quinta-feira, 16 de outubro de 2014

É necessário um mediador nos debates, URGENTE.


Com tantas campanhas na internet, que não dão em nada, resolvi lançar uma também:

"Queremos um mediador "Tira Teima" nos debates".


São uma vergonha os "debates" políticos que assistimos no Brasil, qual a utilidade do tal "mediador" que os canais de televisão colocam? Deveria chamar "reloginho" e não mediador, afinal, quando falam, é do tempo.

No primeiro turno, uma única vez, um desses mediadores chamou a atenção de um candidato que não estava seguindo o tema que deveria, isso na pergunta, porque nas respostas, o candidato ignora a pergunta que deveria responder e fala a respeito do que bem entender, enquanto o tal "mediador" o deixa discursar sem problemas.

No primeiro debate para o segundo turno, a situação foi ainda pior, além de fugirem das respostas como de costume, os candidatos - não dois quaisquer e sim a presidente e um senador do país - atacaram, dizendo que as informações ditas ali pelo outro eram mentirosas. E como em uma briga de colégio, ficou o dito pelo não dito, enquanto o "mediador" nada disse. 

Não a razão para o mediador não usar um computador ligado a internet, assim seria facilmente desmascarada qualquer mentira, os assessores também poderiam provar a veracidade das informações, entregado as fontes ao mediador, esse que atestaria a autenticidade ou não.

Brasileiro não é apaixonado por futebol? Seria o "tira teima" nos debates ou o "hawk-eye" (do inglês, olho de águia) usado nas partidas de tênis, que é quando o tenista, sentindo-se prejudicado, chama o "desafio", momento em que o juiz recorre a um sistema eletrônico e comprova ou não o ponto.

Embora a grande maioria do público hoje, por conta própria, possa buscar se tal informação é verdadeira ou não, com certeza a um público, o alvo deles, que não o faz e acredita no mentiroso.

Não há dúvidas, que é vergonhoso duas pessoas que buscam governar um país usarem tal artifício, mas estão usando e ninguém faz nada para mudar. 

O vídeo a seguir mostra bem que tal atributo funciona. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Estado catatônico


Será que existe alguma coisa capaz de causar revolta ou indignação nos brasileiros? Explico.

Antes a violência nos assustava, depois nos acostumamos com cercas elétricas, câmeras de seguranças, muros cada vez mais altos etc. 

Alguns crimes nos causavam repulsa, depois de pessoas amarradas nos postes, policiais mortos - cotidianamente, crianças arrastadas e mortas por carros dirigidos por bandidos em fuga, sequestros relâmpagos, chacinas etc. fica difícil imaginar algo que não seja "normal".

Na política, área que tudo sempre foi tão surreal, nos surpreendemos com mortes suspeitas e nunca investigadas, dinheiros e mais dinheiros em cuecas, aviões e malas, helicóptero com drogas que ninguém se importa com o dono, só com o piloto, criminosos que após a condenação são considerados, por alguns, heróis, entre tantas outras jabuticabas.


Mas agora, as vésperas da eleição, surge algo estarrecedor: um criminoso confessa seus crimes, se compromete a devolver vultosa quantia em dinheiro, delata toda a operação criminosa, juntamente com os seus, até então, comparsas. Tudo é gravado e com chancela de um Ministro da mais alta corte, que visualizando a veracidade das denúncias, autoriza o delator a cumprir prisão domiciliar.

Diante dessa jabuticaba gigante: um criminoso que consegue benefício por entregar uma quadrilha e o esquema criminoso que operava, mas do qual ninguém é  preso ou indiciado.


Assistimos os políticos continuarem em campanha - criticando a divulgação das denúncias, como se nada de errado estivesse acontecendo.

E o que justificaria encontrar na população (vítimas) pessoas defendendo apaixonadamente os criminosos, ao invés de exigirem justiça e o patrimônio roubado de volta? 

Decididamente, nada mais surpreende ou desperta a revolta da população, nada.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ives Gandra e a formatura da minha turma.


(Uma curiosidade a respeito da formatura da minha turma)

Entre as dúvidas que tivemos para organizar a nossa formatura (eu integrava a comissão) foi com o que entregar aos professores homenageados como lembrança.


Entre sapatos, flores, placas de homenagens etc. normalmente tão comuns, pensei em um livro, mas qual?

Cinco profissionais do Direito, pessoas cultas e do qual não tinha afinidade com suas preferências literárias, acabei escolhendo a trilogia da Ayn Rand - eu particularmente tinha gostado.

Infelizmente, poucos alunos chegaram a ver os livros (devido a data de entrega), o que todos perceberam e chamou a atenção durante a cerimônia de formatura, era o quanto a suposta "caixinha de bombom" era pesada.

Sempre tive a dúvida se tinha acertado na escolha do livro, agora tenho boas razões para acreditar que sim, na semana passada o renomado jurista, Ives Gandra, em sua coluna no jornal Estadão o citou.


Segue a íntegra do texto:

FONTE: ESTADÃO

Os saqueadores

Por Ives Gandra Martins 

Ayn Rand (1905-1982) foi uma filósofa, socióloga e romancista com aguda percepção das mudanças que ocorreram na comunidade internacional, principalmente à luz do choque entre o sucesso do empreendedorismo privado e o fracasso da estatização populista dos meios de produção, na maior parte dos países de ideologia marxista. Seu romance A Revolta de Atlas, escrito há mais de 50 anos, talvez seja o que melhor retrata a mediocridade da corrente de assunção do poder por despreparados cidadãos que têm um projeto para conquistá-lo e mantê-lo com slogans contra as elites em “defesa do povo”, o que implica a destruição sistemática, por incompetência e inveja, dos que têm condições de promover o desenvolvimento.

No romance, os medíocres ameaçam o governo dos Estados Unidos e começam a controlar e assumir os empreendimentos que davam certo, sob a alegação de que os empreendedores queriam o lucro, e não o bem da sociedade. Tal política tem como resultado a gradual perda de competitividade dos americanos, o estouro das finanças, a eliminação das iniciativas bem-sucedidas e a fuga dos grandes investidores e empresários, que são perseguidos, grande parte deles desistindo de administrar suas empresas, com o que os governantes se tornam ditadores e o povo passa a ter os serviços públicos e privados deteriorados.

Não contarei mais do romance, pois o símbolo mitológico de Atlas, que sustenta o globo, é lembrado na revolta dos verdadeiros geradores do progresso da Nação.

O que de semelhante vejo na mediocridade reinante no governo federal do Brasil, loteado em 39 ministérios e 22 mil amigos do rei não concursados, vivendo regiamente à custa da Nação, sob o comando da presidente da República, é a destruição sistemática que, nos últimos anos, ocorreu com a indústria brasileira, abalada em seu poder de competitividade por um Estado mastodôntico, que sufoca a Nação com alta inflação, elevada carga tributária, saldo desprezível na balança comercial, superávit primário ridículo e maquiado, rebaixamento do nível de investimento exterior, desvio em aplicações de capitais que deixam de ser colocados no País para serem destinados a outras nações emergentes, perda de qualidade no ensino universitário e na assistência social.

Por outro lado, os programas populistas, que custam muito pouco, mas não incentivam a luta por crescimento individual, como o Bolsa Família (em torno de 3% do Orçamento federal), mascaram o fracasso da política econômica.

O próprio desemprego, alardeado como grande conquista – leia-se subemprego -, começa a ruir por força da queda ano após ano do produto interno bruto (PIB), que cresce pouco e cada vez menos, e muito menos que o de todos os países emergentes de expressão.

É que o projeto populista de governo, que o leva a manter um falido Mercosul com parceiros arruinados, como Venezuela e Argentina, sobre sustentar Cuba e Bolívia, enviando recursos que seriam mais bem aplicados no Brasil, fechou portas para o País celebrar acordos bilaterais com outras nações. Prisioneiro que é do Mercosul, são poucos os acordos que mantemos. Tal modelo se esgotou e, desorientados, os partidários de um novo mandato não sabem o que dizem e o que devem fazer.

Basta dizer que o “ex-ministro da Fazenda em exercício” declarou, neste mês de eleição, que em 2015 continuará com a mesma política econômica, que se revelou, no curso destes últimos anos, um dos mais fantástico fracassos da História brasileira. Parece que caminhamos para uma estrada semelhante à trilhada por Argentina e Venezuela.

No romance de Ayn Rand, quando os verdadeiros empreendedores, que tinham feito a nação crescer e a viam definhando, decidiram reagir, denominaram os detentores do poder, nos Estados Unidos imaginário da romancista, de “os saqueadores”. Estes, anulando as conquistas e os avanços dos que fizeram a nação crescer para se enquistarem no poder, por força da corrupção endêmica, da incompetência, de preconceitos e do populismo, levaram o país à ruína.

À evidência, não estou alcunhando os 39 ministérios e os 22 mil não concursados de integrantes de um grupo de “saqueadores”, como o fez Ayn Rand. Há, todavia, na máquina burocrática brasileira – com excesso de regulamentação inibidora de investimentos, assim como de desestímulo ao empreendedorismo, e escassez de vontade em simplificar as normas que permitem o empreendedorismo, apesar do esforço heroico e isolado de Guilherme Afif Domingos, uma gota no oceano -, algo de muito semelhante entre o descrito em seu romance há mais de 50 anos e o Brasil atual. Basta olhar o “mar de lama” da corrupção numa única empresa (Petrobrás).

O que mais impressiona, todavia, é que, detectada a ampla corrupção na empresa – são bilhões e bilhões de dólares -, o governo tudo faça para congelar a CPI e não desventrar para o público as entranhas dos mecanismos deletérios e corrosivos que permitiram tanto desvio de dinheiro público e privado. O simples fato de não querer apurar a fundo, de desviar a atenção desse terrível assalto à maior empresa pública privada, procurando dar-lhe diminuta atenção, como se o governo nada tivesse de responsabilidade, torna suspeita a gestão, pelo menos na denominada culpa in vigilando.

Precisamos apenas saber se o eleitor brasileiro está consciente de que, se não houver mudança de rumos, o Brasil de país do futuro, como escreveu Stefan Zweig, se tornará, cada vez mais, o país do passado, vendo o desfile das outras nações passando-lhe à frente, por se terem adaptado às mudanças de uma sociedade cada vez mais complexa e competitiva, em que apenas os países que se prepararem terão chances.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Padrão Luciana Genro.


Quem navega pela internet dificilmente não ficou sabendo da entrevista que a candidata a presidente, Luciana Genro, deu ao humorista, Danilo Gentilli, no programa The Noite. Afinal, após a entrevista surgiram várias memes com sátiras da entrevista.

Entre elas, uma que a candidata demonstrando superioridade respondia ao entrevistador: "Você precisa estudar, Danilo". Mas, embora a meme tenha ficado ótima, quem não sabia o que estava falando era ela.

Agora, após compartilhar a imagem a seguir em uma rede social:


Recebi uma resposta "Padrão Luciana Genro":



Na resposta contém um LINK para uma cartilha do Governo Federal, onde é justificado a razão de tais valores. Plagiando a melhor frase que li: "não é pelo fato de haver uma explicação, que simplesmente algo se torna correto".

A solução talvez não seja apenas estudar, mas sim, saber interpretar e saber se as fontes de estudo são confiáveis.
 





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Os "Socialistas" e seus patrimônios.


Acho interessante o povo criticar o Capitalismo e defender o Socialismo.

Eu prefiro o Capitalismo, que é horrível. Mas eu entendo quem investe em carros, motos, celulares etc. caros, afinal, cada um busca aquilo que deseja e, na maioria das vezes, se sacrifica por aquilo.

Já o Socialismo é maravilhoso, basta todos dividirem seus bens com todos. O que eu não entendo, é porquê as pessoas, que preferem o Socialismo, não começam desfazendo de seus próprios bens. Assim mostrariam ao mundo o quanto é bom dividir o patrimônio e conseguiriam mais adeptos.

Lembra a história que um amigo contou: dentro de um ônibus que voltava de São Paulo, um grupo de estudantes da Unesp, entre eles um bem exaltado contra o capitalismo e suas mazelas, esse estava descalço e vestindo a camiseta da Universidade (figura fácil em universidades públicas).

Quando o ônibus fez a parada para o lanche, o "indignado" retirou seu poderoso Iphone, para uma "Selfie", e um cartão de crédito BLACK, para o pagamento do seu consumo, assim é fácil ser contra o "sistema".

Isso é o tipo mais comum, pessoas que nunca souberam o que é pobreza, nasceram em lares abastados e vivem "defendendo os pobres", mesmo que apenas no discurso.

Todo "socialista" adora as benesses do capitalismo e, fora o discurso, nada de concreto realizam em prol daquilo que dizem defender.

Afinal, nada impede que alguém abra mão daquilo que o pertence, mas eles preferem tentar convencer os outros que a divisão é importante, enquanto mantém um belo padrão de vida.

Recentemente a candidata a presidência pelo PSOL se tornou "referência" na internet, graças a divulgação de umas falas na televisão.

O site do TSE divulga o patrimônio dos candidatos (é interessante olhar o valor dos imóveis, casas e terrenos, a preços ótimos), olha só o quanto o pai da candidata e o principal político do partido dela, estão preocupados em ajudar os mais necessitados:



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Estudante de Direito X Presidente Dilma.


Um estudante de Direito "mitou" ontem em um homenagem a presidente Dilma.

Já pensou se começarem a agradecer por tudo que ela fez:

"A transposição do São Francisco";


"As conquistas pela Copa do Mundo";

"A excelente administração da Petrobrás";

"O Porto de Mariel - em Cuba";


Entre outra coisas.

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Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

Eleitor de Dilma Rousseff em 2010, o estudante de direito Benedito Pereira Lima, 25, foi pego de surpresa com a visita da presidente a Campinas na quarta-feira (17). Ficou sabendo pela manhã, quando foi tomar café em uma padaria e notou a movimentação de militantes. "Disseram que era a Dilma. Então saí correndo para preparar meu protesto", disse o estudante, vendedor em uma loja de eletrodomésticos.

Quando retornou ao local do evento, conseguiu se aproximar da presidente, que desfilava em carro aberto. Frente a frente, pediu para pegar na mão dela e a surpreendeu ao entregar uma folha de papel sulfite, em que ironizava: "Dilma, obrigado pelo trem-bala. #ficoulindo".

O governo Dilma adiou a licitação do trem-bala pela terceira vez em agosto de 2013, por tempo indeterminado. A justificativa oficial foi que dois consórcios haviam pedido o adiamento, e que a medida evitaria que apenas um grupo participasse do leilão. Mas houve também, como a Folha apurou na ocasião, um componente político: o governo considerou que a proximidade da eleição era desfavorável, pois o atraso poderia ser usado como munição pela oposição.

"Tentei chegar o mais perto possível e, quando consegui, mostrei o papel. Ela ficou com uma cara de surpresa e virou a cara, mas pelo menos fiz a minha parte", disse Lima. Na mesma hora, o ex-deputado Nivaldo Santana (PC do B), vice na chapa de Alexandre Padilha (PT), também segurou o papel, leu, e devolveu ao estudante. "Devolvi porque era uma tentativa dele de mostrar que era opositor à presidente", disse o candidato à Folha.

O estudante então continuou seu protesto solitário, com gritos: "Dilma, cadê o trem-bala?". "Eu era o único que estava protestando. Não tive medo de apanhar porque estava cheio de seguranças, e eu estava no meu direito de cidadão", afirmou Lima. "Ela falou que ia entregar o trem-bala para a Copa, passando por Rio, Campinas e São Paulo. Eu já sabia que ela não ia conseguir", disse.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Um Post Racista


O texto é de 2009, mas o considero sensacional, sempre que acontece algo que "choca" o país, ele se torna atual. O humorista escreveu após publicar um piada no twitter.

FONTE: BLOG DO DANILO GENTILI


As pessoas que separam cachorros por raças fazem isso porque acreditam que uma raça vale mais que a outra. Eles acreditam mesmo nisso. Ganham dinheiro com isso. Movimentam um mercado. Dividir uma espécie por raças nada mais é do que racismo.

Sinceramente acredito que todo cachorro é cachorro e que toda pessoa é pessoa. E dentro disso não entendo como alguém que morde seu sapato, encoxa sua perna e caga no seu tapete pode ser considerado o melhor amigo do homem.

Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você tambem é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou com muito entusiasmo a idéia que "negro" é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos trata-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra". Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chama-lo de macaco. E sim de burro.

Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de viado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo.

Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.

Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem em relação aos seus "defendidos".

Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.

Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos não escravizaram os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém com o chicote.

Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente", tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça.

OBS: Antes que diga "Não devemos fazer piadas com negros, nem com gordos, nem com gays, nem com ninguém" Te digo: "Pode colocar meu nome aí nas páginas brancas da sua lista negra, mas te acho chato pra caraio".

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Honorários de sucumbência - Interessante


Esquecendo as dificuldades da profissão, achei interessante compartilhar tal notícia.

Fonte: Migalhas

Em atenção à "dignidade do trabalho profissional advocatício", o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ, majorou o valor fixado a título de honorários de sucumbência de R$ 15 mil para R$ 115 mil. Na decisão monocrática, o relator destacou que a Corte tem se norteado a fim de "coibir o aviltamento do labor do causídico", de modo que ao identificar percentual irrisório de pagamento - 0,25% do valor causa -, estabeleceu a verba em 2%.

O ministro assinalou que o STJ considera inviável a modificação da verba honorária, em sede de REsp, por demandar a avaliação do contexto fático-probatório dos autos, o que atraia a incidência da súmula 7 da Corte. O entendimento, entretanto, é relativizado quando se verifica a fixação de valores excessivos ou ínfimos, conforme destacou Maia Filho. O valor da causa em questão orbitava a quantia de R$ 5,7 mi. Os honorários, por sua vez, representavam 0,25% deste total.

Por considerar irrisórios os valor que não atingem o percentual mínimo de 2% do valor da causa, o ministro reajustou a quantia.

"O exercício da advocacia envolve o desenvolvimento de elaborações intelectuais frequentemente refinadas, que não se expressam apenas na rapidez ou na facilidade com que o Causídico o desempenha, cumprindo frisar que, em tal caso, essa desenvoltura (análise jurídica da situação e na produção da peça que a conterá) se deve ao acúmulo de conhecimento profissional especializado, reunido em anos e anos de atividade; creio que todos devemos reconhecer (e talvez até mesmo proclamar) essa realidade da profissão advocatícia privada ou pública, sublinhando que sem ela a jurisdição restaria enormemente empecida e (talvez) até severamente comprometida."

Confira a íntegra da decisão


terça-feira, 2 de setembro de 2014

DIREITOS PARA LGBT - No país da piada pronta.


No país da piada pronta é assim, todos são iguais perante a lei, mas não é bem assim.

Vou usar a frase que um amigo escreveu: "Ser hétero, branco, católico e gostar de ler e trabalhar é uma espécie em franco processo de extinção por abate em larga escala..."

Cotas raciais para faculdades e concursos públicos - como se o problema fosse, simplesmente, a cor da pele.

Na história recente do país, não me lembro de um governo que tenha criando tantos motivos para se envergonhar ou exaltar a sua "raça", "opção de vida", "condição social" e um VIVA a segregação, alguém deve estar lucrando com ela.

Ao invés de uma política para humanizar os presídios, afinal, não somos todos iguais perante a lei? Com todas as mazelas do sistema prisional brasileiro, segundo o próprio Ministro da Justiça, que disse "preferia morrer" a ficar preso no sistema penitenciário brasileiro. Como se não tivesse nada a ver com o problema.

Agora a primeira providência para encarcerado receber um tratamento humanitário é se declarar gay. Querer entender esse país não é fácil.

Fonte: Site Dilma Roussef

"DIREITOS PARA LGBT

A partir de agora, presos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros, terão tratamento diferenciado e mais humanizados em presídios brasileiros.


A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República editou portaria estabelecendo novas regras. Como a que determina que detentos nessas condições tenham unidades prisionais específicas.


Além disso, a portaria determina que o preso LGBT tenha o direito de ser chamado pelo nome social, que também deverá ser o usado nos registros de admissão do detento na unidade onde ficará.


O preso LGBT terá o direito, ainda, a usar roupas masculinas ou femininas, se assim preferir, além de manter o cabelo comprido.


As visitas íntimas também estão garantidas, a partir da edição da portaria.


Os transexuais masculinos e femininos deverão ser encaminhados para os presídios femininos, onde continuarão a receber tratamento hormonal.


Assim como qualquer preso, pessoas LGBT receberão o auxílio-reclusão."

terça-feira, 26 de agosto de 2014

PSDB X PT = Marina.


Todos só falavam da disputa presidencial que se polarizava entre PSDB X PT.

De repente aos 45, não minutos do segundo tempo, e sim, dias do primeiro turno, surge uma "nova" candidata.

E como brasileiro adora agir pela emoção e não pela razão, caminhamos para as eleições presidenciais mais improváveis que já tivemos.

PSDB e PT correm o risco de reproduzirem, na campanha presidencial, uma clássico do Pica Pau.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sobre berço e pose

    Escrevi este texto motivado por um fato que me ocorreu na madrugada deste sábado.

    Qual a diferença entre o berço e a pose? Como um pode parecer tanto o outro, apesar de serem completamente distintos em usa essência?

    Entrei em uma discussão (das várias em que me meto) sobre “acreditar em algo que possa estar errado”. Isto pode se expandir em diversas linhas, tanto religiosas como políticas, mas não são estas que relacionam o fato.

    Em meio esta discussão, recebi as seguintes palavras:

    “Já dá para saber que vc é machista só por ter levado o debate para este assunto. Hoje não estou com paciência não. tsc tsc tsc”

    O que de fato não sou, que aliás sempre defendi a independência da mulher em suas conquistas. Afinal, por ter um pensamento diferente do da outra pessoa, tenho que receber um adjetivo que contemporaneamente é levado como pejorativo?
  Respondi com as seguintes palavras:

    “XXXXX, respeito seus posicionamentos, mesmo me ofendendo alegando que eu seja machista, no entanto você tem a liberdade de sair do tópico desde o início. Questão de escolha.”

    Aí se esclarece a questão da pose e do berço.

    Nunca se esqueça da educação passada por sua família, esta é o alicerce primordial do caráter. A educação tem elos bastante estreitos com a moral, uma vez que uma depende da outra para formar um indivíduo minimamente sensato.

    Para alguém que se quer aceita valores morais como respeito e gentileza, pregados até nos confins do planeta, não há de se falar de berço, mas sim poses, em uma vida de exibicionismo.


    Luiz.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Aprenda "Dilmês".


Esqueça o Inglês, Mandarim, Espanhol e até mesmo o bom é velho Português, a solução dos seus problemas é bem mais simples, invista no aprendizado de "Dilmês".

Do que adianta você investir em se tornar um poliglota, ou mesmo, saber fluentemente um segundo idioma, se pode acontecer de perguntarem algo que não saiba ou não domine? Nessas horas o "Dilmês" é de suma importância.

Um dialeto ainda pouco explorado, mas que tem tudo para se tornar a sensação das próximas gerações, onde teremos "omens com mais educasão que oje" (se não entendeu clica aqui).

E a grande prova, que o dialeto é a fórmula do sucesso, é o cargo que atualmente a sua principalmente idealizadora e divulgadora ocupa, afinal, ser a Chefe de Estado, cargo que requer um excelente preparo, o considera importantíssimo, tanto que abandonou até mesmo o bom e velho Português tradicional.

Ela que em todas as suas falas de improviso consegue superar o seu antecessor, outro excelente expoente do mesmo dialeto, deixando claro a sua importância.

A última grande demonstração do idioma foi transmitido diretamente do Planalto, pelo Jornal Nacional, como citou Noblat: (completo aqui)

(...)
Perguntaram-lhe sobre corrupção. Dilma respondeu o de sempre: nenhum governo combateu mais a corrupção do que o dela. Bonner perguntou o que ela achava de o PT tratar como heróis os condenados pelo mensalão. Foi o pior momento de Dilma (terá sido mesmo o pior?).

Dilma escondeu-se na resposta de que como presidente da República não poderia comentar decisões da Justiça. Ora, a resposta nada teve a ver com a pergunta. E Bonner insistiu com a pergunta. E Dilma, nervosa, valeu-se outra vez da mesma resposta. Pegou mal. Muito mal.

Quando foi provocada a examinar o estado geral da economia, perdeu-se falando de “índices antecedentes”. Provocada a dizer algo sobre o estado geral da saúde, limitou-se a defender o programa “Mais Médicos”. (...)

O "Dilmês" é um dialeto proveniente, muito provavelmente, do famoso Gerador de Lero-lero (se não conhece clique aqui).

Infelizmente o aprendizado do dialeto não é eficiente em provas objetivas, portanto não são úteis em concursos públicos, talvez uma das causas de sua pouca divulgação.

Mas em se tratando de perguntas discursivas, o dialeto pode ser a chave do seu sucesso, claro, para isso a qualidade do ouvinte, necessariamente, precisa ser a mesma de quem usa o Dilmês.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

No conforto da prisão.


Provavelmente, todos já ouviram falar dos crimes que são arquitetados ou até mesmo praticados de dentro das prisões nacionais.

Sejam através de ordens enviadas de dentro dos presídios, para que comparsas dos que, deveriam estar, privados de liberdade realizem determinadas ações ou os famosos "falsos sequestros", onde presos de dentro da cadeia ligam para as vítimas, dizendo estarem com um de seus familiares e pedem resgates.

Não me lembro em qual região do país, uma idosa faleceu, após sofrer um infarto, em virtude de tal "trote".

Recentemente um suspeito de estupro conseguiu a prisão domiciliar após um vídeo, em que é espancado, cair na internet. Um vídeo produzido dentro da cadeia, pelo celular de outro preso (como assim?), serviu para tirar um acusado de 11 estupros da cadeia.


Apesar de tudo, amplamente divulgado pela imprensa, que ocorre dentro dos presídios, o governador de São Paulo sancionou a lei, apresentada pelo deputado José Bittencourt, que acaba com revistas íntimas em presídios de São Paulo, publicado no Diário Oficial em 13/08/2014.

Ninguém se preocupou com a segurança dos agentes que trabalham nos presídios, já que a entrada de armas será facilitada, muito menos da população, nós que pagamos impostos, e que somos vítimas de inúmeros crimes que ocorrem direta e ou indiretamente de quem deveria estar privado do convívio em sociedade.

Não resta dúvida, que a revista íntima é humilhante, mas o correto não seria nossos políticos se preocuparem mais com quem não cometeu crimes do que com aqueles que estão sofrendo alguma sanção por não respeitarem as leis?

O argumento é que a revista é humilhante para os familiares e demais visitantes, esses também não cometeram crimes, mas sabendo dos riscos de tudo que entra mesmo com a existência da "humilhante revista", não seria mais prudente, restringir o contato físico entre visitantes e encarcerados?

"Não, os presos devem ter o direito de tocar seus entes queridos" e a população de continuar vítimas de quem está confortavelmente protegido na prisão.


Segue o vídeo, com uma revista íntima:


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Chega de Excelências, senhores!


Um belíssimo texto, na minha opinião só faltou citar alguns "dotores adevogados". Acalentador, nem tudo está perdido:

FONTE: JusBrasil

Em 13/6, um juiz do Paraná desmarcou uma audiência porque um trabalhador rural compareceu ao fórum de chinelos, conduta considerada "incompatível com a dignidade do Poder Judiciário".

Não muito antes, policiais do Distrito Federal fizeram requerimento para que fossem tratados por "Excelência", tal qual promotores e juízes.

Há alguns meses, foi noticiado que outro juiz, este do Rio de Janeiro, entrou com uma ação judicial para obrigar o porteiro de seu condomínio residencial a tratar-lhe por "doutor".

Tais fatos poderiam apenas soar como anedotas ridículas da necessidade humana de criar (e pertencer a) castas privilegiadas.

No entanto, os palácios de mármore e vidro da Justiça, os altares erguidos nas salas de audiência para juízes e promotores e o tratamento "Excelentíssimo" dispensado às altas autoridades são resquícios diretos da mal resolvida proclamação da República brasileira, que manteve privilégios monárquicos aos detentores do poder.

Com efeito, os nobres do Império compravam títulos nobiliárquicos a peso de ouro para que, na qualidade de barões e duques, pudessem se aproximar da majestade imperial e divina da família real.

Com a extinção da monarquia, a tradição foi mantida por lei, impondo-se diferenciado tratamento aos "escolhidos", como se a respeitabilidade dos cargos públicos pudesse, numa república, ser medida pela "excelência" do pronome de tratamento.

Os demais, que deveriam só ser cidadãos, mantiveram a única qualidade que sempre lhes coube: a de súditos (não poderia ser diferente, já que a proclamação não passou de um movimento da elite, sem nenhuma influência ou participação popular). Por isso, muitas Excelências exigem tratamento diferenciado também em sua vida privada, no estilo das famosas "carteiradas", sempre precedidas da intimidatória pergunta: "Você sabe com quem está falando?".

É fato que a arrogância humana não seduz apenas os mandarins estatais.

A seleta casta universitária e religiosa mantém igualmente a tradição monárquica das magnificências, santidades, eminências e reverências. Tem até o "Vossa Excelência Reverendíssima" (esse é o cara!). Somos, assim, uma República com espírito monárquico.

As Excelências, para se diferenciarem dos mortais, ornam-se com imponentes becas e togas, cujo figurino é baseado nas majestáticas vestimentas reais do passado. Para comparecer à sua presença, o súdito deve se vestir convenientemente. Se não tiver dinheiro para isso, que coma brioches, como sugeriu a rainha Maria Antonieta aos esfomeados que não podiam comprar pão na França do século 18.

Enquanto isso, barões sangram os cofres públicos impunemente.

Caso flagrados, por acaso ou por alguma investigação corajosa, trata a Justiça de soltá-los imediatamente, pois pertencem ao mesmo clã nobre (não raro, magistrados da alta cúpula judiciária são nomeados pelo baronato).

Os sapatos caros dos corruptos têm livre trânsito nos palácios judiciais, com seus advogados persuasivos (muitos deles são filhos dos próprios julgadores, garantindo-lhes uma promiscuidade hereditária), enquanto os chinelos dos trabalhadores honestos são barrados. Eles, os chinelos, são apenas súditos. O único estabelecimento estatal digno deles é a prisão, local em que proliferam.

A tradição monárquica ainda está longe de sucumbir, pois é respaldada pelo estilo contemporâneo do liberal-consumismo, que valoriza as pessoas pelo que têm, e não pelo que são.

Por isso, após quase 120 anos da proclamação da República, ainda é tão difícil perceber que o respeito devido às autoridades devia ser apenas conseqüência do equilíbrio e bom senso dos que exercem o poder; que as honrarias oficiais só servem para esconder os ineptos; que, quanto mais incompetente, mais se busca reconhecimentos artificiais etc.

Numa verdadeira República, que o Brasil ainda há de um dia fundar, o único tratamento formal possível, desde o presidente da nação ao mais humilde trabalhador (ou desempregado), será o de "senhor", da nossa tradição popular.

Os detentores do poder, em vez de ostentar títulos ridículos, terão o tratamento respeitoso de servidor público, que o são. E que sejam exonerados se não forem excelentes!

Seus verdadeiros chefes, cidadãos com ou sem chinelos, legítimos financiadores de seus salários, terão a dignidade promovida com respeito e reverência, como determina o contrato firmado pela sociedade na Constituição da República.

Abaixo as Excelências!

FAUSTO RODRIGUES DE LIMA, 36, é promotor de Justiça do Distrito Federal.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dia do Advogado - Vamos rir.


Um advogado e um engenheiro se encontram em Cancun curtindo um sol. 

O advogado alega para o engenheiro que sua casa pegou fogo e que com a indenização do seguro ele estava viajando pelo mundo todo. 


O engenheiro diz que aconteceu com ele quase a mesma coisa.Um terremoto destruiu sua casa e o seguro pagou milhões. 


O advogado então muito surpreso perguntou : CARAMBA CARA, COMO VOCÊ CONSEGUIU CRIAR UM TERREMOTO ?



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Casal prestes a casar-se faleceu num acidente. 

Ao chegar ao céu imploraram para S.Pedro fazer seu casamento. 


O Santo argumentou que no céu não existia casamento, porém tanto que o casal insistiu que ele procurou um padre que os casou. 


Alguns dias depois o casal chegou brigando alegando que queria separar-se porque não deu certo. 


São Pedro então argumentou: Impossível, achar um padre aqui no céu foi muito difícil, agora achar um ADVOGADO é quase impossível.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

A arte da oratória.


Um dos maiores, se não for o maior, medo dos universitários é a apresentação do TCC.

Falar em público não é tarefa fácil para a maioria das pessoas, ainda mais quando pode surgir alguma pergunta inesperada.

O vídeo a seguir mostra como falar, responder e principalmente ter coerência, não é fácil quando não se espera determinada pergunta.

Detalhe para: "Que que é 10 mil?"

(é um pequeno trecho de uma sabatina realizada por UOL, Folha, SBT e Jovem Pan, com a presidente Dilma Rousseff - quem não assistiu vale a pena conferir na íntegra nos respectivos sites). 


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Burrinhos puxando Carruagem...

A expressão "burrinhos" certamente deixa no ar uma certa impressão de desprezo, inferioridade... e é exatamente assim que fomos tratados de algumas décadas pra cá. Como burrinhos, sem saber que somos burrinhos puxando carruagens.

Explicando:

Já foi dito e certamente repetido aqui a ideia do Marxismo Cultural (sendo eu totalmente contra às suas ideologias), onde nos é imposta, forçadamente, a filosofia de Marx. O que muitos não sabem é que, nos é imposta esta ideologia desde muito cedo, quando não temos se quer discernimento para entender ou criticar estas ideias.

Ou seja, somos doutrinados em um viés que sequer podemos nos contrapor, por não termos capacidade para isto. Com o tempo e toda essa repetição, a maioria de nós não só engole esta doutrina, mas abraça e a defende com todas as forças, sem nem saber o porque disso.


Esta situação chega a tal ponto, que a própria sociedade é dividida e jogada uma contra a outra, por simplesmente uma pequena camada da sociedade ter percebido este tipo de doutrinação e não ter concordado ou aceitado, tornando a convivência impossível.


Agora vocês se perguntam: "Mas se é passado pra todo mundo, deve ser o melhor para todos, certo?"...


Vou responder esta questão com um artigo da EXAME.com .



"Educação brasileira fica entre 35 piores em ranking global"


Se uma doutrinação Marxista fosse, de fato, educacional e trouxesse um resultado de melhora na educação, nós não estaríamos em 88° na educação mundial.
Mas, os nossos governantes de nível federal nos jogam aquela velha propaganda do MEC, onde muitas crianças vão à escola e jovens vão à universidade. Que bilhões são investidos na educação e uma parcela do PIB foi destinada à ela...

Mas do que vale tudo isso, se estamos em 88° em relação ao mundo?

Somos tratados como burrinhos que puxam uma carruagem, mas nos fazem pensar que somos lindos cavalos brancos.

"E quem não concorda com a doutrinação, e pensa de forma diferente?" - Para eles não são cavalos, são pragas que devem ser eliminadas. Nós, minorias intelectuais (se é que posso dizer isso) somos tratados como uma doença, por simplesmente criticar e questionar algo que todos deveriam questionar, afinal, somos nós a força motriz desta máquina.

Já deixo claro aqui minha oposição à "Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire"... mas este é um assunto para outro dia.

Sejam mais críticos e não aceitem meias verdades. Pergunte tudo que o que não sabem e o que sabem também. Esgotem as respostas de todos que tentam impor algo a vocês. Só assim terão o verdadeiro conhecimento.

Obrigado, :).

Fontes: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/educacao-brasileira-fica-entre-35-piores-em-ranking-global

terça-feira, 15 de julho de 2014

Direito e Fanatismo



Atualmente já são usados em processos, informações obtidas em redes sociais, fazendo uma pequena analogia, quando não se conhece a pessoa e quer analisar a veracidade do discurso com a prática, seu perfil é uma excelente ferramenta. Antigamente já usavam fotos em eventos públicos e até colunas sociais, mas segue um exemplo:

"Num processo de Minas Gerais, informações postadas no orkut por uma noiva de Caratinga - MG que processava o ex-noivo pelo fim do compromisso foram decisivas para o resultado da ação. O ex-noivo provou, através da rede social, que a moça não tinha sofrido danos morais ou emocionais, pois superou o fim do relacionamento e engatou um novo romance com outro homem." (link)

Caso as pessoas fizessem uma simples analise entre fotos, vídeos e discursos, perceberiam o quanto existe hipocrisia:



Afinal, podemos conhecer uma pessoa com excelente discurso, com a máxima: "façam o que eu digo e esqueçam o que eu, realmente, faço".

Voltando ao Direito, é de extrema importância saber quem diz e as razões que levam a dizer, já pensou em ouvir um depoimento em que a testemunha diz: "O PCC não é uma quadrilha, é apenas um movimento social para a melhoria dos presídios brasileiros", não se importando que tal testemunha tem o nome, Marcos Willian.

Já imaginaram um juiz que lê uma perícia e não se importa com quem assinou, apesar de ser uma queda de um prédio, um Contabilista. A primeira coisa que o advogado precisa ver é, quem escreveu.

Quem entra na faculdade de Direito logo aprende a importância das datas, afinal, os prazos são muitas vezes fatais. Aprender o que é Preclusão, Decadência e Prescrição é de EXTREMA importância.

Já pensou, durante a Copa do Mundo que ocorreu no último mês, discutirmos o valor da passagem do Trem Bala - RJ/SP com base na notícia "Trem-bala entre Rio e São Paulo ficará pronto para Copa de 2014, diz Dilma", de uma matéria de 03/06/09? (link)

É o mesmo que apresentar e querer argumentar sobre as conquistas obtidas pelo país, com a mesma competição, com uma matéria publicada há dois anos. A data é de suma importância.

Aprendi com um professor do segundo ano, que infelizmente saiu da faculdade, sobre preliminares e mérito. Quando se analisa as primeiras e encontramos datas, suspeição etc. não perdemos tempo com mérito, matamos nas preliminares. 


Esse professor realizou um "teatro" (não vou dizer juri simulado) em que deixava bem claro que a testemunha "suspeita" nem chegava a depor. (acho que aqui no blog tem o vídeo da apresentação).

Enfim, qualquer pessoa pode se comportar como um fanático xiita em defesa de qualquer coisa, tatuar um "tucano", "foice e martelo", "estrelinha" ou qualquer outra coisa, no bumbum e ir no clube de fio dental, moramos em um país livre, felizmente.

Mas querer que as pessoas esqueçam regrinhas básicas do Direito, para discutir com fanáticos não, afinal, isso só é permitido em ambientes fechados, com quadradinhos e evasivas com o que não agrada o interlocutor.

Para fechar, não posso deixar de analisar datas, pessoas, práticas versus discursos etc. se não corro o risco de um blog sobre Universidade de Direito, Política e Atualidades, passar a conter conteúdo de "primário", com ataques "vazios" tipo: "seu cabeça de melão.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

"Imagina na Copa" – A REALIDADE.


Antes do início da Copa, a mídia internacional, nacional e, principalmente, os brasileiros começaram a usar o bordão “imagina na Copa”, sempre que algo não funcionava como devia e no Brasil sabemos serem muitas.

A tão aguardada Copa chegou e o bordão se transformou em motivos de piadas por parte do Governo Federal e daqueles que o apoiam, afinal, “tudo funcionou perfeitamente”.

O fato de na realidade tudo ter funcionado eu tenho muitas dúvidas, como bem sintetizou em uma frase, mais ou menos assim, uma amiga: “durante a Copa passamos a ser nota de rodapé, só existe a Copa”.

E como dizer que não? Os telejornais, os jornais impressos e, principalmente, os portais de notícia na internet, só tinham destaque para a “Copa das Copas”. Até a detenção de um ex-presidente da França, que motivou a frase já citada, foi mera nota de rodapé.

Agora temos duas opções a respeito do “Imagina na Copa”:

1º - A imprensa e os órgãos oficiais mascararam as notícias sobre violência, trânsito, desorganização etc. durante a Copa?

 2º - O país funcionou perfeitamente, durante do evento, e o “imagina na Copa” era culpa dos pessimistas de plantão e semeadores do caos?

Caso a resposta verdadeira, seja a primeira opção, melhor tomar cuidado com todos os veículos de imprensa, com os órgãos públicos e inclusive com aquilo que administram, como as urnas eletrônicas, por exemplo.

Agora, se a resposta correta é a segunda opção, nos chamaram de idiotas, pois o caos aéreo, a violência etc. são problemas facilmente resolvidos, ou ao menos, controlados desde que tenhamos visitas em nosso território e não só aqueles que pagam impostos.

O sucesso da Copa deixa essa, interessante, pergunta: Qual é o verdadeiro Brasil.

O resumo do que foi a imprensa nacional durante a Copa,
a tragédia se tornou "detalhe".