriz, em mais um momento vergonhoso dos políticos brasileiros, foi inocentada por seus pares, o blog Nem Tão Direito Assim começa a divulgar e a pedir assinaturas em prol do Voto Distrital.

O Voto Distrital acaba, entre outros absurdos, com o do cociente eleitoral, essa ferramenta que faz com que poucos saibam quem realmente ajudaram a eleger para deputado.

Em uma explicação rápida: no voto distrital os deputados disputam por distritos, ou seja, escolhemos alguém da região onde votamos. O que ajuda a acompanhar o que ele faz ou deixa de fazer no Congresso.

Toda grande mudança tem seu início em uma primeira atitude, o Voto Distrital pode ser o início de grandes mudanças, mas para isso precisamos acreditar e dar o primeiro passo.

Não deixe de assinar a petição a favor do Voto Distrital, aqui mesmo no blog, e, também, aproveite para ler mais sobre o Voto Distrital no site responsável pela campanha: #EuVotoDistrital

7 de setembro.


Com o atual nível na política brasileira, nada melhor que a reformulação do Hino Nacional.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Entrevista com a ex-ministra Ellen Gracie Northfleet.


Fonte: Veja
Recém-aposentada do Supremo Tribunal Federal, a ex-ministra Ellen Gracie Northfleet, primeira mulher a integrar a corte em 122 anos de República, fala com franqueza nesta entrevista sobre os bastidores do Supremo, sobre o casamento gay, a lentidão da Justiça, a dificuldade de punir quem comete crimes e, entre outros temas, se o tribunal tem ou não poder demais.

A entrevista foi feita pelos de VEJA Carlos Graieb e Paulo Celso Pereira, e publicada nas “Páginas Amarelas” da edição que ainda está nas bancas nesta sexta-feira, dia 2.



“É o poder menos corrupto”

A ministra que acaba de sair do Supremo Tribunal Federal avalia o papel do Judiciário no cumprimento das leis e na manutenção das liberdades e direitos constitucionais

A juíza Ellen Gracie Northfleet, de 63 anos, entregou há três semanas seu pedido de aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). Indicada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2000, Ellen foi a primeira mulher a chegar à mais alta corte do país. Ao longo de dez anos e meio, proferiu cerca de 30 000 decisões, presidiu o STF e o Conselho Nacional de Justiça e foi vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A ministra poderia continuar no tribunal até 2018, mas ela se considera “muito realizada”.

Apesar de ter se formado e construído a carreira no Rio Grande do Sul — onde moram a única filha e a neta –, Ellen está a caminho do Rio de Janeiro natal. A curto prazo, vai retomar o registro na Ordem dos Advogados do Brasil para trabalhar com pareceres, consultoria e arbitragem. Segue o desejo, no entanto, de ser nomeada para um fórum internacional. Em 2008, ela foi derrotada na disputa por um assento na Corte de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Se houver uma oportunidade, vou analisar”, diz a ex-ministra. “Mas não em qualquer lugar. Não estou fugindo do país.”

No seu apartamento em Brasília, ela concedeu a seguinte entrevista a VEJA.

Foram quase onze anos no Supremo. O tribunal mudou muito nesse tempo?

Creio que a corte de 10 anos atrás era mais contida, mais dada ao judicial restraint, uma expressão em inglês que indica um esforço para não se substituir ao legislador. Acontece que a demanda para que o STF resolvesse impasses políticos também era menor. Hoje, há temas controversos que o Congresso não aborda. Os parlamentares não querem se comprometer com uma posição. As demandas, então, vão parar no Supremo, que não tem outra saída senão decidir sobre tais assuntos.

Há também o famoso “terceiro turno” – quando a minoria vencida no Legislativo recorre à Corte para reverter ou amenizar a derrota. Eu não diria que existe no STF uma atitude concertada para adotar o ativismo judicial. Alguns ministros — muito bem amparados na doutrina e na técnica — avançam mais nessa direção. Outros, menos. Não vejo, contudo, um inte­resse em aumentar o poder do Supremo. Nosso poder já é bem grande. O certo é que nesses últimos dez anos foram as circunstâncias que fizeram do dilema entre ativismo e contenção um aspecto central para a Corte.

Uma das decisões em que o ativismo do Supremo ficou mais patente é aquela que confere o status de família à união estável entre pessoas do mesmo sexo. A Constituição é explícita em dizer que a família no Brasil é formada por homem e mulher. A corte reescreveu a Carta Magna?

O Brasil, desde o pórtico de sua Constituição, diz que não admite discriminação. Então não há motivo para que concidadãos nossos sejam tratados de maneira diferente por causa de sua orientação sexual. Assim como nós não admitiríamos que eles fossem tratados diversamente por questões de cor ou de religião, também a orientação sexual não deve ser um fator impeditivo a que eles gozem de isonomia em relação aos outros cidadãos.

Essa é a base da decisão. Um país decente não discrimina entre os seus cidadãos. Meu voto foi no sentido de que todos os direitos correspondentes a uma união estável entre pessoas de sexo oposto sejam estendidos aos homossexuais, inclusive o direito de adoção. Mas as discussões sobre os direitos dos homossexuais ainda não terminaram no Supremo, elas certamente voltarão ao plenário.

A senhora foi a primeira mulher a assumir uma cadeira no tribunal. É importante que uma mulher a substitua?

Acredito que a sociedade brasileira entrou em outra fase. Neste momento, o país é presidido por uma mulher. No Supremo, temos ainda a ministra Cármen Lúcia. O peso simbólico de uma escolha feminina já não é tão grande. Se a presidente quiser escolher uma mulher, no entanto, sua gama de alternativas será bem grande. O Judiciário brasileiro se destaca no mundo porque 30% da primeira instância são formados por mulheres, e quase o mesmo porcentual se repete na segunda instância. Existe uma massa crítica muito boa da qual a presidente poderá tirar um nome feminino, se tal for a sua vontade.

O Supremo vivia atulhado de processos. Essa questão foi equacionada?

Até 1988, o Supremo podia escolher os casos que iria analisar. Isso mantinha o número de processos em um patamar manejável. A Constituição de 1988 tirou essa prerrogativa da Corte. Além disso, por ser muito detalhista, a Carta permite que os advogados sempre encontrem uma raiz constitucional para os seus pleitos. Desde a faculdade, eles são orientados a incluir questões constitucionais em suas petições, de modo que a causa possa mais tarde subir até o Supremo.

Tudo isso acarretou uma explosão do número de causas que tramitam na corte. Em meados da década passada, chegou a haver 150 000 processos distribuídos entre os gabinetes dos ministros. Isso torna inviável o trabalho de uma corte constitucional. Houve, no entanto, um divisor de águas que nos levou de volta ao bom caminho. Estou falando da Emenda [Constitucional nº] 45 [que promoveu uma reforma no Judiciário e, entre outras coisas, criou o Conselho Nacional de Justiça] e das leis que a regulamentaram, permitindo o uso da repercussão geral e da súmula vinculante. Depois disso, houve uma clara redução de números. Em 2010, apenas 15 000 processos foram distribuídos. É muito, em comparação com outros países, mas um avanço inegável para nós.

Se o instrumento é eficaz, por que é pequeno o número de súmulas publicadas?

Sou uma defensora da adoção das súmulas vinculantes há trinta anos. Sou também muito restritiva no uso dessa ferramenta. Não há contradição aí. As súmulas diminuem o número de processos que chegam ao Supremo na exata medida em que aumentam a segurança jurídica. Para que desempenhem esse papel, é fundamental que sejam muito precisas. Se a súmula não é feita com cuidado e enseja uma nova dúvida, ela não cumpre o seu papel de estabelecer uma jurisprudência que permita que processos semelhantes ao analisado sejam julgados com mais rapidez e não cheguem mais às instâncias superiores. Isso às vezes acontece. Há súmulas que os próprios ministros quiseram reescrever já no dia seguinte à publicação. Por isso, o tribunal está certo em não se apressar na edição de súmulas.

Em maio, o tribunal determinou a prisão do jornalista Pimenta Neves, onze anos depois do assassinato que ele confessou. Com a redução no número de processos, o Supremo tende a decidir com maior velocidade?

O grande problema do Judiciário hoje é a lerdeza. As ações demoram muito, especialmente as penais. O sistema de recursos e nulidades do processo penal brasileiro é inacreditável, quase impede uma condenação. Um bom advogado tem à sua disposição um arsenal quase infinito de manobras para dificultar o desenvolvimento do processo.

Ou seja, a culpa não é exclusivamente do Judiciário. Mas nós também temos nossa parcela de responsabilidade. Deveríamos nos equipar, ter mais juízes criminais. E acredito que, mesmo na Corte suprema, nem sempre tomamos a melhor decisão. Em 2009, por exemplo, o tribunal alterou sua jurisprudência com relação à possibilidade de cumprimento das penas logo depois depois da confirmação da sentença em segundo grau. Até então, o tribunal sempre tinha entendido que, confirmada a sentença no Tribunal de Justiça [dos Estados], nada impedia o início da execução. Em 2009, isso mudou. Não concordei com essa posição e discordo dela até hoje.

A senhora é considerada linha-dura em questões penais. Concorda com essa definição?

Sou rigorosa em matéria penal. Acho que é preciso ser. No Brasil, depois da redemocratização, passamos por um período de rechaço absoluto a tudo que significasse repressão. Mas qualquer país democrático precisa ter repressão ao crime. É preciso que haja consequência para o delito, que o Direito Penal seja efetivo. No entanto, quando for aplicada a pena, é necessário que o sistema prisional cumpra sua finalidade de ressocialização. As penas não existem apenas para punir. Elas devem preparar a pessoa para que saia em condições de ser reabsorvida pela sociedade. E isso não acontece até hoje.

A lerdeza que a senhora mencionou também dificulta o combate à corrupção, e ajuda a disseminar o sentimento de que corruptos, especialmente políticos, não são punidos no Brasil. O julgamento do mensalão, que se aproxima, vai mudar esse roteiro?

Eu não vou participar do julgamento do mensalão, e não me arrisco a prever seu desfecho. Se não me engano, já foi decretada a prescrição de um crime. Outros réus talvez sejam condenados a penas pequenas que, pela passagem do tempo, não será viável executar.

De modo geral, contudo, esse processo andou de maneira célere no Supremo. O relator, ministro Joaquim Barbosa, já ouviu 600 testemunhas em dois anos. Nenhuma vara criminal neste país teria tido capacidade para fazê-lo. Isso foi possível, em parte, porque houve a digitalização completa do processo.

Minha primeira observação, portanto, é que mudanças nos métodos de trabalho podem trazer resultados fantásticos. O Judiciário ainda lida com práticas herdadas do século XIX, mas estamos nos livrando de muitas delas, o que deve racionalizar nosso trabalho. Em segundo lugar, o papel do Supremo não é punir, mas julgar de maneira correta e respeitar as garantias que são de todos os cidadãos. Não podemos cercear a defesa, nem passar por cima dos direitos dos acusados. Isso talvez crie frustrações momentâ­neas, mas, a longo prazo, a consolidação das instituições democráticas é o que importa.

Nos últimos anos, houve algumas dis­cussões muito ríspidas entre ministros. O clima no Supremo é tenso?

O tribunal está em paz. E, em geral, o convívio entre os ministros é muito bom. Discussões acaloradas sempre ocorreram na Corte — a diferença é que atualmente, com a televisão, as reações mais exaltadas ficam à vista de todos.

É bom que as sessões do Supremo sejam transmitidas ao vivo pela TV?

Se os ministros tivessem podido votar sobre o assunto lá atrás, quando o canal foi ao ar, acredito que a maioria teria sido contrária. Eu mesma não teria aprovado a ideia. Sempre que um juiz estrangeiro visita o Brasil, a transmissão das sessões ao vivo causa espanto. É algo que não existe em outros lugares. Para muitos, é uma subversão da lógica de funcionamento de uma Corte suprema. Há tribunais que mantêm em segredo até o nome do relator de um processo.

Mas agora os benefícios da televisão estão claros. Ela dá grande transparência à Justiça. Essa transparência é importante, não é possível regredir. Durante a minha presidência, discutimos a possibilidade de editar as sessões. Mas aí ficamos com um problema seriíssimo: quem faria essa edição? Quem haveria de cortar a palavra deste ou daquele ministro? Mantivemos o formato, que está bem aceito pela comunidade jurídica. Mesmo que às vezes deixe os ministros muito expostos.

Quando a senhora entrou no Supremo, ainda havia ministros indicados pelo governo militar. Com sua saída, restam apenas três ministros indicados antes do governo Lula. Quanto a indicação influencia a trajetória de um ministro na corte?

Pertencer ao Supremo, o topo da pirâmide judiciária, é uma dignidade tão grande que não admite vinculações, subordinações, sujeições a nenhuma outra instância. A melhor homenagem que um ministro pode fazer ao presidente que o nomeou é ser um bom juiz. Ou seja, um juiz isento.

Não vejo ninguém atrelado à mesma linha do governo que o nomeou. Seria uma pessoa menor aquela que se atrelasse a uma linha político-partidária. O Supremo faz, sim, política. Mas política ampla, de desenvolvimento nacional, de contribuição ao crescimento do país, de atenção às realidades nacionais. A primeira virtude de um juiz tem de ser a independência. E a independência não é coisa abstrata. É independência do poder econômico, do poder político, do poder da imprensa e da opinião pública, independência dos próprios preconceitos. Felizmente, vejo essa independência posta em prática diariamente não apenas no Supremo, mas em todo o Judiciário, que é o menos corrupto dos poderes.
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domingo, 4 de setembro de 2011

Ação mais antiga do STF deve enfim entrar em pauta


Fonte: O Globo

Em 17 de junho de 1959, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, tinha 16 anos. Um de seus colegas de Corte, José Antonio Toffoli, nem era nascido. Nesse dia, o então procurador-geral da República, Carlos Medeiros Silva, entrou com uma ação no Supremo que até hoje não foi julgada.

É a mais antiga em tramitação no tribunal, com mais de 52 anos de idade. O primeiro relator, ministro Candido Motta Filho, aposentou-se em 1967 e morreu dez anos depois. Depois dele, outros oito ministros estiveram à frente do processo - que sempre passou de mão em mão ao longo das gerações e nunca foi decidido. Neste mês, a ação deve entrar na pauta de julgamentos do plenário. Peluso, o atual relator, recebeu o caso em 26 de junho de 2003. O voto está pronto.

Quando a ação foi proposta, o STF não ficava na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e sim no número 241 da Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Com a mudança de endereço, em abril de 1960, a ação foi levada para a nova capital.

Os autos contabilizam 12 volumes e três apensos - ao todo, 2.449 páginas repletas de ácaro. As primeiras folhas estão amareladas e precisaram ser reconstituídas para não desintegrar. Outras páginas não resistiram ao tempo e ficam guardadas em sacos plásticos para não serem perdidas de vez. A grafia era outra, e o nome do país também: nas folhas timbradas, lê-se: República dos Estados Unidos do Brasil. Deu-se à causa o valor de Cr$ 100.000.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Professor de Direito ameaça prender aluna

Fonte: ESTADÃO

O professor da Faculdade de Direito do Mackenzie Paulo Marco Ferreira Lima, que também é procurador de Justiça, ameaçou dar voz de prisão a uma aluna do 5.º semestre do curso. Depois da aula de Direito Penal 3 na última sexta-feira, a estudante abordou o professor para questionar sua metodologia. Segundo o docente, foi necessário chamar seguranças para conter a garota, que insistia em fazer reclamações em voz alta. Paulo Marco, então, disse que ou ela parava, ou ele lhe daria voz de prisão. Ela ainda foi acusada de racismo pelo irmão do professor no Facebook.

O caso repercutiu após o Centro Acadêmico João Mendes Jr., que representa os alunos de Direito, ter divulgado nota de repúdio na qual classificou de "inadmissível" a postura do professor Paulo Marco. "Em um país de "doutores", em que qualquer um se acha acima da lei, não podemos permitir que em nossa faculdade, um ambiente exclusivamente acadêmico, pessoas desse tipo continuem a desrespeitar nossa Constituição, em uma perfeita cena de abuso de autoridade", diz o texto, assinado pelo diretor-geral do C.A., Rodrigo Rangel.

Paulo Marco disse que a aluna quis "tirar satisfação". "Entrei na sala para dar a última aula do dia e ela continuava falando. Fechei a porta. Ela arrombou. Pedi aos seguranças para tirá-la da sala. Ela continuou gritando e me ofendendo. Foi aí que falei: "Ou a senhora para ou eu vou te dar voz de prisão por desacato". Ela parou de gritar depois da ameaça."

O professor respondeu às críticas de que a situação configurou abuso de autoridade. "Ameaçar prender não é abuso de autoridade. Seria se eu tivesse prendido ela sem razão", afirmou.

O irmão do professor - o também procurador e professor do Mackenzie Marco Antônio Ferreira Lima - acirrou a polêmica ao postar ontem, no Facebook, que a aluna, do 5.º semestre noturno, teceu "considerações raciais" sobre Paulo Marco. Na internet, Marco Antônio afirma que a estudante ofendeu o professor, "chamando-o na frente de sua filha de "negro sujo" e dizendo que "preto não pode dar aula no Mackenzie"".

Bolsista. A estudante, de 31 anos, que não quis se identificar, nega que tenha ofendido o professor e se disse vítima de calúnia. "Até porque sou bolsista integral do ProUni e, com qualquer sanção administrativa, perderia a bolsa", disse. Ela admite ter procurado o professor para reclamar de sua didática. "A aula dele é mais um bate-papo e expliquei que sentia a falta de conceitos."

Após o incidente, ela procurou o diretor da Faculdade de Direito, que a orientou a fazer um relatório do que havia acontecido. Ela fez o relatório e pediu transferência da matéria. "Fui humilhada pelo professor Paulo e exposta pelo irmão dele no Facebook. Sou aluna de Direito e um dia vão lembrar que me acusaram de racismo."

Por meio de nota, o Mackenzie informou que "os fatos estão sendo apurados para que as providências sejam tomadas."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um advogado bom de conversa.


Estamos acostumados com noticiários relatando golpes aplicados por telefonemas efetuados de pessoas privadas de liberdade, inacreditavelmente, oriundos do interior dos presídios onde elas se encontram cumprindo tal medida.

A seguir um áudio onde um presidiário, especialista em enganar advogados por telefone, se depara com um profissional do direito que bate um bom papo com o criminoso e o faz contar detalhes do seu "trabalho".

Ouça na íntegra:


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Matéria da revista Veja sobre Chalita, citada na palestra da Universidade.


Fonte: Veja

OS MISTÉRIOS DE CHALITA: O HOMEM CUJO PATRIMÔNIO CRESCEU 1.925%, 115% SÓ NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS

O que está claro: ele é vaidoso, rico e escreve livros com a mesma velocidade com que muda de partido. Já a lista das incógnitas que cercam o pré-candidato do PMDB a prefeito de São Paulo é mais extensa.

Esso, esso, esso, Gabriel Chalita é um sucesso. Na literatura, ele é tão prolífico que deixa na lanterna gigantes como Machado de Assis e Honoré de Balzac. Machado produziu 38 obras em 69 anos de vida e o novelista francês, 89 em 51 anos. Chalita já deixou os dois para trás: aos 42 anos, publicou 54 títulos, todos com um estilo marcado pelo forte apego às frases feitas e por um fraquinho pelos diminutivos. Como político, sua trajetória não tem sido menos espetaculosa: eleito vereador aos 19 anos por Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, ele se tornou o terceiro deputado mais votado do Brasil no ano passado, logo atrás do palhaço Tiririca. Hoje, é pré-candidato a prefeito de São Paulo. De qualquer ângulo que se observe - por cima, por baixo, entre, como diria o filósofo Caetano Veloso -, Chalita é um portento. Mas o fato de ele escrever como faz política e de fazer política como escreve não é suficiente para lhe emprestar contornos mais, digamos, assumidos. A controvérsia e a incógnita marcam as duas faces do deputado e escritor.

Saber, por exemplo, quantos livros Chalita vendeu é uma tarefa árdua. Perguntado, o escritor responde sempre: “Pelos meus cálculos, foram uns 10 milhões”. A marca o colocaria à frente de J.K. Rowling, autora da série Harry Potter (3,6 milhões de exemplares vendidos no Brasil), e próximo de Augusto Cury, fenômeno editorial da década (11 milhões de livros vendidos desde 2002). A pedido de Chalita, suas editoras também não divulgam os seus números de venda. Uma espiada nas planilhas da rede de livrarias Saraiva, no entanto, autoriza a suspeita de que o cálculo não é o forte de Chalita. Considerada um termômetro do mercado editorial, a Saraiva negociou apenas 70.000 exemplares do autor nos últimos três anos.

Se não é bom com números, Chalita tampouco consegue ser preciso em suas citações. No ano passado, ao reeditar “Cartas entre Amigos” - escrito em parceria com o padre Fábio de Melo, seu amigo do peito -, a editora Globo teve de extirpar da versão original duas passagens erroneamente atribuídas a Machado de Assis e Cora Coralina. Infelizmente, para os leitores do deputado, outras escaparam aos olhos dos revisores. Usuário obsessivo do Twitter, Chalita escreve mensagenzinhas a cada quinze minutinhos, em mediazinha. São, em geral, frases de conteúdo “literário-filosófico”, como ele gosta de classificá-las, algumas vezes retiradas de seus próprios livros (”Eu te amo”. Se tiver dúvida, não diga. Se tiver certeza, não economize” ou “Matérias-primas de que somos feitos são duas, paradoxalmente duas: pó e amor! O pó nos iguala. O amor nos identifica”). Sem maldade, pessoal: o pó de Chalita é, no máximo, o de pirlimpimpim.

O deputado não bebe e não sai muito à noite. mas é festeiro à sua moda. Gosta de celebrar cada compra de um imóvel ou reforma de apartamento. Em 2004, então secretário de Educação de Geraldo Alckmin, seu padrinho político, ele convidou seis assessores para uma “inauguração-surpresa” em seu dúplex no bairro de Higienópolis. “Quando chegamos lá, soubemos que a inauguração era da nova banheira de hidromassagem dele”, conta um dos convidados. Vestido com um robe de chambre, Chalita levou o grupo à sua suíte. onde a banheira estava instalada. Lá, anunciou que iria mostrar “como se banha um homem de estado”. Em seguida, tirou o robe e, tchibum-tchibum, de sunga, deslizou para dentro d”água. Para sua decepção, um curto-circuito impediu o funcionamento da hidromassagem e pôs um fim abrupto à celebração.

Católico, Chalita conta que na juventude queria ser padre, mas, com a entrada na política, trocou a batina pelo terno (hoje, ele prefere os Armani). Vaidoso, orgulha-se da “barriga tanquinho”, conquistada à base de muuuita malhação. Um assessor que ele considerou “fora de forma” já teve de acompanhá-lo em uma de suas habituais caminhadas aceleradas de 5 quilômetros em São Paulo - e nem o fato de estar trajando roupa e sapatos sociais o salvou da vigorosa experiência estética.

Na política, guardadas as devidas proporções, Chalita troca de partido quase com a mesma frequência com que lança um livro novo. Até agora, foram três mudanças de sigla. Começou no PDT, foi para o PSDB, passou pelo PSB e acaba de filiar-se ao PMDB. Trata-se de uma união de mútuas e significativas vantagens, em que o deputado já chega com status de pré-candidato a prefeito da maior cidade do país e na qual o PMDB poderá ganhar do PT e do governo federal algo que o interesse - e todo mundo sabe que algo é esse - em troca da desistência da candidatura Chalita. Mesmo sendo um nome emergente no cenário nacional, o deputado compartilha ao menos uma característica com veteranos de Brasília. Seus últimos onze anos de vida pública coincidem com uma notável evolução patrimonial.

Os 741.000 reais em bens que declarava possuir em 2000 transformaram-se em 7 milhões de reais em 2008 e hoje chegam a 15 milhões, uma variação de 1925%. Chalita atribui a prosperidade galopante às palestras que ministra pelo Brasil, aos 10 milhões de livros que “estima” ter vendido e ao “salário impressionante” que recebeu como diretor de escolas e professor de faculdades particulares até o fim da década de 90 (”Uns 20.000 dólares mensais, pelos meus cálculos”). O dúplex onde ele mora em São Paulo está avaliado em 6 milhões de reais. Tem 1.000 metros quadrados, piscina coberta com teto retrátil, oito vagas na garagem e uma academia de ginástica, montada com a orientação de Fabio Sabá, seu ex-personal trainer alçado a secretário adjunto de Educação de São Paulo quando Chalita era titular da pasta.

Há um mês, ele adquiriu um novo apartamento, também no bairro de Higienópolis. A compra do bem lhe custou 4,5 milhões de reais e foi paga à vista. Para fechar o negócio, nem precisou vender seus outros dois imóveis (além do dúplex, tem um apartamento no Rio de Janeiro, cujo preço é 1,5 milhão de reais). Como conseguiu a façanha? “Vendi um apartamento que eu tinha em Santos”, explicou, com a tinta da melancolia no semblante. O flat negociado pelo deputado valia 200.000 reais no ano passado. Como conseguiu multiplicar esse capital por vinte é só mais um dos mistérios de Chalita. Ele é a Capitu da política brasileira.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pensa em ser juiz (a)?


Para aqueles que não assistiram ao programa Profissão Repórter do dia 23/08, o mesmo versou sobre a rotina de juízes, por todo o Brasil, que sofrem ameaças constantes.

Publico a seguir os vídeos do referido programa:





terça-feira, 23 de agosto de 2011

5º Congresso de Direito Processual de Uberaba-MG

Clique na imagem para ampliar

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O céu de um jeito diferente.


Caso você seja daquelas pessoas que adoram ficar admirando a lua e as estrelas, vale a pena uma visita a um observatório astronômico.

Aqui, na cidade de Franca, o Observatório Astronômico Municipal funciona na área do prédio do Champagnat.

O atendente, no dia que visitei, disse que aquele é um dos melhores aparelhos da América Latina. Observar as crateras da lua e ver Saturno com seus anéis através do telescópio é muito interessante.

Para aquelas pessoas que gostam de apreciar o céu e ou estão querendo um passeio diferente deixo aqui essa ótima sugestão.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

E quem nos protege do ECA?


O Estatuto da Criança e do Adolescente completou no mês passado, julho de 2011, vinte e um anos. Comparar o que era ter entre 12 e 18 anos, portanto ser adolescente segundo o Estatuto, naquela época com os jovens da mesma idade dos dias atuais, já deveria fazer com que discutissem a lei.

Más ao invés de tentarem fazer com que a lei se torne mais atual, visto o quanto a criminalidade entre adolescente só tem aumentado, tramita na Câmara o Projeto de Lei 345/11, do deputado Hugo Leal (PSC-RJ), que eleva de 21 para 26 anos a idade limite para a soltura do adolescente infrator, a sorte, é que tudo indica, que tal lei não passará de um projeto.

Provando mais uma vez que as autoridades não encaram os problemas reais da mesma forma que a grande maioria da população, os discursos em prol dos jovens infratores é de deixar qualquer pessoa preocupada com o futuro.

Um exemplo: atualmente, o tráfico responde por 40% das internações da Fundação CASA. Muitas vezes quando são feitas prisões em flagrantes envolvendo adultos e adolescentes, esses acabam assumindo toda responsabilidade daqueles e ainda são reconhecidos pelos amigos como "considerados", sou seja, pessoas melhores.
Diante de tal realidade as autoridades se manifestam como se isso não existisse e continuam defendendo que menores não devem ser privados de liberdade por tráfico, como diz o ECA. O desembargador Antônio Carlos Malheiros, coordenador da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, criticou o “excesso de rigor” por parte do Poder Judiciário em determinar a internação de adolescentes autores de atos infracionais.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin : “A internação deve ser a última medida, mas o que vemos é que os jovens estão sendo mais punidos, embora o ECA diga que a internação deva ser a última medida”.

O ECA faz com que homicídios, roubos, sequestros etc. sejam tratados como "atos infracionais" e que os adolescentes que os praticaram saiam, da medida socioeducativa,com no máximo 21 anos, com nada em suas fichas policiais, agora observe bem o comportamento dos jovens entre 12 e 18 anos na sociedade.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ótima aula em livro.


Nessa postagem quero indicar uma tese de mestrado para leitura, apesar de publicada em 2001 continua muito atual. O detalhe, negativo, é que a mesma ainda não se encontra a disposição na internet, portanto, somente indo até a biblioteca da Universidade de Franca para ter acesso a mesma.

Em tempos de que ética e honestidade no Brasil nos parece cada vez mais "fora de moda", o Professor Edson Junqueira mostra que continua defendendo os mesmos princípios, que defendia já há algum tempo.

Quem já teve o prazer, ou tem, de tê-lo como professor reconhecerá várias frases do que está escrito em sua tese com as que ele sempre defende em suas aulas.

Com as atuais críticas aos cursos de Direito, a prova da OAB e os deslizes éticos divulgados fartamente na mídia, a tese se torna uma leitura acalentadora para tal momento.

Para todos os discentes ou operadores do Direito o livro é uma aula majestosa.

Obs: A curiosidade em ler tal trabalho surgiu graças a uma discussão, em uma rede social, de temas atuais.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia do Advogado



domingo, 7 de agosto de 2011

Temos que fazer a nossa parte.


Despertou certa repercussão, a reprodução neste blog, da matéria do jornal Comércio da Franca sobre a Unifran (MEC determina redução de vagas no curso de Direito da Unifran), a matéria, tudo indica, repercutiu graças ao blog, ou melhor, graças à rede social onde postei o link para o blog. Tendo em vista que muitos não lêem o jornal em questão.

Da mesma forma que muitos brasileiros culpam os políticos pela corrupção, mas acham o máximo quando aplicam o "jeitinho brasileiro" a seu favor, os alunos que se mostraram indignados e revoltados contra tal matéria nada fizeram, apenas cobraram e argumentaram que a instituição deveria tomar alguma providência.

O jornal que divulgou tal matéria não recebeu nenhuma carta de aluno. O site do jornal que reproduziu a mesma matéria, recebeu apenas 4 comentários, sendo que 3, além de ridículos, são contra a instituição, algumas pessoas comentaram na rede social onde divulguei o blog, porém essa é fechada, hoje, a apenas 54 integrantes.

A Unifran é uma instituição privada, qualquer manifestação da mesma será vista como simples propaganda, quem precisa aprender a valorizar e defender a instituição são os alunos. Aproveitar a nota do ENADE, que fomos responsáveis pela melhora, à biblioteca, que todos nós sabemos ser excelente, e toda ótima estrutura que sabemos a universidade disponibiliza aos alunos.

Reproduzi a matéria para que mais pessoas soubessem o que a cidade e região lêem sobre nós, já havia comentado aqui no blog, em um texto anterior (FDF X UNIFRAN), do preconceito com a instituição.

Está mais que na hora dos alunos passarem a defender a instituição do qual são parte, mas para isso, não podem esquecer que precisamos mostrar dedicação e banir o comportamento de ensino fundamental durante as aulas.


“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons"
Martin Luther King

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os dez Mandamentos do Advogado



(Los Mandamientos Del abogado - escrito por Eduardo J. Couture, 
Buenos Aires, Depalma).

1º ESTUDA. – O Direito se transforma constantemente. Se não segues seus passos, será cada dia um pouco menos advogado;

2º PENSA. – O Direito se aprende estudando, mas se exerce pensando;

3º TRABALHA. – A advocacia é uma árdua fatiga posta a serviço da justiça;

4º LUTA. – Teu dever é lutar pelo direito; mas o dia em que encontrares um conflito o direito com a justiça, luta pela justiça;

5º SÊ LEAL. – Leal pára com o teu cliente, a quem não deves abandonar até que compreendas que é indigno de ti. Leal para com o adversário, ainda quando ele seja desleal contigo. Leal para com o juiz, que ignora os fatos e deve confiar no que tu lhes invocas;

6º TOLERA. – Tolera a verdade alheia na mesma medida em que queres que seja tolerada a tua;

7º TEM PACIÊNCIA. – O tempo se vinga das coisas que se fazem sem a sua colaboração;

8º TEM FÉ. – Tem fé no Direito, como o melhor instrumento para a convivência humana; na justiça, como destino normal do direito; na paz, como substitutivo bondoso da justiça; e sobretudo, tem fé na liberdade, sem a qual não há direito, nem justiça, nem paz;

9º OLVIDA. – A advocacia é uma luta de paixões. Se em cada batalha for carregando tua alma de rancor, chegará um dia em que a vida será impossível para ti. Concluído o combate, olvida tão profundamente tua vitória como derrota;

10º AMA TUA PROFISSÃO. – Trata de considerar a advocacia de tal maneira que o dia em que teu filho te pedir conselho sobre seu destino, consideres uma honra para ti propor-lhe que se faça advogado.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SEMANA DOS ADVOGADOS 2011 - Franca


Fonte: Site OAB Franca.

8 de agosto (segunda-feira)

TERCEIRIZAÇÃO – RISCOS TRABALHISTAS (VANTAGENS E DESVANTAGENS)

Expositor

DRA. ROBERTA VERGUEIRO DE FIGUEIREDO

Advogada; Especialista na Àrea de Direito do Trabalho; Pós-Graduação pela UniFMU e Professora Universitária


9 de agosto (terça-feira)

TUTELAS DE URGÊNCIA – CAUTELAR, SATISFATÓRIA E DE EVIDÊNCIA NO PROJETO

DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Expositor

DR. CÉSAR KLOURI

Advogado, Professor de Direito Processual Civil da FMU; Presidente da Comissão de Direito Civil

da OAB SP; Membro Honorário da Academia Brasileira de Direito Processual Civil;

Membro Efetivo do Instituto dos Advogados de São Paulo - IASP


10 de agosto (quarta-feira)

DIREITO PENAL; PROCESSO PENAL (AS NOVAS ALTERAÇÕES)

Expositor

DR. EDSON LUZ KNIPPEL

Advogado; Mestre e Doutorando em Processo Penal pela PUC SP; Coordenador da Àrea de Direito da

Pós-Graduação da UniFMU; Professor Universitário e da ESA SP



Horário / Local

19hs

Casa do Advogado de Franca

Av. Major Nicácio, 2400



Inscrições / Informações

Inscrições mediante a 1kg de alimento não perecível – com Augusto

Horário para Inscrições: das 8hs às 11hs e das 13h às 18hs.

SERÃO CONFERIDOS CERTIFICADOS DE PARTICIPAÇÃO

Fone: (16) 3711-6930

comissoes@oabfranca.org.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Furto e ligação clandestina de TV a cabo.

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Notícia referente à matéria do 3º bimestre de Penal.


Fonte: Site do STF

ARTIGO

A 2ª Turma concedeu habeas corpus para declarar a atipicidade da conduta de condenado pela prática do crime descrito no art. 155, § 3º, do CP (“Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: ... § 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.”), por efetuar ligação clandestina de sinal de TV a cabo. Reputou-se que o objeto do aludido crime não seria “energia” e ressaltou-se a inadmissibilidade da analogia in malam partem em Direito Penal, razão pela qual a conduta não poderia ser considerada penalmente típica. HC 97261/RS, rel. Min. Joaquim Barbosa, 12.4.2011. (HC-97261) 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fim de férias.


É pessoal, o negócio é curar a ressaca e encarar a volta as aulas. Só torçam para que ninguém tenha filmado vocês e colocado na Internet.

O rapaz, no vídeo a seguir, não deu tal sorte e tudo indica que ele aproveitou bem suas férias.

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O sinônimo de viver é pessoal.


"Prefiro viver dez anos a mil do que mil anos a dez." Essa frase, que sempre acreditei ser do Cazuza e agora consta no livro do Lobão, é a que melhor demonstra o que eu próprio penso sobre o que é viver.

Incontáveis vezes eu falei para as pessoas, aquelas que viviam me censurando por beber, dormir e dirigir de uma forma diferente delas, que se eu conseguisse chegar até os trinta anos já estaria ótimo. Para a tristeza de muitos, nada aconteceu, e superei a barreira dos trinta.

Não que eu fosse um suicida em potencial, mas: comida saudável, oito horas diárias de sono, não ingerir bebidas alcoólicas, menos baladas e não abusar da sorte dirigindo uma moto, não era o que eu pensava, e penso, sobre viver.

Muitas pessoas condenaram Amy Winehouse por "perder a vida tão jovem", ela viveu muito mais que a maioria das pessoas, afinal, muitas são tão preocupadas com o que os outros vão pensar delas, que continuam respirando até se tornarem avós, sem nunca terem vivido.

As pessoas precisam entender que "viver" é algo muito pessoal e não simplesmente respirar e se comportar como a sociedade espera.


domingo, 31 de julho de 2011

MEC determina redução de vagas no curso de Direito da Unifran


Fonte: Comércio da Franca

O curso de Direito da Unifran (Universidade de Franca) terá 50 vagas a menos no próximo ano letivo. A redução foi imposta pelo MEC (Ministério da Educação) devido ao descumprimento de exigências de melhoria na qualidade do ensino. A determinação foi publicada no Diário Oficial na última quarta-feira, 27. Entre as justificativas do Ministério estão o desempenho abaixo da média nacional nas avaliações do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), a falta de qualificação do corpo docente e de infraestrutura da unidade.

A comissão de avaliação de cursos do MEC apontou um excesso no número de alunos por turma na Unifran. Segundo a publicação, as salas de aulas possuem uma média de 39 alunos para cada professor do curso de Direito. O órgão alegou que o número é considerado acima da média (de 32 por sala) e que o excesso prejudica a qualidade de ensino. Outro motivo apontado foi que, em 2006, na última prova aplicada no curso de Direito pelo Enade, a nota média da instituição aplicada em 87 alunos concluintes foi de 33,7 - menor que a média nacional de 42,8. A assessoria do MEC também disse, por telefone, que foram considerados aspectos deficientes no curso a qualidade do corpo docente (falta de projetos pedagógicos) e infraestrutura (livros didáticos, por exemplo).

Devido às falhas constatadas, em dezembro do ano passado, através da Portaria de número 2095, o Ministério da Educação recomendou o fechamento do curso de Direito na Universidade de Franca. A instituição passou por processos administrativos para tentar corrigir as deficiências, mas as alegações apresentadas foram suficientes apenas para, temporariamente, a penalidade do cancelamento do curso ser trocada pela redução de 50 vagas. A partir de 2012, a universidade passará a oferecer 430 vagas anuais até a próxima renovação da autorização de funcionamento do curso.

O MEC determinou ainda que a Unifran apresente a decisão de redução de vagas a professores e alunos nos murais de aviso da instituição e até mesmo no site oficial da universidade, no prazo máximo de 30 dias a contar da data da publicação.

Procurada, a assessoria de imprensa da Unifran disse por telefone que só vai se pronunciar sobre o assunto a partir da próxima segunda-feira.

EXAME DA ORDEM
O desempenho do curso de Direito da Unifran no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), aplicado no início deste ano, foi inferior às demais faculdades do Estado. Dos 176 bacharéis pela universidade que prestaram o exame, apenas seis foram aprovados, um índice de 3,55%.