quinta-feira, 28 de maio de 2009

O CAVALO E O PORCO



Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este
determinado cavalo.
Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este
medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e
caso ele não esteja melhor,será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse: Força amigo!
Levanta daí, senão você será sacrificado!!!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse: Vamos lá
amigão, levanta senão você vai morrer!
Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um,dois,três.
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:
Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo
e disse: Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa!
Upa! Isso, devagar!
Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai...
Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!!
Você venceu, Campeão!!!
Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e
gritou: Milagre!!! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa..."Vamos matar o
porco!!!"

Ponto de reflexão:
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. Saber viver sem ser reconhecido é uma arte." Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:

“Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.”

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso.


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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Propaganda e tanto para uma "faculdade".


Anúncio publicado em jornais!!

Repare nos pequenos detalhes.








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segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Porque todo estudante de Direito se acha"


Se os filhos são o retrato dos pais, os alunos são o retrato de seus professores.

Um professor pode até, embora eu não concorde, "ensinar" que advogados no labor tem que ser tratados por "doutor".
Porem na saula de aula, ou seja no meio acadêmico, ele deveria explicar que Doutor:
"É aquele que fez DOUTORADO."
Ao omitir esse fato, o professor "cria" aquelas criaturas repugnantes que adoram se gabar por serem "dotor", sem ao menos saber o que significa esse título, sim, Doutor é um título.
Assim descobri como surge o "estudante de direito".

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quem nunca foi discriminado!?


É improvável, para não dizer impossível, encontrar uma pessoa que não tenha sofrido algum tipo de discriminação. Agora cursando a faculdade aprendi, e senti na própria pele, um novo tipo: a discriminação por ser "aluno da Unifran".

Em uma cidade com 3 faculdades de Direito, sendo 2 destas classificadas entre as melhores do país, estudar na outra se torna um forte motivo de críticas. É só você tentar dialogar, sobre o curso, com um aluno de uma das outras faculdades que você é automaticamente rebaixado.

Na aula de hoje, ficou comprovado que não só os alunos nutrem esse comportamento absurdo, como também alguns professores.

Explico a razão: Se para um aluno já é complicado defender seu ponto de vista na própria sala que dirá diante de uma outra sala, de outra faculdade, de um professor que nunca viu e ainda estando ali para divulgar um evento e não para "explicar matéria".

Agora, depois de tamanho embaraço causado a uma aluna, visitante, ainda querer: criticar a segunda melhor faculdade do estado e ainda julgar uma aluna do 4º ano desta faculdade é no mínimo ridículo.

Será que nós alunos da Unifran podemos reclamar por sofrermos discriminação dos alunos da FDF e Unesp, sendo que existe entre nossos professores um que tem a capacidade de, ignorando todos os rankings, rebaixar as outras faculdades?

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Estudante de Direito :



Estudante de Direito não copia: Compila.
Estudante de Direito não fala: Defende idéias.
Estudante de Direito não tem professor: Tem colega que aplica a matéria.
Estudante de Direito não dorme: Concentra-se.
Estudante de Direito não faz sexo: Pratica conjunção carnal.
Estudante de Direito não se distrai: Analisa a inter-relação simbiótica dos insetos a sua volta.
Estudante de Direito não falta à faculdade: É solicitado em outros lugares.
Estudante de Direito não faz putaria: Pratica ato libidinoso.
Estudante de Direito não cola: Tem código comentado por ele próprio.
Estudante de Direito não diz besteiras: Defende uma outra corrente.
Estudante de Direito não fica lendo e-mail em serviço: Pesquisa jurisprudência.
Estudante de Direito não lê revistas na sala de aula: Se informa sobre acontecimentos da sociedade.
Estudante de Direito não fica bêbado no bar da faculdade: Se socializa com a comunidade.
Estudante de Direito não mente: Faz alegações desprovidas de provas!!!

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Alunos dão lição sobre privacidade na web a juiz

Alunos dão lição sobre privacidade na web a juiz

"Aprendizado prático". Uma bela frase, repleta de esperança, que descreve lições aprendidas na vida real que ajudam a iluminar as questões de um tema acadêmico - o oposto de "aprendizado teórico". No segundo trimestre deste ano, os alunos de uma matéria optativa sobre privacidade na internet que consta do currículo da escola de Direito da Universidade Fordham passaram por diversos desses fascinantes momentos de aprendizado prático, como parte de um trabalho cujo objetivo era demonstrar o grande volume de informações pessoais que corre pela internet.

O trabalho, que lhes foi prescrito pelo professor encarregado do curso, Joel Reidenberg, era assumidamente provocativo: criar um dossiê sobre o juiz Antonin Scalia, da Suprema Corte dos Estados Unidos, com base nas informações disponíveis sobre ele na rede. E por que Scalia?

Bem, os alunos vinham discutindo as recentes declarações que ele fez desconsiderando as preocupações sobre a defesa da privacidade na internet, em uma conferência jurídica recente. De acordo com a agência de notícias Associated Press, Scalia resumiu a questão com: "Todos os dados que existem sobre minha vida são privativos? Isso é tolice".

E isso quer dizer que uma espécie de desafio foi lançado - ainda que Reidenberg tenha declarado em entrevista que discorda dessa interpretação. O trabalho, ele disse, não tinha por objetivo "causar embaraços a ninguém, e tampouco tomar Scalia por alvo em função de qualquer assunto referente ao seu trabalho na Corte". (O professor também não demorou a lembrar que, no ano passado, o mesmo trabalho havia sido prescrito aos alunos, mas tendo ele, Reidenberg, como assunto.)

Scalia era uma boa escolha: uma figura muito pública, com bons motivos para resguardar sua privacidade. Encontrar o número da linha direta de telefone de seu gabinete, por exemplo, é tarefa quase impossível.

Mas os alunos conseguiram montar um dossiê de 15 páginas, informou Reidenberg em conferência sobre defesa de privacidade, que incluía o endereço e o número de telefone da casa de Scalia, o endereço pessoal de e-mail de sua mulher e os programas de TV e pratos que ele prefere.

Como não considerar que a criação desse dossiê tem um aspecto de justiça poética. O senhor ainda considera que a questão é "tolice", meritíssimo? Aprendizado prático, afinal, não se aplica apenas aos alunos.

A idéia jamais foi divulgar publicamente o dossiê (ainda que, como aponta o professor, já que a lei protege apenas material recolhido para avaliar um candidato a emprego, divulgá-lo seria legal), e Scalia não deveria saber sobre o trabalho acadêmico, mais ou menos como muitos de nós nos mantemos absurdamente desatentos a tudo que se pode descobrir sobre nossas vidas por meio da internet.

Os comentários de Reidenberg na conferência foram registrados por um site chamado Above the Law, e com isso a questão se tornou pública, ajudada pela manchete "o que a Universidade Fordham sabe sobre o juiz Scalia".

Outro momento de aprendizado prático. Reidenberg estava falando sobre a perda de "obscuridade prática", ou seja, a idéia de que certas informações pessoais talvez tenham estado sempre disponíveis - por exemplo, nos registros judiciais -, mas descobri-las e disseminá-las sempre foi complicado na prática.

"Eu estava apresentando um trabalho acadêmico em uma conferência acadêmica, sobre a perda de obscuridade prática, e o exemplo que utilizei foi tirado do contexto e virou reportagem nacional", disse o professor.

Quando as informações sobre o dossiê chegaram à imprensa, Reidenberg ofereceu exibir a Scalia o material recolhido, mas o juiz não respondeu.

A privacidade, e sua violação, são assunto de discussão há milênios. As declarações de Scalia sobre a questão foram feitas em um evento que tratava do direito à privacidade e liberdade individual da antiguidade à era da internet. Mas a tecnologia vem pressionando nossas leis, e as soluções nem sempre são fáceis.

É valioso, por exemplo, descobrir quem foi detido recentemente por embriaguez ao volante, mas vivemos em um mundo no qual é possível rapidamente obter o endereço e foto de qualquer criminoso sexual ou pessoa que tenha sido apanhada embriagada ao volante em um raio de cinco quilômetros. Não é apenas que a informação pessoal circule o mundo e possa ser obtida por qualquer pessoa dotada de uma conexão de internet, mas também o imenso volume de informações disponível.

"No caso individual, poderia ser inócuo saber, por exemplo, que prefiro Coca-Cola a Pepsi", diz Daniel Solove, professor de Direito na Universidade George Washington. "Mas quando há um acúmulo de informações, a coisa muda de figura. Se existe um registro de tudo que alguém comprou ao longo dos anos, é possível fazer inferências sobre a saúde, a situação financeira e os interesses da pessoa".

Chris Reid, aluno de terceiro ano da Fordham que fez o curso de Reidenberg no ano passado, disse que seus colegas quase todos tendem a não se preocupar com a privacidade na internet, "mas nossa geração precisa receber um alerta a respeito". "As pessoas estão dispostas a abrir mão de muita privacidade em troca de um pequeno benefício. Elas não conhecem o custo completo", afirmou.

Scalia recusou um pedido de entrevista, por meio de um porta-voz, mas respondeu à questão em um comunicado: "Mantenho minha declaração de que é tolice imaginar que todos os dados sobre minha vida sejam privativos. Estava me referindo, é claro, à questão de cada um desses dados merecer proteção legal", afirmou. "Não é um fenômeno raro que algo seja ao mesmo tempo legal e irresponsável. A questão surge o tempo todo em casos quanto ao direito de livre expressão. E porque o professor não estava lecionando um curso sobre bom senso, presumo que tenha suposto que não precisava demonstrá-lo".

Um momento de aprendizado prático, mas talvez não de sabedoria.

fonte: www.terra.com.br

sábado, 16 de maio de 2009

A hora da vingança!!!



ÓTIMO final de semana a todos.....

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Matéria para estudo do 1º ano - Teoria Geral do Processo

Galera, a matéria completa do Wellington - ANO INTEIRO.


http://www.4shared.com/file/105561431/adb4530b/Matria_para_estudo_do_1_ano_-_Teoria_Geral_do_Processo.html

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um diploma não passa de um papel.

"A inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair idéias, compreender idéias e linguagens e aprender."

Pobre do individuo que se julga superior a outro por "ter um diploma superior" e INFELIZ do que não tendo se julga inferior.
Muitas pessoas se formaram e continuaram a se formar, em faculdades, mantendo a mesma capacidade, isso quando não perdem algumas, de quando entraram.

Simplesmente, porquê, a inteligência não é contemplada com um diploma.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Homenagem....


A imagem que melhor ilustra a aula de segunda-feira dia 11/05/2009.....



A grande vantagem de você contar a história....
..... é que você pode sempre ser o Herói.

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Como falar com um esquerdista





Você já deve ter entrado em uma discussão ferrenha com um esquerdista, não é? Segue uma sugestão para “ Falar com um Esquerdista (se não tiver jeito)”

  • Primeiro: nunca entregue o jogo no primeiro tempo. O esquerdista sempre vai falar: “Tá bom, Stalin era de esquerda e era horroroso, mas Hitler era de direita.” Era de direita uma pinóia! Eu sei que vai ser demorado explicar pro esquerdista que isso não é verdade, mas não entregue os pontos de cara. Se a discussão tiver que começar com o básico, que comece.

  • Segundo: Nunca comece na defensiva. A não ser que você tenha feito parte do governo do PT, tenha roubado mais que em qualquer período da história republicana brasileira, esteja envolvido com acusações de assassinato, lavagem de dinheiro, remessa ilegal de dólares, financiamento ilícito de campanha ou ache qualquer uma dessas coisas práticas normais, quem precisa se defender são eles. Você não tem um monte de esqueleto para esconder no armário. Em resumo, não fique na defensiva, parta para o ataque de cara.

  • Terceiro: Você deve irritá-lo. Se o esquerdista ainda não perdeu a fala, ainda não te olha com ódio, com vontade de partir pra cima de você, alguma coisa você não está fazendo certo. Os esquerdistas não ficam indignados quando se contam mentiras a respeito deles. Nessa linha eles são muito bons. O que os aborrece enormemente é quando a verdade é dita. Você tem um leque enorme de opções: pode citar Stalin, Fidel, Leste Europeu, Camboja, China, Lula, Chavéz, etc. Eles irremediavelmente vão citar o imperialismo americano. Pergunte que países no mundo sofrem com esse imperialismo. Você deve então começar a notar os sinais de irritação.

  • Quarto: Nunca peça desculpas, jamais faça um elogio, em hipótese alguma seja cortês com um esquerdista e nunca os apóie. Paulo Maluf subiu no palanque de Marta Suplicy, está na cadeia. Roseana Sarney apoiou o PSDB e quando era sua vez de concorrer, levou uma rasteira, assim como Itamar Franco. O PFL insiste em poupar o presidente, apenas para ver o PT atirar mais e mais, sendo acusados de nazistas. Eles desconhecem qualquer noção de cordialidade, democracia, debate de idéias, essas frescuras pequeno-burguesas. Eles não foram educados assim, conhecem apenas a linguagem da porrada. Qualquer coisa diferente disso não é entendida por eles. O politicamente correto é o maior engodo. Pegue pesado, bata sempre e bata forte.

  • Quinto: Não se deixe corromper pela sedução da esquerda. Essa é especial para a juventude, mas vale para todos. Não tem nada mais na moda do que uma camiseta do Che Guevara, do que se dizer preocupado com justiça social, meio-ambiente, aquecimento global, distribuição de renda, direito das minorias, entre outros chavões esquerdistas. Se você acha exagero, assista a MTV ou a Globo e veja o que é mais in, cool, fashion: mostrar que estudou um pouquinho e que a melhor solução, ou a menos ruim, é mesmo o livre mercado, ou gritar que quem diz isso é um neoliberal insensível que não tem nenhuma preocupação com a justiça social.

  • Sexto: Seja sempre receptivo aos esquerdistas que começam a perceber o erro que estão cometendo. Muitos que hoje são de Direita já votaram no PT e outros na juventude também acreditaram na balela comunista e seus derivados. Churchill disse que uma pessoa que aos 20 anos não é de esquerda não tem coração. Uma que ainda é aos 30 não tem cérebro. Tenha paciência, especialmente com os jovens que estão procurando as respostas. No entanto, se o esquerdista tem mais de 40 anos, é caso perdido. Recomendo então o uso dos tópicos acima.

  • Finalmente, esteja pronto para os melhores argumentos dos esquerdistas: xingamentos. Enquanto o esquerdista não te chamar de neoliberal, ele não vai sossegar. No momento que ele te chamar de nazista, você pode dar o debate por encerrado se quiser. Você está desempenhando o terceiro tópico de forma satisfatória. Fascista, conservador, insensível, hipócrita, viúva da ditadura, machista e reacionário também fazem parte do leque do que eles consideram argumentos. Quando qualquer uma dessas coisas for dita com ódio sincero, você venceu o debate, não tem porque continuar. Vá lavar a louça, comprar umas frutas ou passear com o cachorro, mas não perca mais o seu tempo.

Bom divertimento!

Fonte: causaliberal.com.br

domingo, 10 de maio de 2009

Política:

Para quem tem dificuldade em entender a Política na América, um exemplo bem simples: (Os esquerdistas pensam que é assim.... más vc sabe, esquerdista só pensa besteira....)



sábado, 9 de maio de 2009

Será que o rapaz está no curso de Direito??

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Decreto Lei da - Mudança da Ortografia Brasileira




quinta-feira, 7 de maio de 2009

Uma campanha MUITO inteligente.

sábado, 2 de maio de 2009

Direito não é fé


O advogado-geral da União e candidato a vaga de ministro
do Supremo Tribunal Federal é contra o aborto mas defende
a tese de que a decisão final pertence às mulheres

José Antonio Toffoli foi advogado do presidente Lula nas três últimas campanhas, ocupou a assessoria jurídica da Casa Civil na gestão do ex-ministro José Dirceu e, desde março de 2007, é o advogado-geral da União – uma espécie de conselheiro jurídico do governo. Aos 41 anos, ele se prepara para um salto maior na carreira: é o preferido do Planalto para ocupar uma das duas vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal que serão abertas até o fim de 2010. Toffoli diz que aceitará o cargo se for convidado, mas rebate as insinuações de que será um soldado do PT no STF. Em entrevista a VEJA, o jovem advogado-geral comenta a discussão áspera entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, defende a descriminalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo – apesar de ser católico praticante, irmão de padre e sobrinho de monsenhor, além de assíduo frequentador da missa dominical.

Como o senhor analisa a discussão entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa? O Judiciário brasileiro é um dos únicos do mundo em que os julgamentos são públicos, transmitidos ao vivo pela TV. Isso traz mais transparência e explicita as divergências, o que é positivo. A função de ter um colegiado de ministros é que as divergências sejam debatidas e resultem em um voto melhor. Como os dois ministros são humanos, o debate virou uma discussão mais acirrada, com palavras mais fortes. Não concordo que haja populismo no tribunal, como disse o ministro Gilmar Mendes, muito menos que a imagem do Judiciário esteja comprometida, como disse o ministro Joaquim Barbosa. Mas acho perfeitamente legítimo que os dois expressem essas opiniões.

A Advocacia-Geral da União é acusada de atuar como advocacia do governo. É possível separar as duas coisas? A AGU tem a função de defender na Justiça todos os poderes da União. Mas tem uma proximidade maior com o Executivo porque presta consultoria direta em todos os atos do presidente. No meu caso, porém, nunca houve influência do governo ou qualquer pressão do presidente para mudar um parecer.

Mas o senhor foi por mais de dez anos advogado do PT. Isso não compromete sua isenção? De maneira nenhuma. Em primeiro lugar, eu me desfiliei do partido quando entrei na Casa Civil, em 2003. Além disso, nunca tive militância partidária nem disputei eleições. Tenho apenas proximidade com o partido e com o presidente Lula, de quem fui advogado em três campanhas presidenciais. Isso não compromete a atuação institucional na AGU. Aqui sou pautado pela Constituição e pelas leis do país.

O Supremo Tribunal Federal decide nos próximos dias a descriminalização do aborto de fetos anencéfalos. Qual é a sua posição sobre o tema? A discussão que se coloca é sobre quando começa a vida. A posição do Ministério da Saúde, defendida pelo governo e por mim, é que um feto que não vai desenvolver o cérebro está fadado ao insucesso, não terá uma vida propriamente dita. Defendo a ideia de que o casal ou a mulher que se decida pela continuação da gravidez em casos assim tenha o direito de levá-la até o fim. O mesmo vale para quem decidir o contrário. Se optar por interromper a gestação, a mulher não deverá ser processada criminalmente por isso.

O senhor é católico praticante, e a Igreja defende a manutenção da criminalização do aborto. Não há aí uma contradição? Respondo com tranquilidade: sou contra o aborto. E duvido que exista sobre a Terra algum ser humano favorável ao aborto. Mas o problema tem de ser encarado de outro ponto de vista: qual é a melhor forma de combatê-lo? Qual é a melhor maneira de diminuir o número de casos de aborto? A criminalização não é a resposta. Ela pode até ser importante do ponto de vista moral para dizer que é algo errado, incorreto, mas não resolve o problema. Não adianta alimentar uma polêmica de religião versus estado ou de feminismo versus Igreja. É necessário que as pessoas pensem na melhor forma de combater o aborto. Resumindo: sou contra o aborto e contra sua criminalização.

Com a proibição, como o senhor diz, os abortos ocorrem de maneira clandestina. Sem ela, a prática não tenderia a se disseminar mais ainda? Defendo a ideia de que o estado ofereça uma política de saúde pública que procure evitar o aborto, mas que também dê condições dignas e seguras às mulheres que decidam abortar. O estado precisa incentivar a contracepção e o sexo seguro. Esse tipo de informação é fundamental. Quando a mulher engravida, é necessário que se dê a ela acesso a programas médicos, sociais, psicológicos, religiosos e até auxílio econômico, se for o caso, para que mantenha essa gravidez. É preciso fornecer meios para dissuadi-la da possibilidade de fazer um aborto. Mas depois disso, se não houver outra opção, é melhor que ela o faça de maneira segura.

Essa é uma opinião pessoal ou é a visão do governo sobre o assunto? A minha opinião é muito semelhante à dos ministros José Gomes Temporão (Saúde) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Nós consideramos que o aborto tem de ser visto como uma questão de saúde pública, não como um problema criminal. Isso é muito diferente da visão da Secretaria da Mulher, que aceita o aborto como uma forma de contracepção. Pragmaticamente, a descriminalização é a melhor forma de reduzir o número de abortos.

"Na medida em que há uma relação homoafetiva, você
tem de protegê-la
constitucionalmente.
A Igreja tem todo o direito de considerar isso um pecado. E aquele que é católico vai se entender com a Igreja"

O senhor também já deu parecer favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo. Essa é uma posição do governo? Essa é uma posição da interpretação das leis do Brasil. Está clara na Constituição a proibição de discriminação de qualquer espécie. Eu entendo que a Constituição atende também à realidade do homossexualismo. Na medida em que há uma relação homoafetiva, você tem de protegê-la legal e constitucionalmente. A Igreja tem todo o direito de considerar isso um pecado. Aquele que é católico vai se entender com a Igreja. Agora, o estado e AGU têm de se pautar pela Constituição, que proíbe a discriminação de qualquer espécie.

Uma das causas da sobrecarga e da consequente lentidão da Justiça é o excesso de recursos interpostos pela União. Há como mudar esse quadro? Eu aceitei o cargo justamente para enfrentar o desafio de mudar a cultura jurídica. No Brasil, nós temos a formação, desde as escolas de direito, para o conflito. Nos Estados Unidos, a maioria das questões é resolvida nos escritórios de advocacia. A Justiça brasileira hoje tem mais de 60 milhões de ações. Cada uma tem pelo menos dois lados. Então são 120 milhões de pessoas litigando na Justiça. Não há como funcionar. O Poder Judiciário não é a solução de todos os problemas.

Mas o estado não é o principal culpado dessa situação, com seu excesso de ações e recursos intermináveis? O estado já foi um dos maiores provocadores de ações na Justiça por causa da época da inflação. Ainda temos alguns esqueletos no Supremo, mas esse rescaldo dos planos econômicos está acabando. Aqui na AGU estamos tentando contribuir para reduzir mais ainda a morosidade da Justiça. Criamos câmaras de conciliação para evitar que brigas entre órgãos federais cheguem à Justiça. O governo precisa se mexer, modernizar-se constantemente, porque o cidadão não pode ter raiva do estado, como ocorre hoje. O estado precisa ser mais ágil e o governo não pode ser um bicho-papão.

O senhor comprou briga com os ministros Dilma Rousseff e Tarso Genro ao se posicionar contra a revisão da Lei da Anistia. Para eles, seu parecer serviu para defender torturadores. Há um equívoco nessa visão. Divulgou-se que a AGU defendeu torturadores. Não foi isso. A AGU fez a defesa da União, é obrigação da AGU defender a União e a constitucionalidade e legalidade das leis. E a Lei da Anistia é legal. Eu compreendo e respeito a posição pessoal dos ministros que foram contrários à atuação da AGU. Mas ela cumpriu seu papel constitucional.

A área jurídica do governo também foi favorável à extradição do terrorista italiano Cesare Battisti. Ainda assim, o Executivo concedeu refúgio político a ele. O senhor acha correta essa decisão? Não vou revelar minha posição porque a AGU deve ser instada a se manifestar pelo Supremo Tribunal Federal. Mas acho que ao STF, como a maior instância judiciária, cabe dar a última definição sobre qualquer conflito judicial. Inclusive nesse caso de extradição.

A oposição acusa o governo de uso da máquina para tornar a candidata Dilma Rousseff conhecida da população. O que a oposição parece pretender é que o governo pare de trabalhar, mas isso é impossível. Se o governo trabalha e a imprensa repercute esse trabalho, isso não pode ser qualificado de propaganda eleitoral. Fazendo uma analogia com a Fórmula 1, nós não estamos sequer nos treinos livres da campanha. Não estão definidos sequer os pilotos. Até chegar ao grande prêmio falta muito tempo. Por isso, a oposição dá um tiro no pé ao apontar a ministra Dilma como candidata no pleito de 2010. Isso só faz com que apareça mais o nome dela.

O senhor era o subchefe da Casa Civil quando José Dirceu era ministro. O senhor teve conhecimento do mensalão? Só posso falar sobre o que vi. No tempo em que fiquei na Casa Civil, nunca ouvi falar de mensalão. Até vir aquela denúncia do Roberto Jefferson, nem sequer tinha ouvido falar nessa palavra. O comportamento do ministro José Dirceu comigo na Casa Civil sempre foi de respeito às leis. Ele nunca me pediu nenhum tipo de análise jurídica por encomenda.

"O problema é nossa herança de confundir o público e o privado. É preciso acabar com o costume de passar a mão na cabeça dizendo que o erro foi pequeno, que foi só uma passagem aérea. É preciso tolerância zero"

O Congresso vive uma crise causada pelo uso irregular de recursos públicos. No ano passado, crise semelhante abateu o Executivo. A lei não é muito branda com os ladrões do nosso dinheiro? Discordo da tese de que uma nova lei seja a panaceia cada vez que aparece uma crise. O problema é nossa herança histórica e política de confundir o público com o privado. É preciso uma conscientização maior de que quem exerce uma função pública só pode gastar o dinheiro público no interesse público. E é preciso, acima de tudo, um rigor maior na fiscalização, acabar com esse costume de passar a mão na cabeça dizendo que o erro foi pequeno, que foi coisa de 1 000 reais, que foi só uma passagem aérea. Não há erro pequeno. É preciso tolerância zero com o uso indevido de dinheiro público. Mesmo o erro pequeno precisa de punição.

Mas alguém foi punido pelo governo no caso dos cartões corporativos? Sim. Teve ministro que deixou o cargo, o que é uma punição política, e outros que devolveram a verba utilizada irregularmente ao erário. Além disso, houve o lado positivo da regulamentação do uso do cartão. Não ficou tudo como estava antes do escândalo.

O seu nome é cotado para ser o próximo ministro indicado pelo presidente para o Supremo Tribunal Federal. O senhor espera esse convite? Um cargo como o de ministro do Supremo você não pode ambicionar nem pedir. Mas a honra do cargo também impede a recusa. Não fui convidado, mas se por acaso isso acontecer agirei com isenção. Discordo dessa análise de que Lula queira aparelhar o Supremo. Nem o governo militar fez isso. É muito comum, tanto no Brasil quanto no exterior, que ministros indicados pelo governo votem contra seu interesse. Quando uma pessoa assume um cargo dessa dimensão, passa a ter todas as garantias de independência, uma boa remuneração, a garantia de vitaliciedade. E ela não vai pôr em risco seu nome e sua história para prestar favores ao governo.

fonte: www.veja.com.br


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Há 15 anos....


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Morria as manhãs de domingo para os brasileiros.

FRASE DO DIA...

"Se eu tiver que sofrer um acidente que eventualmente custe minha vida, eu espero que seja de uma vez. Eu não quero ficar numa cadeira de rodas. Não quero ficar num hospital sofrendo com os ferimentos. Se eu tiver que viver, eu quero viver plenamente, intensamente, porque eu sou uma pessoa intensa. Eu arruinaria minha vida se tivesse que viver parcialmente."
(Ayrton Senna, janeiro de 1994, quatro meses antes do acidente que o matou).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gafes nos tribunais.

Estas são piadas retiradas do livro 'Desordem no tribunal' (esse livro só existe em inglês).
São coisas que as pessoas realmente disseram, e que foram transcrita textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente:


Advogado : - 'Qual é a data do seu aniversário?'
Testemunha: - '15 de julho.'
Advogado : - 'Que ano?'
Testemunha: - 'Todo ano.'

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Advogado : -'Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?'
Testemunha: - 'Sim.'
Advogado : - 'E de que modo ela afeta sua memória?'
Testemunha: - 'Eu esqueço das coisas.'
Advogado : - 'Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?'
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Advogado : - 'Que idade tem seu filho?'
Testemunha: - '38 ou 35, não me lembro.'
Advogado : - 'Há quanto tempo ele mora com você?'
Testemunha: - 'Há 45 anos.'
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Advogado : -'Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?'
Testemunha: - 'Ele disse, 'Onde estou, Bete?'
Advogado : - 'E por que você se aborreceu?'
Testemunha: - 'Meu nome é Célia.'
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Advogado : - 'Me diga, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?'
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Advogado : - 'Seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: - 'Sim.'
Advogado : - 'Que idade ele tem?'
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Advogado : - 'Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foi tirada?'
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Advogado : - 'Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?'
Testemunha: - 'Sim, foi.'
Advogado : - 'E o que você estava fazendo nesse dia?'
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Advogado : - 'Ela tinha 3 filhos, certo?'
Testemunha: - 'Certo.'
Advogado : - 'Quantos meninos?'
Testemunha: - 'Nenhum.'
Advogado : - 'E quantas eram meninas?'
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Advogado : - 'Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?'
Testemunha: - 'Por morte do cônjuge.'
Advogado : - 'E por morte de que cônjuge ele acabou?'
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Advogado : - 'Poderia descrever o suspeito?'
Testemunha: - 'Ele tinha estatura mediana e usava barba.'
Advogado : - 'E era um homem ou uma mulher?'
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Advogado : - 'Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?'
Testemunha: - 'Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...'
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Advogado : - 'Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, Ok? Que escola você freqüenta?'
Testemunha: - 'Oral.'
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Advogado : - 'Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?'
Testemunha: - 'Sim, a autópsia começou às 20:30 hs.'
Advogado : - 'E o sr. Décio já estava morto a essa hora?'
Testemunha: - 'Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.'
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Advogado : - 'O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?'
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************ Essa é a melhor ************
Advogado : - 'Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?'
Testemunha: - 'Não.'
Advogado : - 'O senhor checou a pressão arterial?'
Testemunha: - 'Não.'
Advogado : - 'O senhor checou a respiração?'
Testemunha: - 'Não.'
Advogado : - 'Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?'
Testemunha: - 'Não.'
Advogado : - ' Como o senhor pode ter essa certeza?'
Testemunha: - 'Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.'
Advogado : - 'Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?'
Testemunha: - 'Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar!!!'

quarta-feira, 29 de abril de 2009

“Dr.”?? Ser ou não ser? Eis a questão...

fonte: http://www.boletimjuridico.com.br
Há poucos dias, nos deparamos com uma demanda proposta por um juiz que acionou o condomínio onde reside porque exigia que fosse tratado formalmente de “Doutor”. O MM. Juiz da Comarca de Niterói demonstrou, na respeitável sentença, que, independente do “poder de barganha” do autor da ação, não haveria meios para obrigar os funcionários do prédio a dar tratamento formal aos moradores, ainda porque não há embasamento legal para impor a eles este tipo de obrigação.
Preliminarmente, a etimologia explica que o vocábulo “doctor” procede do verbo latino “docere” (ensinar), ou também a palavra “douto” (de Doutrina) que significa Instrução, Sapiência.
Em segundo lugar, “Doutor” não é forma de tratamento, e sim um título acadêmico utilizado apenas quando se alcança grau de doutor, depois de defender tese diante de uma Banca.
Pode-se empregar no meio universitário, a expressão “doutor honoris causa”. Trata-se de um título honorífico que reconhece em algumas pessoas um notável saber e serviços relevantes, que configurem exemplo para a comunidade acadêmica e para a sociedade, alcançando assim um patamar de destaque e suma importância. Em Portugal, o título de doutor é estendido a todos que são formados em nível superior, mas no Brasil, meus caros, para ser doutor basta andar bem alinhado e ter um bom carro. Formando assim, em nossa sociedade, um tratamento de vassalagem, quem o usa ou se submete, se auto-exclui, ficando em posição inferior aos demais.
Pela tradição poderíamos ser tratados por doutores, pois, afirma a história, na antiguidade os escribas eram homens que atuavam como copistas e redatores das leis. Sua função entre os Hebreus era ensinar e interpretar as escrituras do Livro Sagrado e os ensinamentos de Moisés, dando origem ao que hoje chamamos de Jurisdição (aplicar e dizer o Direito).
Com o passar dos tempos, os sucessores dos apóstolos passam a serem chamados de padres apostólicos, que na geração seguinte, já em meados do século IV, são chamados de padres da Igreja, os “Doutores da Igreja”.São reverenciados pelo valor de suas pregações, pelos escritos, pela vida imaculada e ensino do caminho da fé. Podemos citar: Santo Agostinho (354-430) aquele mesmo autor da Escolástica Tradicional, do Jus Naturalismo Teocêntrico, de pensamento Platônico e São Tomás de Aquino (1225-1274) aplicando a Lex Eterna, com pensamentos Aristotélicos, juntos formando a Teoria das Causas.
O título de doutor aos Advogados foi usado pela primeira vez na Universidade de Bologna, nomeando-se “doctor legum”. No Brasil Colônia, a Realeza e as famílias ricas já necessitavam em seu meio social de um advogado, um padre e um político, diga-se de passagem, não sendo muito diferente dos dias de hoje... O Advogado, naquela época, tinha um poder decorrente de uma formação privilegiada, de elite, fazendo com que a sociedade o colocasse numa posição superior na escala social.
E pela Tradição o Alvará Régio, de Maria I, a Pia, de Portugal, no Império de D. Pedro I, forma o Decreto Imperial de 01/08/1825, alterado pela Lei do Império de 11/08/1827, criando o Curso de Ciências Jurídicas e Sociais. Dispõe também sobre o grau de doutor aos Advogados, declarando neste dia um feriado, que é comemorado até os dias de hoje.
Esta Lei Imperial cria os cursos jurídicos, com uma sede em Olinda (que é transferida para Recife em 1853) e outra sede em São Paulo. Essas academias sentiram logo a necessidade de criar cursos de filosofia e letras, melhorando assim o ensino e fortalecendo o senso crítico (em não havendo senso crítico, não há senso de justiça). Embora estas linhas filosóficas fossem distintas, enquanto Recife formava operadores do direito para atuar no Judiciário, São Paulo formava a elite da política brasileira. Desta saíram formados em 1866, na mesma turma: Rui Barbosa, Castro Alves e Afonso Pena. Daquela, ao norte do país, formou-se Clóvis Beviláqua.
Vivemos num país de várias influências regionais. Desde a época da escravidão o “Você” já bastaria, pois se trata de uma forma de tratamento cerimonioso, sendo uma contração do tratamento respeitoso “Vossa Mercê”, muito usado pelos escravos. Este tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e no meio acadêmico.
Numa atitude irracional e irrealista o “prodigioso juiz”, autor da ação, usou da máquina do Poder Judiciário para saldar um inconformismo pessoal. Ora, não cabe ao Poder Judiciário decidir e impor condutas nas relações sociais, impondo às pessoas que se relacionem com educação, formalidade e cordialidade.
O Advogado é um administrador de conflitos, que luta para garantir os direitos do cidadão, fazendo parte da vida profissional, o estudo constante, sensibilidade humana, honestidade, humildade e acima de tudo, ética, devendo concretizar os ideais da sociedade, pautando-se nos princípios que regem o nosso direito.
O profissional do direito conhece sua própria realidade, sabedor da sua função e responsabilidade, da importância ao atuar perante o Judiciário. Há quem diga que são “Doutores” por defenderem suas teses nos tribunais no cotidiano da advocacia.
Será mesmo necessário, dentro ou fora dos Tribunais, referirmo-nos aos juízes por “Excelência”, mesmo sabendo dos problemas que afligem nosso país? Crises, a necessidade de uma reforma Política, e quanto aquelas ações que aguardam julgamento há um bom tempo, formando pilhas e mais pilhas de processos nos tribunais, atravancando a Máquina do Poder Judiciário? E o princípio da Celeridade Processual? Há preocupações maiores do que estas...
Usar do Processo como um fim para garantir um Direito? Que direito é esse? Acabou tornando mais desprezível a deficiência da Administração da Justiça, agoniada pela enorme demanda de litígios.
Somos cada vez mais, vítimas de uma sociedade com tanta desigualdade social, corrupção, “monstros” nos representando no Congresso Nacional, Senado, Câmaras, que sequer sabem defender os interesses deles próprios, quem dirá os nossos????!!
Como iremos intensificar forças para resolver as dificuldades econômicas, políticas e sociais deste país? O aparelho estatal é falho, não consegue garantir nem os anseios do cidadão brasileiro, isso acarreta num descrédito da justiça, formando um pensamento errado a que, no limite, se tenda a ver a efetividade do Judiciário não como meio e sim com um fim em si mesmo.
Não devemos em momento algum, sermos incrédulos, desconfiarmos do brilhante trabalho dos Magistrados, não devemos transformá-los em burocratas, desacreditar de suas performances como eminentes julgadores e jogá-los no limbo.
Independente se “Doutores”, por direito ou tradição, ou quem quer que sejamos, somos “manobristas da máquina do Poder Judiciário” em busca de um país melhor, para as presentes e futuras gerações...
(Concluído em Curitiba/PR, 12/09/2005).

* Segue abaixo reprodução da sentença do processo mencionado acima:
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO COMARCA DE NITERÓI NONA VARA CÍVEL Processo n 2005.002.003424-4
S E N T E N Ç A
Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por A.M.S.M.N. contra o C.E.L.V. e J. G., alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de "senhor". Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de "Doutor", "senhor" "Doutora", "senhora", sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos. Instruem a inicial os documentos de fls. 8/28.
O pedido de tutela antecipada foi indeferido às fls. 33.
Interposto Agravo de Instrumento, foram prestadas as informações de fls. 52. Às fls. 57 requereu o autor que emanasse ordem judicial para que os réus se abstenham de fazer referência acerca do processo, sobrevindo a decisão de fls. 63 que acolheu tal pretensão. O condomínio se manifestou às fls. 69/98, e ofertou cópia do recurso de agravo de instrumento às fls. 100, cujo acórdão encontra-se às fls. 125.
Contestação do condomínio às fls. 146 e da segunda ré às fls. 247, ambos requerendo a improcedência do pedido inicial. Seguiu-se a réplica às fls. 275. Por força de decisão proferida no incidente de exceção de incompetência, verificou-se a declinação de competência, com remessa dos autos da Comarca de São Gonçalo para esta Comarca de Niterói. Em decorrência do despacho de fls. 303v, as partes ofertaram seus respectivos memoriais, no aguardo desta sentença.
É O RELATÓRIO. DECIDO.
"O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter." (Noberto Bobbio, in "A Era dos Direitos", Editora Campus, pg. 15).
Trata-se o autor de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito. Não deseja o ilustre Juiz tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente tal dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente. Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude. Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida. "Doutor" não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário.
Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de "doutor", sem o ser, e fora do meio acadêmico. Daí a expressão doutor honoris causa - para a honra -, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa de homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que "professor" e "mestre" são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado. Embora a expressão "senhor" confira a desejada formalidade às comunicações - não pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir. O empregado que se refere ao autor por "você", pode estar sendo cortês, posto que "você" não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação. Fala-se segundo sua classe social. O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe "semi-culta", que sequer se importa com isso. Na verdade "você" é variante - contração da alocução - do tratamento respeitoso "Vossa Mercê". A professora de linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome "você", devem ser classificados como formais. Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de "seu" ou "dona", e isso é tratamento formal. Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/ a senhora e você quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente. Na edição promovida por Jorge Amado "Crônica de Viver Baiano Seiscentista", nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que "você" é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 1999). Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes. Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido.
Por isso que se diz que a alternância de "você" e "senhor" traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o Brasil de várias influências regionais. Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade.
Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa.
P.R.I.
Niterói, 2 de maio de 2005.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Justiça



Sinopse:
Justiça, documentário de Maria Augusta Ramos, pousa a câmera onde muitos brasileiros jamais puseram os pés — um Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro, acompanhando o cotidiano de alguns personagens. Há os que trabalham ali diariamente (defensores públicos, juízes, promotores) e os que estão de passagem (réus).
A câmera é utilizada como um instrumento que enxerga o teatro social, as estruturas de poder — ou seja, aquilo que, em geral, nos é invisível. O desenho da sala, os corredores do fórum, a disposição das pessoas, o discurso, os códigos, as posturas
— todos os detalhes visuais e sonoros ganham relevância. O espaço, as pessoas e sua organização são registrados de maneira sóbria. A câmera está sempre posicionada em relação à cena mas não se move dramaticamente, não busca a falsa comoção. Sinal de respeito, de não-exploração. No filme, não há entrevistas ou depoimentos, a câmera registra o que se passa diante dela. Maria Augusta Ramos observa um universo institucional extremamente fechado e que raras vezes é tratado pelo cinema ficcional brasileiro. Seu filme é tão mais importante em função de nossas limitações em termos de representação dos sistemas judiciais. Em geral, nosso olhar é formado pela visão do cinema americano, os “filmes de tribunal”. Justiça, sob esse aspecto, é
um choque de realidade.

A cineasta vai acompanhar um pouco mais de perto uma defensora pública, um juiz/professor de direito e um réu. Primeiro, a câmera os flagra no “teatro” da justiça; depois, fora dele, na carceragem da Polinter e na intimidade de suas famílias.

Com suas opções claras, que não são escondidas por sua opção pela sobriedade e pela simplicidade, Maria Augusta Ramos deixa evidente que, como os documentários, a justiça está muito longe de ser isenta. Como e para quem a justiça funciona no Brasil é a questão que se apresenta em seu filme, sem respostas definitivas ou julgamentos preconcebidos.
Sinopse de Pedro Butcher


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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bate-boca interessante:


FONTE: TERRA


Durante sessão que julgava um processo sobre a Previdência pública no Paraná, o presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), Gilmar Mendes, indagou sobre o fato de o ministro Joaquim Barbosa ter questionado uma suposta "sonegação de informações" sobre o caso. Barbosa disse que não fez tal questionamento e que afirmou que o caso foi discutido sem que os ministros se inteirassem totalmente quais seriam as conseqüências da decisão, foi quando começou o bate-boca entre os ministros.
Leia a transcrição da discussão:

Barbosa: eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões, só isso.
Mendes: todos nós somos. Vossa excelência não tem condições de dar lição nenhuma aqui dentro.
Barbosa: nem vossa excelência. Vossa excelência me respeite. Vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça desse País e vem agora dar lição de moral a mim. Saia à rua, ministro Gilmar, saia à rua. Faça o que eu faço. Vossa excelência não tem condição alguma, nenhuma condição...
Mendes: eu estou na rua, ministro Joaquim. Vossa excelência...
Barbosa: não está não, vossa excelência não está na rua não. Vossa excelência está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro, é isso. Vossa excelência quando se dirige a mim, vossa excelência não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite, respeite.
Mendes: ministro Joaquim, vossa excelência me respeite...
Barbosa: eu digo a mesma coisa, eu digo a mesma coisa.
Após intervenção de outros ministros, que pedem o fim da sessão, a discussão continua.
Barbosa: fiz uma intervenção formal, regular. A reação brutal, como sempre, vem de vossa excelência.
Mendes: não. Vossa excelência disse que eu faltei aos fatos.
Barbosa: eu não disse isso, não disse. O áudio está aí.
Mendes: não é verdade. Vossa excelência sabe que não se faz aqui um...
Barbosa: eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as conseqüências da decisão...
Mendes: o assunto está encerrado, vossa excelência...
Barbosa: e vossa excelência veio com sua tradicional gentileza e lhaneza
Mendes: e vossa excelência quis dar lição de lhaneza ao tribunal. Está encerrada a sessão.

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50 questões para a prova do Wellington (ano todo)

Existe uma "lenda" q o Wellington tira de uma lista contendo 50 questões, as questões de suas provas durante todo ano..

A lista com as 50 está aqui:



http://www.4shared.com/dir/14812013/43bb37b1/sharing.html

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Dica de Livro


(não li ainda o livro, mas achei o fato do "assassino" ser de Franca interessante)

"O que leva um importante historiador a exumar uma chacina acontecida em 1938? Essa é a questão que o leitor se coloca já no início da leitura de O Crime do Restaurante Chinês, de Boris Fausto (Companhia das Letras; 264 páginas; 45 reais). Seja pelo título, pela estrutura da narrativa ou pelas ilustrações, esse ensaio histórico tem o formato dos folhetins e prende nossa atenção. O crime é apresentado já nas primeiras páginas. Um casal de chineses prospera com um restaurante próximo à Praça da Sé. Mas na manhã de Quarta-Feira de Cinzas eles e mais dois funcionários que dormiam no estabelecimento são encontrados mortos. A imprensa toda se dedica a noticiar, nem sempre com precisão, o crime bárbaro, exigindo da polícia a resolução do caso.

Em capítulos breves, Boris Fausto reconstitui cada lance da incriminação de Arias de Oliveira, um negro recém-chegado de Franca que havia trabalhado no restaurante. O que o torna o principal suspeito é o fato de ter se demitido dias antes para aproveitar o Carnaval. Num meio em que se valoriza a presença obreira do imigrante, a desconfiança recai numa pessoa identificada com a indolência e o prazer. Embora houvesse outros suspeitos, é Arias quem acaba preso. Aí está implícita a ideia do Brasil como país da preguiça, da malandragem e da festa. Um país que deve ser reprimido."


fonte: www.veja.com.br

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Prova de Teoria Geral do Processo aplicada no 1º A (noturno-Unifran)

(As questões não estão na ordem que foram aplicadas.)


1 - Explique as formas de resolução dos conflitos:
2 - O que é Lide e Citação?
3 - Existe exceção ao princípio da isonomia processual?
4 - O que são Direito Material e Processual, exemplifique.
5 - O que é juiz natural?

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