quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Conexão Intersubjetiva por simultaneidade ou ocasional.


Postagem para os alunos do Edinho. Trecho da apostila:

(...)
Exemplos:

 --acidente de trânsito, no qual um caminhão de refrigerante transportando uma carga inteira, desgovernado, vem a tombar num trevo, próximo a uma favela. Neste contexto, os moradores desta favela, sem qualquer vínculo, aproximam-se e iniciam o saque da carga do veículo.
(...)

Abaixo, as imagens:



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Lula, o SUS e a hipocrisia de sempre.


Surgiu, na intenet, o movimento dos revoltados contra as cobranças feitas em razão das falácias ditas pelo ex-presidente Lula enquanto ainda presidente. Inúmeras pessoas, nas redes sociais e alguns "jornalistas ", consideram essas uma ofensa a todos os doentes e familiares, acometidos pela mesma doença diagnosticada no ex-presidente do país.

Já li absurdos como: "a mãe deles não estão doentes", "é uma falta de respeito com todos os doentes", "só quem já teve a doença na família sabe o drama", entre outras bem piores. Onde estava a mesma indignação quando o presidente, que acostumou a dizer "nunca antes na história desse país", fez este discurso - onde se ouve os risos ao fundo: 


Na ocasião de tal discurso, quantos morriam em corredores de hospitais, maternidades que depois viriam a serem interditadas, ambulâncias que percorriam hospitais que não disponibilizaram leito para o enfermo que era socorrido etc.?

Será que essas vítimas, e seus familiares, de políticos que desviam nosso dinheiro acharam graça, como fez a platéia, sempre sorridente, do ex-presidente?

Tais famílias não mereciam respeito de uma população que nunca se indignou com as falácias de quem estava no poder? Fazendo muitos acreditarem que o país é um paraíso em saúde, segurança, bem estar etc. que só os contribuintes não enxergam isso?

Aos que pedem orações ao ex-presidente, quantos rezaram ou fizeram campanha para orações em prol dos inúmeros que eram mostrados, e são, em matérias diárias dos noticiários?

O ex-presidente não respeitou os doentes, quando governou o país e ele tinha a obrigação de fazer bem mais que apenas respeitar e ou orar por eles.

Agora os que, assim como eu, sempre criticaram o ex-presidente, não tenham pena, não peçam orações, enfim, não sejam hipócritas. As evidências que ele deixou, corrupção ou omissão, são muito graves para um perdão. 

Levem em consideração o seguinte: todas as pessoas morrem, seja por doenças, acidentes etc., portanto devemos ao acusarmos, ofendermos, brigarmos, ou seja, falar o que pensamos de alguém devemos sempre ter em mente que podemos nunca mais voltar a ver tal pessoa. Por isso não seja hipócrita com um doente, ele poderia ter morrido sem tempo de ver sua "piedade".


A razão dos dentistas recomendarem Sensodyne

Vamos descontrair um pouquinho...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O novo Minístro dos Esportes.


Aldo Rebelo é o novo Ministro dos Esportes, olha o histórico do rapaz, se o antigo deveria ter perdido o cargo na época das tapiocas, qual o sentido de nomear uma pessoa que assumiu isso:




“Ela disse que eu fraudei o relatório. Quem fraudou o contrabando de madeira foi o marido dela, ( Fábio Vaz de Lima), disse Aldo Rebelo.

E disse mais: "como ministro da Coordenação Política do governo, atuei para que ele não tivesse de depor na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara".

O Brasil está tão acostumado com crimes praticados por políticos que Aldo Rebelo confessa em plena Câmara dos Deputados.

Melô do Congresso.


Uma musiquinha bem atual, sobre o nosso Congresso Nacional:


*Agradecimentos à Eliana Martins que me enviou o vídeo por e-mail.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ser honesto não é qualidade é obrigação.


Uma das primeiras lições que aprendi com meus pais: não se deve pegar nada que pertença a outra pessoa.

Quando fui começar no meu primeiro emprego, minha mãe fez questão de reforçar o ensinamento: "nunca pegue dinheiro que não seja seu, quem hoje pega 1, amanhã não verá problemas em pegar 100."

Infelizmente, ensinamentos tão simples como esses não são levados a sério no Brasil.

Foi assim quando o deputado, futuro e agora ex-ministro do turismo, Pedro Novais, foi flagrado pagando uma conta de motel com dinheiro público. E saber que ao argumentar isso em sala de aula um professor me censurou alegando tratar de preconceito meu pela idade do político - colocando o desvio do dinheiro como simples detalhe. 

E mais recentemente temos as acusações envolvendo, o ainda Ministro dos Esportes, Orlando Silva. Para quem não se lembra, o mesmo foi pego pagando tapiocas com o cartão corporativo, alegou se tratar de um simples mal entendido e tudo ficou por isso mesmo. 

Quem nomeou os dois, provavelmente, não conhecia a lição que aprendi desde bem novinho com meus pais.

domingo, 23 de outubro de 2011

Abertas as inscrições para o Programa Conhecendo o STJ


O Superior Tribunal de Justiça abriu inscrições para a quinta edição do Programa de Visitação Técnica “Conhecendo o STJ”, que oferece a estudantes de direito de todo o Brasil a oportunidade de adquirir conhecimentos teóricos e práticos sobre a estrutura e o funcionamento do Tribunal. A iniciativa busca promover a complementação do ensino e o aperfeiçoamento profissional dos participantes.

O programa é realizado em duas edições anuais, nos meses de fevereiro e agosto, oferecendo 30 vagas em cada período. Podem participar estudantes que estejam cursando no mínimo o quinto semestre letivo, regularmente matriculados em instituições públicas ou privadas de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação.

A quinta edição se realiza nos dias 6 a 10 de fevereiro de 2012. A corrida pelas vagas é acirrada e as inscrições devem ser feitas por meio do site do STJ na internet, entre os dias 24 e 28 de outubro. Os candidatos fazem inscrições individuais e são classificados, dentro de cada unidade da federação, por semestre, ordem de inscrição e idade.

Será disponibilizada uma vaga para cada unidade da federação, mas serão oferecidas duas vagas para as três unidades com maior número de inscritos.

O critério adotado para preencher as vagas do programa, em cada unidade da federação, será o semestre em que o candidato estiver matriculado, ou seja, quanto mais próximo do fim do curso o estudante estiver, melhor será sua classificação.

Caso haja empate entre os candidatos, terá preferência o estudante que tiver se inscrito primeiro, conforme registro no banco de dados do sistema eletrônico de inscrições; persistindo o empate, será classificado o mais idoso.

Clique aqui para conferir o regulamento e realizar a sua inscrição.

Para obter mais informações, clique aqui.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

26/10- Dia do julgamento sobre a insconstitucionalidade, ou não, do exame da OAB.


Está agendado para o dia 26/10/2011, no STF, o julgamento do pedido de inconstitucionalidade do Exame da Ordem, data mais que aguardada pelos membros do "Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito" - sim isso existe, confira o site: MNBD.

TEMA DO PROCESSO

1. TEMA.

1. Trata-se de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, alínea “a”, da CF, em face de decisão do TRF da 4ª Região que rejeitou a alegação de inconstitucionalidade do art. 8º, § 1º, da Lei nº 8.906/1994 e dos Provimentos nº 81/1996 e 109/2005 do Conselho Federal da OAB, os quais dispõem sobre a exigência de prévia aprovação no exame de ordem como requisito para a inscrição do bacharel em direito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil.

2. Alega o recorrente, em síntese, ofensa aos artigos 1º, incisos II, III e IV, 3º, incisos I, II, III e IV, 5º, incisos II e XIII, 84, inciso IV, 170, 193, 205, 207, 209, inciso II, e 214, incisos IV e V, da Constituição Federal. Inicialmente, afirma não haver pronunciamento do STF quanto à constitucionalidade do Exame de Ordem. Sustenta, em síntese: 1) caber apenas às instituições de ensino superior certificar se o bacharel é apto para exercer as profissões da área jurídica; 2) que a sujeição dos bacharéis ao referido exame, viola o direito à vida e aos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade, do livre exercício das profissões, da presunção de inocência, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem assim que representa censura prévia ao exercício profissional.

3. A União apresentou contrarrazões em que sustenta a sua ilegitimidade passiva e, quanto ao mérito, que a norma constitucional invocada como violada possui eficácia contida, limitada por lei ordinária materialmente e formalmente constitucional, não havendo qualquer incompatibilidade entre os atos atacados e a Constituição Federal. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por sua vez, também apresentou contrarrazões em sustenta a inocorrência de contrariedade à Constituição, devendo ser mantidas as decisões recorridas.

4. O Tribunal reconheceu a existência da repercussão geral da questão constitucional suscitada.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

OAB divulga calendário sobre Exame de Ordem até 2013 para auxiliar candidatos

Embora muitos estejam acreditando que o STF julgará inconstitucional a prova da Ordem, portanto acreditam que a mesma será extinta - o que na minha opinião acabaria com a profissão de advogado - a OAB acredita que não, como demonstra a notícia a seguir.

Fonte: JusBrasil

"O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou na última sexta-feira (14 de outubro) um calendário indicativo completo sobre as próximas edições do Exame de Ordem Unificado. O calendário contém todas as datas dos processos (publicação de edital de abertura, período de inscrição, prova objetiva e prova prático-profissional), de agora até o final da gestão da atual Diretoria da entidade, em fevereiro de 2013. O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, ao divulgar o calendário hoje, destacou em comunicado a sua importância - "para aperfeiçoar cada vez mais o Exame, possibilitar que os candidatos se programem e possam estabelecer toda uma estratégia de estudos, enfim, possam fazer a sua pauta atendendo a seus interesses pessoais profissionais, preparando-se para a realização das provas".

Ainda segundo Ophir Cavalcante, ao decidir publicar o calendário completo das provas do Exame de Ordem até o final de sua gestão - pré-aprovado pela Coordenação Nacional do Exame de Ordem - "a atual diretoria da OAB pretende com isso dar mais um passo no sentido do aperfeiçoamento do Exame, da profissionalização do Exame, permitindo que os examinandos possam assim melhor planejar e organizar sua vida". Ele completou: "E tenho certeza de que essa iniciativa será muito bem recebida pela sociedade de um modo geral, mas, sobretudo, pelos candidatos".

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Violência nas escolas. Os verdadeiros culpados.

Há algum tempo escrevi sobre a violência nas escolas, disse que quando os jornais as divulgam e a população fica chocada, não passa de algo que já era esperado pelos funcionários da instituição onde ocorreu o fato.

Afinal o aluno/agressor já tem um histórico de violências e de proteção por parte da direção, está que não quer ver sua escola no noticiário prefere esconder a realidade ao invés de chamar a polícia e se prevenir de um mal maior.

Quando expliquei e escrevi isso, eu adiantava justamente a notícia que saiu no jornal local e reproduzo a seguir, pois conheço o agressor, a direção e uma das vítimas. E já adianto outro acontecimento, a vítima da agressão será mais humilhada na escola, pela direção, que o agressor.

"Um estudante de 13 anos agrediu com um soco uma agente de serviço escolar de 47 anos e empurrou um inspetor de alunos de 32 anos. Os funcionários da escola localizada no Parque do Horto alegaram que o menor é indisciplinado, não respeita ninguém. Ainda segundo eles, o menino já teria cometido outras infrações, mas a direção da escola nunca permitiu a presença da polícia no local. Os dois funcionários registram os fatos."

Enquanto não houver punição aos responsáveis pela escola, como cúmplices, as notícias envolvendo o ambiente escolar tendem somente a piorar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dicas para Postura em Redes Sociais (independente do tipo de acesso)



  • Cadastrar-se nas redes sociais em nome próprio, evitando gerar vínculo direto à empresa em que trabalha;
  • Publicar opiniões baseadas nos princípios da boa-fé e em conformidade legal apenas em nome próprio, evitando associar qualquer tipo de opinião pessoal à marca da empresa em que trabalha;
  • Evitar exposição excessiva de vida íntima, evitar comentar rotinas do seu dia a dia que podem gerar algum risco de segurança, tais como horários, trajetos, agendas, local de residência;
  • Somente utilizar conteúdos que tenham legitimidade ou dos quais seja autor ou que tenha recebido autorização das demais partes envolvidas previamente;
  • Realizar backups preventivos para evitar a perda de todo o seu conteúdo em situação de apagão digital;
  • Orientar filhos e/ou familiares sobre o uso ético, seguro e legal das redes sociais, inclusive sobre a necessidade de cautela e proteção das informações da família, para evitar vazamento de informações financeiras, relacionadas a conta bancária, cartão de crédito, senhas, remuneração, patrimônio;
  • Somente publicar informações corporativas classificadas como públicas, que tenha certeza de que podem ser expostas de forma aberta na internet, evitar falar de rotina de trabalho e zelar pelo sigilo profissional;
  • Somente associar a marca da empresa quando estiver participando do canal oficial dela estabelecido nas redes sociais e evitar publicação de conteúdos ou opiniões não condizentes com seu cargo ou função. As respostas a terceiros, como consumidores, devem ser dadas apenas pela área competente;
  • Utilizar linguagem e vocabulários adequados, de modo a evitar qualquer tipo de opinião que possa ser considerada ambígua, subjetiva, agressiva, hostil, discriminatória, vexatória, ridicularizante ou que de algum modo possa ferir a imagem da empresa de seus colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes, evitar o uso de apelidos para fazer menção a demais colaboradores;
  • Zelar pela proteção da sua reputação e da empresa e informar à área competente qualquer situação ou informação que identificar como relacionada à empresa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs - discursando para uma turma de formandos.


A morte de Steve Jobs fez com que eu recebesse o vídeo que faço questão de disponibilizar aqui. É um discurso de pouco menos de 15 minutos que vale a pena a todos assistirem.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Promotor agride advogado durante julgamento em São Paulo [2]

Já havia postado a notícia aqui, agora encontrei na internet o vídeo.

Logo após os 6 minutos do vídeo, olha a situação, e a expressão, do acusado de homicídio.

sábado, 1 de outubro de 2011

O momento certo do prefeito de Franca mostrar o quanto é um ótimo administrador.


Interessante o poder de se aumentar o próprio salário, pena que nem todos, a grande maioria, não o possui.


Chegou o momento do prefeito de Franca confirmar o que seus eleitores sempre dizem quando o defendem: "É um ótimo administrador".

Eu e outras pessoas do meu convívio sempre defendemos o prefeito, Sidney Franca da Rocha, lembrando que as cobranças, que muitos dizer conter excessos, não passa de atitudes necessárias para que as pessoas remuneradas pelo município desempenhem bem seu trabalho.

Com o aumento, IMORAL, que a câmara dos vereadores aprovou para prefeitos, secretários e vereadores é o momento perfeito para o prefeito, usando o seu poder de veto, mostre como se administra de verdade o dinheiro público.

O prefeito sabe que não pode compactuar com tal aumento, já pensou se proporcionasse um aumento, absurdo e sem critérios, como esse em sua empresa particular? Com certeza não teria se tornado o empresário de sucesso que é hoje. 

Espero que o prefeito não decepcione seus eleitores, assim como fez a maioria dos vereadores. Só lembrando que alguns vereadores não tiveram, se quer, coragem para assumir seu voto e assim usaram da abstenção.

Lembrar dessa votação na próxima eleição municipal

Professor de direito mata aluna a tiros e deixa o corpo na delegacia


Fonte: Correio Braziliense

aluna e professor
Uma estudante do 7º semestre de direito do UniCeub foi morta nesta sexta (30/9) com dois tiros na cabeça e um no tórax, disparados por um professor do mesmo curso do centro universitário. Suênia Sousa Faria, 24 anos, foi abordada pelo professor Rendrik Vieira Rodrigues, 35, por volta das 13h30, quando saía da faculdade, na Asa Norte.

Suênia foi aluna de Rendrik. Segundo o delegado-chefe Alexandre Nogueira, ela era casada e se envolveu com o professor por um período de três meses, quando estava separada do marido. Há dois meses, a universitária reatou o casamento. Sem aceitar o término do relacionamento, Rendrik passou a persegui-la na faculdade. De acordo com os investigadores da 27ª DP, o professor de direito a ameaçava de morte desde o rompimento.

Após entrar no carro de Suênia Faria, Rendrik saiu com a jovem e atirou contra ela. Depois de rodar por horas com o corpo dentro do veículo da vítima, um Sandero, Rendrik seguiu até a 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, e se entregou à polícia. Ele será encaminhado à Delegacia de Polícia Especializada (DPE) após prestar depoimento.

Uma colega da estudante também contou sua versão na delegacia. Segundo a moça, que preferiu não se identificar, ela pegaria carona com Suênia quando o professor apareceu. "Ele pediu licença e disse que queria conversar com ela. Eu saí e voltei para a faculdade", contou. A bolsa da amiga ficou dentro do carro da vítima e quando voltou ao estacionamento, os dois haviam saído. Segundo ela, eles pareciam "normais".

De acordo com o delegado-chefe, Suênia foi levada da faculdade e teria sido assassinada entre a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e a Estrutural. "O crime pode ter sido cometido com o carro em movimento", contou o titular. A arma utilizada por Rendrik foi uma pistola .380, que foi jogada fora.

Ao delegado, o marido contou que recebeu uma ligação da esposa pouco antes do crime. "Segundo ele, Suênia telefonou dizendo que voltaria a ficar com o professor e que passaria em casa para buscar as roupas", disse Nogueira. Desconfiado, o marido foi até a delegacia registrar uma ocorrência.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Promotor agride advogado durante julgamento em São Paulo; corregedoria investiga o caso


Para os que reclamam da monotonia em assistir audiências, exemplo de uma emocionante.

Fonte: UOL Notícias

Um promotor de Justiça agrediu um advogado fisicamente durante um julgamento no último dia 22, no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, em São Paulo.

Segundo nota divulgada pela Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp) nesta quarta-feira (28), o promotor de Justiça Fernando Albuquerque de Souza agrediu “moralmente e fisicamente” o advogado Claudio Márcio de Oliveira.

Segundo a associação, o caso aconteceu durante o interrogatório de um réu, que responde ao processo em liberdade. O promotor teria chamado o advogado de “bandido e outros adjetivos desabonadores”, segundo a Acrimesp.

Procurado pela reportagem, o Ministério Público de São Paulo confirmou o episódio e disse que o caso foi enviado à Corregedoria do MP. O promotor ainda não se manifestou.

Após as agressões verbais, ainda segundo a associação, o advogado requereu a suspensão do julgamento quando, então, o promotor teria começado a agredi-lo fisicamente. O advogado registrou a ocorrência no 13º Distrito Policial.

A juíza Patricia Inigo Funes e Silva suspendeu o julgamento e pediu à Corregedoria do MP que tomasse providências.

A Acrimesp afirma que pretende processar o promotor por agressão física e pedir indenização por danos morais e materiais. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Recuperação final, saiba como calcular a nota necessária para aprovação.


O pessoal que estuda no sistema anual, e não conseguir os vinte e quatro pontos necessários para aprovação em cada matéria, poderá fazer a prova de recuperação final, no lugar da antiga, e extinta, prova substitutiva.

Conversando com várias pessoas notei que muitos, inclusive eu, não sabiam como é feita a conta para descobrir quanto é necessário tirar nessa tal "recuperação final", busquei informações com a Iara, responsável pela secretaria do Direito, que me explicou o seguinte:

O valor necessário é o referencial da faculdade, este que é 12, menos a média anual do aluno em questão. Fiz alguns exemplos com a intenção de esclarecer melhor, confira:



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Bíblia ou o Código Penal?


Já postei aqui uma vez que sou a favor de proibirem que crianças até os catorze anos, no mínimo, tenham qualquer contato com qualquer tipo de religião. Caso você tenha religião, qualquer uma, sabe que também ela possui absurdos que nem mesmo você concorda.

Estou postando três vídeos de religiosos que não deveriam ser punidos pela regras da Bíblia e sim pelo Código Penal, como a maioria dos que fazem da fé de alguns o seu modo de ganhar muito dinheiro. Assista e tire suas próprias conclusões:




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sábado, 17 de setembro de 2011

Dica de livro para depois das provas.


Quem gosta de um bom romance policial não pode deixar de ler "Toupeira - A História do Assalto ao Banco Central". Tudo bem que o livro relata o furto e não um assalto, mas isso não passa de um detalhe jurídico.

O livro relata com fatos, segundo o próprio autor, verídicos e um pouco de ficção, quais são uns ou outros é impossível distinguir, os passos antes e depois do furto ocorrido ao Banco Central do Ceará.

Caso você tenha assistido: "Assalto ao Banco Central - O Filme", é mais um grande motivo para você ler o livro, já que o filme deixa muito a desejar, é péssimo, em relação a história do livro, que é excelente. 

Eu já havia lido outro excelente livro do mesmo autor: "Ponto Quarenta – A Polícia Civil para Leigos" e uma curiosidade sobre o autor que vale a pena lembrar: Roger Franchini é formado pela UNESP de Franca e as dedicatórias de seus livros incluem sempre nomes conhecidos da cidade.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Semana de provas. [3]


Com o início de mais uma semana de provas, uma tirinha, sempre atual, da turma da Mafalda.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

#EuVotoDistrital - E você?


Você provavelmente já viu ou leu alguma coisa sobre o Voto Distrital, caso ainda não saiba nada a respeito, trate de se inteirar sobre o assunto hoje ainda.

Aproveitando a semana em que a deputada Jaqueline Roriz, em mais um momento vergonhoso dos políticos brasileiros, foi inocentada por seus pares, o blog Nem Tão Direito Assim começa a divulgar e a pedir assinaturas em prol do Voto Distrital.

O Voto Distrital acaba, entre outros absurdos, com o do cociente eleitoral, essa ferramenta que faz com que poucos saibam quem realmente ajudaram a eleger para deputado.

Em uma explicação rápida: no voto distrital os deputados disputam por distritos, ou seja, escolhemos alguém da região onde votamos. O que ajuda a acompanhar o que ele faz ou deixa de fazer no Congresso.

Toda grande mudança tem seu início em uma primeira atitude, o Voto Distrital pode ser o início de grandes mudanças, mas para isso precisamos acreditar e dar o primeiro passo.

Não deixe de assinar a petição a favor do Voto Distrital, aqui mesmo no blog, e, também, aproveite para ler mais sobre o Voto Distrital no site responsável pela campanha: #EuVotoDistrital

7 de setembro.


Com o atual nível na política brasileira, nada melhor que a reformulação do Hino Nacional.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Entrevista com a ex-ministra Ellen Gracie Northfleet.


Fonte: Veja
Recém-aposentada do Supremo Tribunal Federal, a ex-ministra Ellen Gracie Northfleet, primeira mulher a integrar a corte em 122 anos de República, fala com franqueza nesta entrevista sobre os bastidores do Supremo, sobre o casamento gay, a lentidão da Justiça, a dificuldade de punir quem comete crimes e, entre outros temas, se o tribunal tem ou não poder demais.

A entrevista foi feita pelos de VEJA Carlos Graieb e Paulo Celso Pereira, e publicada nas “Páginas Amarelas” da edição que ainda está nas bancas nesta sexta-feira, dia 2.



“É o poder menos corrupto”

A ministra que acaba de sair do Supremo Tribunal Federal avalia o papel do Judiciário no cumprimento das leis e na manutenção das liberdades e direitos constitucionais

A juíza Ellen Gracie Northfleet, de 63 anos, entregou há três semanas seu pedido de aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). Indicada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2000, Ellen foi a primeira mulher a chegar à mais alta corte do país. Ao longo de dez anos e meio, proferiu cerca de 30 000 decisões, presidiu o STF e o Conselho Nacional de Justiça e foi vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A ministra poderia continuar no tribunal até 2018, mas ela se considera “muito realizada”.

Apesar de ter se formado e construído a carreira no Rio Grande do Sul — onde moram a única filha e a neta –, Ellen está a caminho do Rio de Janeiro natal. A curto prazo, vai retomar o registro na Ordem dos Advogados do Brasil para trabalhar com pareceres, consultoria e arbitragem. Segue o desejo, no entanto, de ser nomeada para um fórum internacional. Em 2008, ela foi derrotada na disputa por um assento na Corte de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Se houver uma oportunidade, vou analisar”, diz a ex-ministra. “Mas não em qualquer lugar. Não estou fugindo do país.”

No seu apartamento em Brasília, ela concedeu a seguinte entrevista a VEJA.

Foram quase onze anos no Supremo. O tribunal mudou muito nesse tempo?

Creio que a corte de 10 anos atrás era mais contida, mais dada ao judicial restraint, uma expressão em inglês que indica um esforço para não se substituir ao legislador. Acontece que a demanda para que o STF resolvesse impasses políticos também era menor. Hoje, há temas controversos que o Congresso não aborda. Os parlamentares não querem se comprometer com uma posição. As demandas, então, vão parar no Supremo, que não tem outra saída senão decidir sobre tais assuntos.

Há também o famoso “terceiro turno” – quando a minoria vencida no Legislativo recorre à Corte para reverter ou amenizar a derrota. Eu não diria que existe no STF uma atitude concertada para adotar o ativismo judicial. Alguns ministros — muito bem amparados na doutrina e na técnica — avançam mais nessa direção. Outros, menos. Não vejo, contudo, um inte­resse em aumentar o poder do Supremo. Nosso poder já é bem grande. O certo é que nesses últimos dez anos foram as circunstâncias que fizeram do dilema entre ativismo e contenção um aspecto central para a Corte.

Uma das decisões em que o ativismo do Supremo ficou mais patente é aquela que confere o status de família à união estável entre pessoas do mesmo sexo. A Constituição é explícita em dizer que a família no Brasil é formada por homem e mulher. A corte reescreveu a Carta Magna?

O Brasil, desde o pórtico de sua Constituição, diz que não admite discriminação. Então não há motivo para que concidadãos nossos sejam tratados de maneira diferente por causa de sua orientação sexual. Assim como nós não admitiríamos que eles fossem tratados diversamente por questões de cor ou de religião, também a orientação sexual não deve ser um fator impeditivo a que eles gozem de isonomia em relação aos outros cidadãos.

Essa é a base da decisão. Um país decente não discrimina entre os seus cidadãos. Meu voto foi no sentido de que todos os direitos correspondentes a uma união estável entre pessoas de sexo oposto sejam estendidos aos homossexuais, inclusive o direito de adoção. Mas as discussões sobre os direitos dos homossexuais ainda não terminaram no Supremo, elas certamente voltarão ao plenário.

A senhora foi a primeira mulher a assumir uma cadeira no tribunal. É importante que uma mulher a substitua?

Acredito que a sociedade brasileira entrou em outra fase. Neste momento, o país é presidido por uma mulher. No Supremo, temos ainda a ministra Cármen Lúcia. O peso simbólico de uma escolha feminina já não é tão grande. Se a presidente quiser escolher uma mulher, no entanto, sua gama de alternativas será bem grande. O Judiciário brasileiro se destaca no mundo porque 30% da primeira instância são formados por mulheres, e quase o mesmo porcentual se repete na segunda instância. Existe uma massa crítica muito boa da qual a presidente poderá tirar um nome feminino, se tal for a sua vontade.

O Supremo vivia atulhado de processos. Essa questão foi equacionada?

Até 1988, o Supremo podia escolher os casos que iria analisar. Isso mantinha o número de processos em um patamar manejável. A Constituição de 1988 tirou essa prerrogativa da Corte. Além disso, por ser muito detalhista, a Carta permite que os advogados sempre encontrem uma raiz constitucional para os seus pleitos. Desde a faculdade, eles são orientados a incluir questões constitucionais em suas petições, de modo que a causa possa mais tarde subir até o Supremo.

Tudo isso acarretou uma explosão do número de causas que tramitam na corte. Em meados da década passada, chegou a haver 150 000 processos distribuídos entre os gabinetes dos ministros. Isso torna inviável o trabalho de uma corte constitucional. Houve, no entanto, um divisor de águas que nos levou de volta ao bom caminho. Estou falando da Emenda [Constitucional nº] 45 [que promoveu uma reforma no Judiciário e, entre outras coisas, criou o Conselho Nacional de Justiça] e das leis que a regulamentaram, permitindo o uso da repercussão geral e da súmula vinculante. Depois disso, houve uma clara redução de números. Em 2010, apenas 15 000 processos foram distribuídos. É muito, em comparação com outros países, mas um avanço inegável para nós.

Se o instrumento é eficaz, por que é pequeno o número de súmulas publicadas?

Sou uma defensora da adoção das súmulas vinculantes há trinta anos. Sou também muito restritiva no uso dessa ferramenta. Não há contradição aí. As súmulas diminuem o número de processos que chegam ao Supremo na exata medida em que aumentam a segurança jurídica. Para que desempenhem esse papel, é fundamental que sejam muito precisas. Se a súmula não é feita com cuidado e enseja uma nova dúvida, ela não cumpre o seu papel de estabelecer uma jurisprudência que permita que processos semelhantes ao analisado sejam julgados com mais rapidez e não cheguem mais às instâncias superiores. Isso às vezes acontece. Há súmulas que os próprios ministros quiseram reescrever já no dia seguinte à publicação. Por isso, o tribunal está certo em não se apressar na edição de súmulas.

Em maio, o tribunal determinou a prisão do jornalista Pimenta Neves, onze anos depois do assassinato que ele confessou. Com a redução no número de processos, o Supremo tende a decidir com maior velocidade?

O grande problema do Judiciário hoje é a lerdeza. As ações demoram muito, especialmente as penais. O sistema de recursos e nulidades do processo penal brasileiro é inacreditável, quase impede uma condenação. Um bom advogado tem à sua disposição um arsenal quase infinito de manobras para dificultar o desenvolvimento do processo.

Ou seja, a culpa não é exclusivamente do Judiciário. Mas nós também temos nossa parcela de responsabilidade. Deveríamos nos equipar, ter mais juízes criminais. E acredito que, mesmo na Corte suprema, nem sempre tomamos a melhor decisão. Em 2009, por exemplo, o tribunal alterou sua jurisprudência com relação à possibilidade de cumprimento das penas logo depois depois da confirmação da sentença em segundo grau. Até então, o tribunal sempre tinha entendido que, confirmada a sentença no Tribunal de Justiça [dos Estados], nada impedia o início da execução. Em 2009, isso mudou. Não concordei com essa posição e discordo dela até hoje.

A senhora é considerada linha-dura em questões penais. Concorda com essa definição?

Sou rigorosa em matéria penal. Acho que é preciso ser. No Brasil, depois da redemocratização, passamos por um período de rechaço absoluto a tudo que significasse repressão. Mas qualquer país democrático precisa ter repressão ao crime. É preciso que haja consequência para o delito, que o Direito Penal seja efetivo. No entanto, quando for aplicada a pena, é necessário que o sistema prisional cumpra sua finalidade de ressocialização. As penas não existem apenas para punir. Elas devem preparar a pessoa para que saia em condições de ser reabsorvida pela sociedade. E isso não acontece até hoje.

A lerdeza que a senhora mencionou também dificulta o combate à corrupção, e ajuda a disseminar o sentimento de que corruptos, especialmente políticos, não são punidos no Brasil. O julgamento do mensalão, que se aproxima, vai mudar esse roteiro?

Eu não vou participar do julgamento do mensalão, e não me arrisco a prever seu desfecho. Se não me engano, já foi decretada a prescrição de um crime. Outros réus talvez sejam condenados a penas pequenas que, pela passagem do tempo, não será viável executar.

De modo geral, contudo, esse processo andou de maneira célere no Supremo. O relator, ministro Joaquim Barbosa, já ouviu 600 testemunhas em dois anos. Nenhuma vara criminal neste país teria tido capacidade para fazê-lo. Isso foi possível, em parte, porque houve a digitalização completa do processo.

Minha primeira observação, portanto, é que mudanças nos métodos de trabalho podem trazer resultados fantásticos. O Judiciário ainda lida com práticas herdadas do século XIX, mas estamos nos livrando de muitas delas, o que deve racionalizar nosso trabalho. Em segundo lugar, o papel do Supremo não é punir, mas julgar de maneira correta e respeitar as garantias que são de todos os cidadãos. Não podemos cercear a defesa, nem passar por cima dos direitos dos acusados. Isso talvez crie frustrações momentâ­neas, mas, a longo prazo, a consolidação das instituições democráticas é o que importa.

Nos últimos anos, houve algumas dis­cussões muito ríspidas entre ministros. O clima no Supremo é tenso?

O tribunal está em paz. E, em geral, o convívio entre os ministros é muito bom. Discussões acaloradas sempre ocorreram na Corte — a diferença é que atualmente, com a televisão, as reações mais exaltadas ficam à vista de todos.

É bom que as sessões do Supremo sejam transmitidas ao vivo pela TV?

Se os ministros tivessem podido votar sobre o assunto lá atrás, quando o canal foi ao ar, acredito que a maioria teria sido contrária. Eu mesma não teria aprovado a ideia. Sempre que um juiz estrangeiro visita o Brasil, a transmissão das sessões ao vivo causa espanto. É algo que não existe em outros lugares. Para muitos, é uma subversão da lógica de funcionamento de uma Corte suprema. Há tribunais que mantêm em segredo até o nome do relator de um processo.

Mas agora os benefícios da televisão estão claros. Ela dá grande transparência à Justiça. Essa transparência é importante, não é possível regredir. Durante a minha presidência, discutimos a possibilidade de editar as sessões. Mas aí ficamos com um problema seriíssimo: quem faria essa edição? Quem haveria de cortar a palavra deste ou daquele ministro? Mantivemos o formato, que está bem aceito pela comunidade jurídica. Mesmo que às vezes deixe os ministros muito expostos.

Quando a senhora entrou no Supremo, ainda havia ministros indicados pelo governo militar. Com sua saída, restam apenas três ministros indicados antes do governo Lula. Quanto a indicação influencia a trajetória de um ministro na corte?

Pertencer ao Supremo, o topo da pirâmide judiciária, é uma dignidade tão grande que não admite vinculações, subordinações, sujeições a nenhuma outra instância. A melhor homenagem que um ministro pode fazer ao presidente que o nomeou é ser um bom juiz. Ou seja, um juiz isento.

Não vejo ninguém atrelado à mesma linha do governo que o nomeou. Seria uma pessoa menor aquela que se atrelasse a uma linha político-partidária. O Supremo faz, sim, política. Mas política ampla, de desenvolvimento nacional, de contribuição ao crescimento do país, de atenção às realidades nacionais. A primeira virtude de um juiz tem de ser a independência. E a independência não é coisa abstrata. É independência do poder econômico, do poder político, do poder da imprensa e da opinião pública, independência dos próprios preconceitos. Felizmente, vejo essa independência posta em prática diariamente não apenas no Supremo, mas em todo o Judiciário, que é o menos corrupto dos poderes.
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domingo, 4 de setembro de 2011

Ação mais antiga do STF deve enfim entrar em pauta


Fonte: O Globo

Em 17 de junho de 1959, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, tinha 16 anos. Um de seus colegas de Corte, José Antonio Toffoli, nem era nascido. Nesse dia, o então procurador-geral da República, Carlos Medeiros Silva, entrou com uma ação no Supremo que até hoje não foi julgada.

É a mais antiga em tramitação no tribunal, com mais de 52 anos de idade. O primeiro relator, ministro Candido Motta Filho, aposentou-se em 1967 e morreu dez anos depois. Depois dele, outros oito ministros estiveram à frente do processo - que sempre passou de mão em mão ao longo das gerações e nunca foi decidido. Neste mês, a ação deve entrar na pauta de julgamentos do plenário. Peluso, o atual relator, recebeu o caso em 26 de junho de 2003. O voto está pronto.

Quando a ação foi proposta, o STF não ficava na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e sim no número 241 da Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Com a mudança de endereço, em abril de 1960, a ação foi levada para a nova capital.

Os autos contabilizam 12 volumes e três apensos - ao todo, 2.449 páginas repletas de ácaro. As primeiras folhas estão amareladas e precisaram ser reconstituídas para não desintegrar. Outras páginas não resistiram ao tempo e ficam guardadas em sacos plásticos para não serem perdidas de vez. A grafia era outra, e o nome do país também: nas folhas timbradas, lê-se: República dos Estados Unidos do Brasil. Deu-se à causa o valor de Cr$ 100.000.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Professor de Direito ameaça prender aluna

Fonte: ESTADÃO

O professor da Faculdade de Direito do Mackenzie Paulo Marco Ferreira Lima, que também é procurador de Justiça, ameaçou dar voz de prisão a uma aluna do 5.º semestre do curso. Depois da aula de Direito Penal 3 na última sexta-feira, a estudante abordou o professor para questionar sua metodologia. Segundo o docente, foi necessário chamar seguranças para conter a garota, que insistia em fazer reclamações em voz alta. Paulo Marco, então, disse que ou ela parava, ou ele lhe daria voz de prisão. Ela ainda foi acusada de racismo pelo irmão do professor no Facebook.

O caso repercutiu após o Centro Acadêmico João Mendes Jr., que representa os alunos de Direito, ter divulgado nota de repúdio na qual classificou de "inadmissível" a postura do professor Paulo Marco. "Em um país de "doutores", em que qualquer um se acha acima da lei, não podemos permitir que em nossa faculdade, um ambiente exclusivamente acadêmico, pessoas desse tipo continuem a desrespeitar nossa Constituição, em uma perfeita cena de abuso de autoridade", diz o texto, assinado pelo diretor-geral do C.A., Rodrigo Rangel.

Paulo Marco disse que a aluna quis "tirar satisfação". "Entrei na sala para dar a última aula do dia e ela continuava falando. Fechei a porta. Ela arrombou. Pedi aos seguranças para tirá-la da sala. Ela continuou gritando e me ofendendo. Foi aí que falei: "Ou a senhora para ou eu vou te dar voz de prisão por desacato". Ela parou de gritar depois da ameaça."

O professor respondeu às críticas de que a situação configurou abuso de autoridade. "Ameaçar prender não é abuso de autoridade. Seria se eu tivesse prendido ela sem razão", afirmou.

O irmão do professor - o também procurador e professor do Mackenzie Marco Antônio Ferreira Lima - acirrou a polêmica ao postar ontem, no Facebook, que a aluna, do 5.º semestre noturno, teceu "considerações raciais" sobre Paulo Marco. Na internet, Marco Antônio afirma que a estudante ofendeu o professor, "chamando-o na frente de sua filha de "negro sujo" e dizendo que "preto não pode dar aula no Mackenzie"".

Bolsista. A estudante, de 31 anos, que não quis se identificar, nega que tenha ofendido o professor e se disse vítima de calúnia. "Até porque sou bolsista integral do ProUni e, com qualquer sanção administrativa, perderia a bolsa", disse. Ela admite ter procurado o professor para reclamar de sua didática. "A aula dele é mais um bate-papo e expliquei que sentia a falta de conceitos."

Após o incidente, ela procurou o diretor da Faculdade de Direito, que a orientou a fazer um relatório do que havia acontecido. Ela fez o relatório e pediu transferência da matéria. "Fui humilhada pelo professor Paulo e exposta pelo irmão dele no Facebook. Sou aluna de Direito e um dia vão lembrar que me acusaram de racismo."

Por meio de nota, o Mackenzie informou que "os fatos estão sendo apurados para que as providências sejam tomadas."