quarta-feira, 27 de junho de 2012

O ópio brasileiro.



Enquanto isso no país do futebol:
 
A: _Gostou do meu time ontem, hein?
 
B: _Ganhou e dai?
 
A: _Só show, você não curte e não tem essas alegrias.
 
B: _Vem cá, o que você achou daquela situação entre o ex-presidente e o Ministro do STF?
 
A: _Que Ministro? Qual ex-presidente? Não estou sabendo não. Estou falando coisa séria, do timão.
 
B: _Viu a razão de ganhar pouco e viver reclamando que os professores são mal remunerados, você nem sabe o que acontece no país em que vive, não deveria reclamar tanto.


Nunca fui fanático por futebol e cada dia que passa menos interesse tenho por esse esporte. Certa vez ouvi de um neozelandês: "Como pode ser legal um esporte em que duas seleções, com os melhores jogadores de cada país, jogam por noventa minutos e o partida termina em zero a zero?", concordo com ele.


Mas enquanto o meu interesse diminui a "paixão nacional" só aumenta, agora temos Eurocopa no maior canal aberto do país e todos ansiosos pela Copa no Brasil. Em um país de alienados o futebol acaba sendo uma ótima diversão, por falar em alienação, será que foi morto mais algum policial no estado de São Paulo, hoje?


sábado, 23 de junho de 2012

Para rir um pouquinho.


Para pensar nas férias...






quarta-feira, 20 de junho de 2012

Filme, nacional, bem interessante.


Para quem gosta de assistir filmes inovadores, para os padrões nacionais, não pode deixar de assistir a "2 Coelhos", esse que tem a atriz Alessandra Negrini e o ator Caco Ciocler entre os principais personagens, é um filme bem diferente para os padrões nacionais.


Segundo a atriz "trata-se de um filme superpop e nerd", realmente com explosões, animações, efeitos especiais ousados e até referências ao jogo GTA é difícil imaginar que se trata de uma produção nacional.


Segue o trailer e fica a dica para um excelente filme para as férias.



domingo, 17 de junho de 2012

Ainda querem o desarmamento.



O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, teve a cara de pau de responder em uma entrevista, que cabia ao Estado e não a população decidir sobre o desarmamento: 


"Eu acho que o povo votou errado. Para que serve você se armar? Quando você se arma, pressupõe que se vive num ambiente beligerante. Muito melhor é uma sociedade solidária, harmônica."


O nobre Ministro, como todas as autoridades que trabalham em Brasília, desconhece o país em que vive. Nada mais justo do que o direito do cidadão de se defender, uma arma legalizada seria um artigo de luxo no país, basta avaliarmos o custo de compra e de toda a documentação necessária para o porte legal.


Brasileiro adora carro, mesmo que pague mais caro que no restante do mundo e continue não tendo dinheiro nem para abastecer, não deixaria de "investir" R$ 3.000,00 em som, para comprar uma arma legalizada. 


Mas como exigir da polícia uma postura mais enérgica contra armas ilegais em um país que o fato de um criminoso, com cargo político, ser algemado fez com que se criasse uma súmula para "proibir" o uso de tal acessório.


O vídeo a seguir mostra o quanto uma arma pode mudar a notícia de um crime, não esquecendo, que um criminoso pensaria duas vezes caso a probabilidade de a vítima possuir uma arma fosse real.




Deixo aqui meus sinceros PARABÉNS a essa senhora.

sábado, 16 de junho de 2012

Serei eu o juiz do meu cliente?



O ex-ministro da justiça, Márcio Thomaz Bastos, publicou na Folha de São Paulo sua "defesa" sobre trabalhar na defensa do contraventor Carlos Cachoeira, para tal defesa cobrou, honorários advocatícios, o valor módico de 15 milhões de reais.


Fonte: Folha de São Paulo


Joga-se Cachoeira à fogueira do 
ódio. Há apedrejamento moral, não 
presunção de inocência. O acusado 
é sempre oprimido pelos indignados 
de ocasião


A pergunta acima é mais que retórica. Trata de direito tão vital para a democracia quanto o de exprimir livremente opiniões. No império da lei -e não dos caprichos e preconceitos -, sua resposta é negativa.


A finalidade do processo judicial é a realização da justiça, por meio de regras equilibradas e imparciais de julgamento. O advogado contribui de forma especial, ao cumprir o dever de dar voz aos direitos do réu, na contraposição entre acusação e defesa. Ao exercer a liberdade de falar em nome de outra pessoa, sustentando suas razões jurídicas, assume grave responsabilidade social.


Se as paixões se exaltam, mais integridade se exige do profissional. Ele se expõe pessoalmente aos riscos e perigos de postular contra os arbítrios infligidos ao cidadão.


Em março, fui contratado para defender Carlos Augusto Ramos, chamado de Cachoeira, junto com uma equipe de técnicos e advogados.


Não o conhecia, embora tivesse ouvido falar nele. O caso requeria um trabalho longo e complexo. As investigações se desdobravam em diversas instâncias políticas e judiciais. Os autos contavam com milhares de folhas. O número de interceptações não era menos impressionante. A dificuldade de acesso foi imensa.


De início, Carlos teve prisão decretada e foi levado ao presídio de Mossoró, em regime de isolamento. Não havia motivos para isso. Convencemos o TRF a transferi-lo para Brasília, mais perto da família. Foi o primeiro êxito da defesa técnica.


Em seguida, a CPMI o convocou a depor no Congresso. A sessão foi suspensa pelo STF, para que os defensores pudessem conhecer o teor das apurações. A decisão efetivou o direito fundamental de permanecer calado. A defesa pediu o que a Constituição já garantia.


Enquanto isso, a Vara Federal designava audiência da ação penal que corria por lá. Em apenas dois dias, seriam concentrados diversos atos processuais. Como não apresentar defesa escrita para refutar denúncia de 205 páginas, num processo com mais de 100 volumes? Ainda assim, os debates seriam apenas orais! Desequilíbrio evidente.


O pior é que os advogados não haviam tido a oportunidade de se avistar em particular com seu cliente. O significado dessa garantia básica é intuitivo, num ambiente que sabe moderar, pelo direito, a ânsia de punir. Sem isso, a repressão degenera em implacável perseguição.


A defesa de Carlos Augusto teve de bater novamente às portas da Justiça. Conseguiu suspender a audiência até que a normalidade fosse restaurada. Os defensores vocalizaram a palavra da lei, exprimindo posições que consideravam éticas.


Nesse curto tempo, porém, aconteceu o mais amplo e sistemático vazamento de escutas confidenciais. A pródiga história brasileira dos abusos de poder jamais conheceu publicidade tão opressiva.


Estranhamente, a violação de sigilo não causou indignação. As ambiguidades de nosso liberalismo explicam a condescendência.


Dia após dia, apareceram diálogos descontextualizados, compondo um quadro que lançou Carlos Augusto na fogueira do ódio generalizado. Trocou-se o valor constitucional da presunção de inocência pela intolerância do apedrejamento moral.


Serei eu então juiz do meu cliente? Por princípio, creio que não. Sou advogado constituído num processo criminal. Como tantos, procuro defender com lealdade e vigor quem confiou a mim tal responsabilidade.


Com Carlos, não poderia ser diferente. Falando pela legalidade no seu processo, os defensores honram seu mandato. Não transgridem, antes realizam o primado da lei. Não há exagero na velha máxima: o acusado é sempre um oprimido.


"O abuso de poder é o pior dos delitos, pois atinge a todos indistintamente", teria dito um inadvertido defensor da liberdade. Pagou com a vida, no ápice do terror revolucionário. "O clamor popular é o tribunal supremo da salvação nacional", guilhotinavam os indignados de ocasião.


Ao zelar pela independência da defesa técnica, cumprimos não só um dever de consciência, mas princípios que garantem a dignidade do ser humano no processo.


Assim nos mantemos fieis aos valores que, ao longo da vida, professamos defender. Cremos ser a melhor maneira de servir ao povo brasileiro e à Constituição livre e democrática de nosso país.


MÁRCIO THOMAZ BASTOS, 76, é advogado criminalista. Foi ministro da Justiça (de 2003 a 2007, governo Lula)

sábado, 9 de junho de 2012

Produções brasileiras.


Apenas uma brincadeira com a nossa triste realidade.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Desistência negada



Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário


FONTE: Portal GCN


No Direito Processual Civil, ramo que estuda os meios e formas para materializar ou formalizar a pretensão/direito da pessoa junto ao poder judiciário, prevê a possibilidade da parte que ingressou com ação ou com o recurso, de desistir, ainda que esteja pendente de julgamento, regra clara e até então indiscutível quando se trata de direitos disponíveis, ou seja, direitos que as partes podem dispor livremente.


Como no direito toda regra tem exceção, cuja exceção é uma exceção da exceção, aqui também não pode ser diferente. O STJ, recentemente, no julgamento do Recurso Especial nº 1308830, não acolheu o pedido de desistência do recurso em razão do acordo em que chegaram as partes. Como sempre, a ministra Nancy Andrighi, pessoa pela qual nutro elevada estima, notadamente por estar inserindo nos julgamentos do STJ um viés humanitário, inovou!


Entenda o caso. As partes fizeram um acordo e o protocolaram antes do recurso ser julgado no STJ, mas depois do recurso já estar com data para julgamento. A referida ministra e relatora do processo entendeu que o recurso trata de questão de interesse coletivo em razão do elevado número de usuários que utilizam o serviço de Internet de empresa que atua no ramo de difusão das redes sociais virtuais no Brasil e no mundo, além de sua crescente utilização em atividades ilegais. Manifestou ainda aborrecimento com a desistência de processos depois que já foram analisados pelos ministros e estão em fase de julgamento, ante a quantidade elevada de trabalho.


A ministra, mesmo reconhecendo a existência de norma legal e processual prevendo a desistência do recurso mesmo sem concordância da parte contrária, no caso específico, entendeu que se trata de situação fática que envolve interesse público relevante, rejeitou a desistência do recurso e manteve o julgamento. Salientou ainda que o STJ surgiu 15 anos após o Código de Processo Civil, logo, os julgamentos dos recursos submetidos ao STJ ultrapassam o interesse individual das partes envolvidas e atingem toda a coletividade. Os demais ministros da terceira turma acompanharam o voto da relatora.


Em outras palavras, o acordo valerá para as partes, mas o julgamento do STJ valerá para toda a coletividade ante o princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, pois a sociedade espera o posicionamento da mais alta corte infraconstitucional.


Outro efeito poderá gerar a posição do STJ: as partes e os advogados vão ter que pensar muito mais antes de recorrer, pois, prevalecendo esse posicionamento, as partes deixam de ter o controle e disposição do recurso, e, como nunca se tem certeza de como será o julgamento, é melhor fazer acordo antes de recorrer. Com isso, o número de processos no STJ diminuirá.


Ações judiciais não podem ser palcos de aventuras jurídicas ou instrumento de vingança. A solução de conflito pelo Poder Judiciário há de ser destinada aos casos de difícil solução em que as partes não conseguem resolver sem a presença do Estado. Resolução pacífica de conflitos exige concessões recíprocas. No entanto, vejo que as pessoas estão se tornando egoístas, preferem lutar por tudo ou nada, mas se esquecem que toda decisão judicial sempre desagrada alguém, pois, o juiz, ao decidir, julga de acordo com a lei, com as provas e com a sua experiência de vida pessoal e profissional.


O que é bom para mim, nem sempre é bom pra você. Prefiro resolver por mim, pois sei o que quero. Já o juiz, tem só uma idealização do que eu quero.

sábado, 2 de junho de 2012

Eles já venceram o Exame da Ordem.


Mesmo aqueles que nunca entraram no curso de Direito sabem dos problemas e dificuldades referentes ao exame da Ordem. Existe inúmeros sites de bacharéis que lutam para que o mesmo seja extinto por o considerarem inconstitucional, o STF já declarou o contrário.


Entre os discentes do curso é comum encontrar alunos que defendam que o exame é um absurdo, uma afronta, entre outras coisas.


A verdade é que menos de 20% dos candidatos que realizam a prova, todos os anos, são aprovados, em sua maioria já concluíram os 5 anos do curso, portanto já são bacharéis, por isso chama a atenção os nomes que constam no banner (foto) exposto no corredor do bloco azul, da Unifran.


São alunos do 5º ano de Direito da Unifran, que foram aprovados no Exame da Ordem faltando ainda um ano para terminarem a graduação, sabemos que não é um feito único, mas nem por isso deixa de ser uma enorme conquista. Por isso PARABÉNS aos alunos:


Alan Gabriel Teles Oliveira                               
Camila Molina da Silva
Daiane Mariane Fucuta Lima
Gustavo Silva da Mata
Diego Pugas da Silva
Julio Henrique da Silva Dias
Mirelle Pimenta de Pádua
Murilo Luvizoto de Araújo
Priscila Suzumura Bernal Neves

Médicos brigam por internação na Sta Casa



Em um país como o nosso é impossível não parabenizar a atitude do médico, Mateus de Paula e Silva Lopes, muito gratificante ver um profissional que defende seu trabalho. Parabéns Mateus.


FONTE: Portal GCN


Uma discussão entre dois médicos na porta da Santa Casa de Franca terminou em caso de polícia na madrugada de ontem. Os profissionais se xingaram e quase saíram no tapa. A briga envolveu o médico Mateus de Paula e Silva Lopes, 28, do pronto-socorro “Doutor Janjão”, e o médico Haroldo Greem, 40, da Santa Casa.


A confusão começou porque, segundo Lopes, o hospital se negava a internar uma paciente que passou pelo PS e estaria aguardando uma vaga na entidade por mais de 12 horas. Revoltado o médico do “Janjão” colocou a mulher na ambulância e rumou para porta da Santa Casa. Este não é o primeiro embate envolvendo profissionais de saúde das duas unidades. Um caso semelhante ocorreu em 2010, quando um médico do PS também tentou internação na Santa Casa, levando duas pessoas para o hospital.


Passava das 3 horas da madrugada de ontem quando policiais militares foram acionados para separar uma briga envolvendo dois médicos na Santa Casa de Franca. De acordo com o relatório da PM, Lopes - que trabalha em regime de plantão no pronto-socorro “Doutor Janjão” - informou que uma mulher com suspeita de apendicite estava na unidade há mais de 12 horas esperando uma vaga para ser internada na Santa Casa. Revoltado por não conseguir respostas e vendo a situação da paciente, o profissional de saúde teria colocado a mulher em uma ambulância da Prefeitura e a acompanhado até o hospital.


Chegando na unidade, Lopes se deparou com o médico Haroldo Greem, 40, que disse não poder resolver a situação. Segundo o profissional da Santa Casa, não havia a autorização para que a paciente fosse internada na instituição. Ainda de acordo com relatos do médico à PM, ele teria sido xingado ao informar que já haviam sido efetuados vários pedidos para o atendimento da mulher na unidade. Lopes informou que Greem teria dito que ele era um “médico de m...”. Diante da situação, os dois médicos começaram a discutir até que quase entraram em luta corporal. Policiais estiveram no local e contornaram a situação.


Ontem a reportagem do Comércio da Franca procurou falar com os dois profissionais envolvidos no caso. Haroldo Greem não fez atendimento na Santa Casa, pois já havia trabalhado no plantão na noite anterior. O telefone de seu consultório não atendeu. Mateus também não trabalhou no Janjão. Funcionários da unidade não quiseram passar seu telefone de contato e seu nome não consta da lista telefônica de Franca.


A reportagem tentou contato por telefone com secretário de Saúde de Franca Alexandre Ferreira durante toda a tarde e no início da noite. Na primeira ligação, ele disse que ainda não tinha conhecimento dos fatos e não retornou às tentativas seguintes.


Em nota a Assessoria de Imprensa da Santa Casa informou que a paciente foi atendida, submetida à cirurgia e passa bem. Ainda segundo o hospital, “no dia 30 e hoje (ontem), a Santa Casa trabalha com sua capacidade de leitos de retaguarda (para casos que sabidamente exigirão a internação do paciente) tomada. Ainda assim, a instituição atendeu a três urgências nessas condições - que exigiam o leito de retaguarda - para evitar prejuízos aos pacientes, em seu pronto-atendimento no PMP (Plantão Médico Permanente). Outros 15 pacientes que não necessitaram de internação foram atendidos e medicados no serviço de urgência e emergência entre meia noite e seis da manhã de hoje (ontem)”. Quanto ao suposto desentendimento entre os médicos, a Santa Casa informou que “vai apurar e tomar as devidas providências”.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Estudantes de Direito serão indenizados por sofrerem assédio sexual de professor



Fonte: Espaço Vital


Dois alunos do curso de Direito que sofreram assédio sexual por parte de um professor da Fundação Universidade do Oeste de Santa Catarina FUNOESC serão reparados, com R$ 20 mil cada um, por dano moral. A decisão da 4ª Câmara de Direito Público do TJ de Santa Catarina foi unânime, reconhecendo a responsabilidade solidária da instituição quanto ao comportamento do docente.


A pretensão dos autores era de obter uma compensação financeira de R$ 500 mil. A indenização de R$ 40 mil será paga pela universidade e pelo professor. Já há trânsito em julgado.


O assédio, segundo os universitários, aconteceu em 2008, nas dependências da universidade, na cidade de Xanxerê. A instituição não se manifestou no processo durante a tramitação em 1º grau e interveio na ação apenas em fase de apelação, quando afirmou "não haver provas do suposto constrangimento praticado pelo professor no seu campus".


A organização de ensino também declarou que "os alunos não formularam qualquer denúncia ou reclamação formal, antes de procurarem a Justiça".


O professor também réu não contestou a ação cível. Ele já foi condenado no juízo criminal, nos dois graus de jurisdição. A sentença cível de primeiro grau foi proferida pela juíza Nádia Inês Schmidt.


Para o relator da apelação cível, desembargador substituto Rodrigo Collaço, a responsabilidade da universidade é solidária. O acórdão reconhece a ocorrência do ilícito civil que "também se robustece a partir dos diversos depoimentos testemunhais colhidos durante a instrução do processo, os quais foram essencialmente uníssonos no sentido de que aquele não foi um fato isolado e, muito embora alertada, a direção da faculdade não tomou qualquer atitude".


Conforme o acórdão do TJ catarinense, "o professor da instituição de ensino apelante se valeu da sua posição de mestre para coagir os ora apelados a manterem relações sexuais com ele, situação que certamente implicou abalo psicológico às vítimas, como é de rigor nessa espécie de crime".


Para manter a condenação, a corte também levou em consideração que, "além de os réus serem revéis - do que emerge a presunção juris tantum de veracidade dos fatos alegados pelos recorridos na peça vestibular, mormente porque a contenda versa sobre direitos disponíveis (art. 319 do CPC) -, contra o professor réu lavrou-se sentença criminal condenatória nos autos da queixa-crime nº. 080.05.0004634-9, a qual foi confirmada por esta corte e transitou em julgado no dia 7.10.2008".


Os advogados Agadir Lovatel, Agadyr Almeida Lovatel Junior e Jacson Fabrício Maliska Lovatel atuam em nome dos dois autores. (Proc. nº 2011.041326-3).


Trecho extraído do acórdão criminal que condenou o professor


"Narra a exordial acusatória que os querelantes são estudantes do curso de Direito da UNOESC de Xanxerê e no primeiro semestre do ano letivo de 2005, cursaram a matéria de Filosofia Geral, ministrada pelo querelado.
Foi aplicada prova, denominada G-2, e quando publicado o resultado final do semestre, os querelantes tomaram conhecimento de que deveriam prestar o exame – G-3 –, porquanto não obtiveram êxito em alcançar a média na matéria. Ocorre que ambos fizeram a referida prova em dupla, com parceiros diferentes, e não poderiam ter ficado em exame e suas duplas terem conseguido aprovação na matéria.
Ao indagarem ao professor, ora querelado, passaram a sofrer constrangimentos consistentes no fato de que deveriam se submeter às suas investidas sexuais para serem aprovados, inclusive sem necessidade de realização do fatídico exame G-3.
Processado e instruído o feito, sobreveio a sentença que julgou parcialmente procedente a queixa-crime condenando o querelado à pena de dois anos de detenção, em regime inicial aberto, por infração ao disposto no artigo 216-A do Código Penal, por duas vezes.
A pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direitos".


(Fonte: jurisprudência do TJ-SC).

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Triste realidade.



terça-feira, 29 de maio de 2012

Um triste retrato do nosso país.



Em um país sério algumas notícias recentes deixariam a população perplexa, mas no país do futebol, para que se preocupar com política.


Um ex-advogado da União, que hoje é Ministro do Supremo, não se acha suspeito para julgar clientes de sua esposa e políticos do partido do qual pertencia;


Um ex-ministro da Justiça considera normal voltar a Brasília como advogado, para defender um contraventor com forte indícios de ligações com políticos e também os envolvidos no maior escândalo que aconteceu no período em que ele ainda era Ministro da Justiça;


E por último, ainda temos as acusações de que o ex-presidente, "nunca na história desse país", procurou um Ministro da mais alta corte do país para interferir em um futuro julgamento.


O último caso, e mais grave, carrega o seguinte dilema: Temos um ex-presidente que praticou um ato condenável ou o Ministro da mais alta corte do país está mentindo? Seja qual for a verdade, mostra o quanto o país está precisando de ÉTICA.

domingo, 27 de maio de 2012

Dia do Acadêmico de Direito


Apesar do pequeno atraso, dia 19 de maio comemorasse o Dia do Acadêmico de Direito. Parabéns a todos.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dica para os alunos.


Estava acompanhando esses dias, nas redes sociais, a postagem com as turmas do primeiro e segundo ano e seu grande número de alunos. Gostaria de dar duas dicas para os alunos do primeiro, segundo e, principalmente, do terceiro:

Tentem manter a turma unida e preparem com antecedência para a formatura, para aqueles que não possuem muitos recursos, comecem o mais cedo possível a guardar um dinheiro mensal, individualmente, para a formatura, assim evitam não poderem participar em um evento tão importante para quem conseguiu concluir o curso.

A foto a seguir é do 1º D de 2009, dos presentes nela, menos da metade receberá o diploma na mesma turma, portanto se preparem.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Charge perfeita para ano eleitoral.



quinta-feira, 17 de maio de 2012

A nobre arte, do debate.


Quando foi divulgado um vídeo, em 2011, em que um promotor, durante um julgamento, se lançava rumo ao advogado da parte contrária pra agredi-lo, achei um absurdo.


Mas coincidentemente depois disso tive vários exemplos da falta de habilidade que alguns possuem em defender, com ideias, suas opiniões.


Dias depois estava aguardando um professor na sala de aula de um quinto ano de Direito, quase advogados, isso em 2011, e uma estudante perguntou ao professor a opinião dele sobre uma decisão proferida um dia antes pelo STF, ao ouvir a resposta do professor e não concordar a aluna passou a esbravejar sua opinião contrária e nós ouvimos do professor: "Não vou argumentar com você, tem sua opinião formada e é incapaz de compreender uma argumentação", eu que estava ali, por acaso, fiquei com vergonha, ela não percebeu.


Poucos dias depois ouvi de dois bacharéis em Direito, em situações isoladas que: "conversar comigo é difícil, devido ao fato de eu não concordar com nada e gostar de tumultuar", em ambas as discussões foram incapazes de sustentar o que alegavam defender, no segundo caso um terceiro interferiu para que o "dotor" parasse de gritar.


Todo e qualquer adulto deveria ser capaz de defender suas opiniões através da argumentação, que dirá alguém que estuda para seguir uma carreira jurídica, seja sobre política, futebol, pessoas, música, arte etc. é justamente o dom de nos comunicar que nos separa dos demais animais, ou será melhor andar com luvas de boxe ao invés de livros.


Assistir um bate-boca entre pessoas "ignorantes" já é constrangedor, pois no calor do momento sempre pronunciam algumas frases infelizes e absurdas, agora entre pessoas que são, ou deveriam ser, melhor preparadas chega a ser desesperador. Não podemos esquecer que a maturidade de um quarto ano é diferente, ou pelo menos deveria ser, da imaturidade de uma quarta série.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A realidade exposta - na experiência com macacos.


A experiência, que o vídeo a seguir mostra, é uma realidade constante para quem convive em determinados grupos de pessoas. A frase que encerra o vídeo, e postei logo a baixo, pode ser considerado um dos mantras de certos funcionários públicos.


“Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui”.

sábado, 12 de maio de 2012

Minha mãe e a lua.

Minha mãe conta que em noites de lua cheia, quando eu era bem novinho, ela me pegava no colo apontava a lua e recitava a parlenda:


"Lua, Luar
Pega esse menino
e me ajuda a criar."


Ela conta que nesse momento eu a abraçava com toda força e chegava a chorar de medo. Todas as vezes que é noite de lua cheia ela faz questão de me lembrar essa história.


No último sábado (05/05), ocorreu a "Super Lua", é o dia em que a lua fica mais próxima da terra, quando sai para fazer a foto que ilustra essa postagem chamei minha mãe para ver a lua, na hora que viu a primeira coisa que fez foi recontar a história.






Ela voltou para o interior da casa, eu fiquei contemplando a lua e lembrando tudo que aquela senhora já havia me ensinado, e ensina, até hoje.


Há pouco tempo entendi que preciso ter mais paciência, ser mais compreensivo, valorizar o tempo que estou com ela e principalmente aproveitar todos os instantes que estiver junto dela, afinal eles não voltam.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Resultado do Exame da Ordem por IES e Campus.



A OAB divulgou o resultado final do último exame.


Abaixo o quadro com as instituições da cidade de Franca.


Quem tiver interesse em ver a tabela completa aqui está o LINK.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Na internet encontramos de tudo.



Para aqueles que estão no 4º ano de Direito e ficaram curiosos com a aula de Direito Penal, estou postando o link correspondente ao "material", assim concluímos: Na internet encontramos de tudo.

O link para o MANUAL

sábado, 5 de maio de 2012

Contra o racismo dos politicamente corretos

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A volta das provas substitutivas.



Na época causou burburinhos, reclamações e até manifestações por parte de alguns alunos, agora, menos de um ano após a decisão de extinguir as provas substitutivas, a Unifran volta atrás em sua decisão, com algumas alterações.


Quando a Unifran tomou tal decisão, cheguei a publicar aqui mesmo no blog o texto "Faltam Argumentos", sobre a necessidade de uma adequação entre as provas que estavam sendo extintas e uma forma dos alunos não serem prejudicados.


Com as mudanças divulgadas, tudo leva a crer que as falhas das antigas provas substitutivas serão sanadas com as novas regras, por exemplo:


"Ficará sujeito ao processo de recuperação o aluno com 
frequência igual ou superior a setenta e cinco por cento, em 
cada disciplina e média aritmética final dos bimestres inferior 
a seis e igual ou superior a dois."



Então acabou aquele negócio do aluno tirar 6 no primeiro e 9 no segundo bimestre e fazer a prova para "recuperar" o 6.


Leia aqui a integra do comunicado.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O reflexo do ECA em nossa sociedade.



Um grave acontecimento ocorrido no Franca Shopping, no último sábado - 28/04, e que por motivos óbvios foi muito pouco divulgado na imprensa.


Mais de 30 veículos, que se encontravam estacionados dentro da área do Shopping, foram danificados por pessoas desconhecidas. Não quero tratar aqui da responsabilidade do shopping em ressarcir os prejuízos dos clientes que tiveram os carros danificados e sim sobre outro fato.


Segundo algumas vítimas os carros foram riscados e outros ainda continham na lataria, além dos riscos, palavras de apologia ao crime. Pouco provável que isso seja atitude de um adulto, pois o verdadeiro criminoso busca um resultado financeiro em suas ações e não apenas causar prejuízos.


Por várias razões, entre essas, destaco duas: as muitas confusões já registradas no shopping de Franca por adolescentes e que essa apologia, idiota, a fações criminosas são típicas de cidadãos menores de 18 anos. Quem já passou pelo shopping durante a noite nos finais de semana ou feriados já presenciou a quantidade de "crianças" ali presentes.


Os responsáveis não foram identificados, mas se tratando de cidadãos protegidos pelo ECA o que adiantaria, de fato, se o fossem?


A imagem que ilustra a postagem foi retirada de uma rede social e mostra um dos carros que foram danificados. (A imagem do filme "Os Vingadores" é devido ao fato do proprietário do veículo estar no cinema na hora que ocorreu o ato de vandalismo)



Diretor da Faculdade de Direito defende mudança na lei de cotas



Em um país com a diversidade étnica, como a existente no Brasil, é interessante alguém criar uma norma com base na cor da pele. Será, no mínimo, absurdo quando o candidato a uma vaga no vestibular investir mais tempo em bronzeamento que nos estudos. Opinião interessante, sobre as cotas para negros, possui o diretor da Faculdade de Direito de Franca.


Fonte: Portal GCN.


Poucos dias depois do STF (Supremo Tribunal Federal) ter declarado constitucional a reserva de cotas para negros e afrodescendentes em universidades públicas, o diretor da FDF (Faculdade de Direito de Franca), Euclides Celso Berardo, disse ao Comércio que pretende sugerir uma revisão na lei municipal. O texto determina que 30% das vagas sejam destinadas para cotistas, das quais 20% são reservadas para os que se declararem e comprovarem ser negros.


O diretor disse que está realizando um estudo que irá apresentar à Câmara Municipal, para que a lei seja revista e contemple aspectos econômicos, para “atender quem precisa mais”. Berardo afirma ser a favor das cotas. “Comungo com a ideia de um ministro. Deveria-se pensar no aspecto econômico. Se uma pessoa é negra, mas os pais e avós já superaram essas barreiras e têm uma boa condição econômica, cujos filhos estudaram em escolas particulares e fizeram cursinho, acho que não poderiam ter (cotas) porque estariam tirando vaga de outros que necessitam.”


Em Franca, das quatro instituições de ensino superior, apenas a Faculdade de Direito e o Uni-Facef destinam vagas para negros através da lei municipal aprovada em 2004. Outros 5% são destinados aos alunos egressos da rede pública. A mesma porcentagem é destinada para portadores de necessidades especiais.


A quantidade de vagas para cotistas nem sempre são preenchidas nas universidades. No vestibular de 2012 da Uni-Facef, das 700 vagas oferecidas em 11 cursos, 140 vagas foram reservadas para negros, por meio do sistema de cotas. Apenas 22 foram preenchidas.


Mesmo sem falar em números, o diretor da FDF aponta que as vagas destinadas por meio de cotas para negros não são completamente ocupadas. “Quem fica mais de fora são os egressos de escola pública, porque o percentual é bem menor. Para pessoa negra é 20%, para escola pública é só 5%.” Ele ainda afirma que a cota de 5% para portadores de necessidades especiais nunca é atingida. “Eles não se inscrevem.”


Além disso, Berardo destaca uma particularidade da instituição que representa: a prova de redação é eliminatória. De acordo com ele, mesmo que o candidato esteja inscrito por meio do sistema de cotas, pode não conseguir pontuação para ser admitido.


A Unifran informou por meio de nota oficial que não possui o sistema de cotas raciais, por se tratar de uma instituição particular.


Através de sua assessoria de comunicação, a Unesp afirmou não reservar vagas para negros, mas alegou disponibilizar outras ações para estudantes de baixa renda com a bolsa financeira para alunos oriundos da rede pública, no valor de um salário mínimo (R$ 622).


“A cota é relevante para justamente dar oportunidade dos negros, no sentido de que existe uma ação discriminatória, mesmo não sendo explícita”, disse o professor universitário Maurício Mello, 42, integrante do movimento Unegro (União dos Negros pela Igualdade).

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Em decisão inédita, Justiça condena pai por abandono afetivo



Fonte: Agência Estado


Decisão inédita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) condena pai a pagar indenização de R$ 200 mil por abandono afetivo. De acordo com a assessoria de imprensa do STJ, a filha, após ter obtido reconhecimento judicial da paternidade, entrou com uma ação contra o pai por ter sofrido abandono material e afetivo durante a infância e adolescência. A autora da ação argumentou que não recebeu os mesmos tratamentos que seus irmãos, filhos de outro casamento do pai.


Na primeira instância o pedido foi julgado improcedente, tendo o juiz entendido que o distanciamento se deveu ao comportamento agressivo da mãe em relação ao pai. Por sua vez, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), reformou a sentença e reconheceu o abandono afetivo. O TJSP condenou o pai a pagar o valor de R$ 415 mil como indenização à filha.


Conforme informações do STJ, o pai recorreu da decisão afirmando que a condenação não era aceita em todos os tribunais. O STJ, então, reviu o caso e passou a admitir a condenação por abandono afetivo como um dano moral. A condenação, segundo o STJ, saiu na terça-feira, 24 de abril, e o homem terá que pagar a indenização - que foi reduzida - de R$ 200 mil.


Em entrevista à Rádio CBN, a ministra da Terceira Turma do STJ, Nancy Andrighi, afirmou que os pais têm o dever de "fornecer apoio para a formação psicológica dos filhos". A ministra ressalta, ao longo da entrevista, que a decisão do STJ "analisa os sentimentos das pessoas, são novos caminhos e novos tipos de direitos subjetivos que estão sendo cobrados". "Todo esse contexto resume-se apenas em uma palavra: a humanização da Justiça."