domingo, 28 de junho de 2009

Dica…coisas de faculdade !!


Coisas que você deve saber antes de entrar na faculdade:

1 - Não importa o quão tarde é a sua primeira aula, você vai dormir durante ela.
2 – Você vai mudar completamente e nem vai notar.
3 – Você pode amar várias pessoas de maneiras diferentes.
4 – Alunos de faculdade também jogam aviões de papel durante as aulas.
5 – Se você assistir às aulas calçado, todo mundo vai perguntar por que você foi tão chique para a faculdade.
6 – Cada relógio no prédio mostra um horário diferente.
7 – Se você era inteligente no colegial… azar o seu!
8 – Não importa tudo o que você prometeu quando passou no vestibular, você vai às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final.
9 – Você pode saber toda a matéria e ir mal na prova.
10 – Você pode saber nada da matéria e tirar dez na prova.
11 – A sua casa é um ótimo lugar para se visitar.
12 – A maior parte da educação é adquirida fora das aulas.
13 – Se você nunca bebeu, vai beber.

14 – Se você nunca fumou, vai fumar.
15 – Se você nunca transou, vai transar.
16 – Se você não fizer nada disto durante a faculdade, não fará nunca mais na vida, a não ser que você faça uma nova faculdade.
17 – Você vai se tornar uma daquelas pessoas que seus pais falaram para você não se meter com elas.
18 – Psicologia é, na verdade, biologia.
19 – Biologia é, na verdade química.
20 – Química é, na verdade física.
21 – Física é na verdade matemática.

22 – Ou seja, que mesmo depois de estudar anos, você não vai saber nada.
23 – Que sentir depressão, solidão e tristeza, não são frescuras de quem não tem o que fazer.
24 – Que você sempre vai prometer que no próximo bimestre você vai estudar mais, festejar menos, mas sempre acontecerá o contrário.
25 – As únicas coisas que compensam na faculdade são os amigos que você fará lá.
26 – Não verá a hora de terminar a faculdade.
27 – E quando terminar, perceberá que foi a melhor época de toda a sua vida.


Quando a faculdade termina os sinais de que você não está mais na faculdade acontecem quando:

1 – Fazer sexo em cama de solteiro é um absurdo.
2 – Há mais comida do que cerveja na sua geladeira.
3 – 6:00 h da manhã é quando você acorda, e não quando vai dormir.

4 – Você escuta a sua música preferida num elevador.
5 – Você carrega um guarda-chuva e dá a maior importância para a previsão do tempo.
6 – Seus amigos se casam e se divorciam ao invés de ficarem e terminarem.
7 – Suas férias caem de 130 para 15 dias por ano.
8 – Calça jeans e camiseta não são mais consideradas vestimenta.
9 – É você que chama a polícia porque a mulecada do vizinho não sabe como abaixar o som.
10 – Você não sabe mais que horas os auto-lanches fecham.
11 – Dormir no sofá te dá uma puta dor nas costas.
12 – Você não tira mais aquele cochilo do meio-dia as 6 da tarde durante a semana.
13 – Você vai farmácia comprar um remédio para a dor de cabeça e antiácidos ao invés de camisinhas e testes de gravidez.
14 – Você come as comidas do café da manhã na hora do café da manhã.
15 – Em mais de 90% do tempo em que você passa em frente a um computador você está trabalhando de verdade.
16 – Você não bebe mais sozinho em casa antes de sair para economizar dinheiro antes da noitada.
17 – E o mais importante… Você não tem tempo nem sequer de ler esta bobagem e aproveitar para passá-la para seus velhos amigos, para que eles lembrem que também estão velhos e os bons tempos da faculdade passaram depressa demais!


FIM do primeiro semestre.


Umas das mais marcantes provas do primeiro bimestre foi, com certeza, a de Sociologia.
A maioria dos alunos se impressionou com a forma que havia sido mal elaborada, depois nos impressionamos mais ainda na correção. Perguntas com mais de uma alternativa certa e outras
coisinhas mais.
Tudo correu bem até a prova do segundo bimestre, onde ficou comprovado que a falta de qualidade das aulas e da prova do primeiro bimestre não eram exceções e sim a regra.
Logo após essa segunda prova, a revolta entre os alunos era visível em todas as "rodinhas".
Alguns até queriam reclamar, porem outros acharam por bem "evitar problemas futuros com a professora", retaliações enfim.
Por uma feliz ou triste, já que saberei somente no futuro, coincidência me encontrei com os dois professores que mais tenho liberdade e relatei o problema, resultado: marcaram uma reunião com o diretor do curso.
Nessa hora todas as reclamações se calaram e as "rodinhas" não encontravam mais nenhum eco.
Como eu provoquei não poderia recuar, falei minhas percepções e entreguei as "provas" que fizeram as bases do meu pensamento.
Alguns alunos me procuraram e até apoiaram, enquanto tive que ouvir o INACREDITÁVEL de outra: "Você não tinha o direito! Você tinha que pedir para a classe!".
Fiz uma reclamação fundada em meu pensamento e, acho eu, comprovada através dos documentos que entreguei. A intenção não é prejudicar ninguém e sim não ser prejudicado por uma aula sem conteúdo.
Agora, após as férias verei o resultado e colherei os frutos da minha ação, somente o tempo dirá como serão esses frutos.

Michael Jackson 1958 - 2009.


Como a data de uma morte poderia mudar uma história.
Se Michael Jackson tivesse morrido em 1988, logo após lançar "Moonwalker" filme do qual "comemorou seu sucesso", teríamos outro ícone igual ou superior ao eterno Rei do Rock: Elvis Presley.
Quando Elvis morreu, ele já estava entrando em decadência, gordo, com nojo dos fãs, viciado em medicamentos etc.
A morte apagou todos esses problemas e imortalizou o Rei do Rock com seu rebolado escandalizador da sua época aura.
Michael não manterá a fama que obteve com "TRHILLER" e sim a dos escândalos do qual se envolveu.
O Rei do Pop existirá daqui alguns anos?? Os verdadeiros fãs de Michael conseguiram manter o mito vivo, como conseguirão os fãs de Elvis?? Isso só o tempo nos dirá.
Michael Jackson antes de morrer conseguiu se destruir, e isso dificilmente será apagado da sua história.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Advogado é acusado de lesar clientes

Reprodução


Desde junho de 2006, o advogado Daniel Carlos Spirlandeli de Carvalho está suspenso pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) acusado de apropriar-se do dinheiro que deveria ser destinado a um cliente. Mesmo impedido legalmente de exercer a profissão, continua advogando e já foi alvo de outras denúncias. Ele responde a oito processos disciplinares na Ordem e a inquéritos policiais. Todos abertos depois da condenação que o suspendeu. A OAB vai denunciá-lo à polícia por exercício irregular da advocacia.

A condenação se refere ao processo disciplinar 004/05 aberto em Franca. Daniel Carlos foi contratado por um comerciante para executar títulos protestados. Ele é acusado de não prestar contas ao cliente e não repassar os valores por ele arrecadados. Após receber a denúncia, a OAB encaminhou o caso para apreciação do TED (Tribunal de Ética e Disciplina), sediado em Ribeirão Preto.

A sentença foi publicada no Diário Oficial no dia 30 de junho de 2006. "Ele foi condenado a uma suspensão de 30 dias e obrigado a devolver determinada quantia à pessoa que o denunciou na Ordem.

Como não fez a devolução, continua suspenso. Não pode praticar qualquer ato privativo de advogado", afirmou Ivam da Cunha Sousa, presidente da OAB. A valor a ser devolvido é de R$ 436,41.

Na época, a OAB enviou ofícios aos juízes, delegados, promotores e comandos das Polícias Civil e Militar informando que Daniel Carlos estava inapto de exercer a advocacia. Em fevereiro de 2008, a 1ª Vara Criminal comunicou à Ordem que ele estava atuando em um processo para defender um homem acusado de tráfico de drogas.

Em janeiro deste ano, foi a vez da Justiça do Trabalho avisar que o advogado havia ingressado com processo em favor de uma pessoa que tentava receber R$ 38 mil. Outras seis pessoas procuraram a OAB e acusaram o advogado de apropriação indébita após a condenação. Em janeiro, uma mulher alegou ter entregue a ele R$ 806 para que efetuasse o pagamento acordado com um credor.

A parte contrária não teria recebido nada. O advogado teria apresentado recebidos à cliente com assinaturas falsas. O caso foi registrado na Polícia Civil como estelionato. O delegado Djalma Donizete Batista disse que já relatou o inquérito e o encaminhou para apreciação da Justiça.

A ocorrência mais grave é a que envolve o funcionário público FNF. Ele contratou o advogado para tentar renegociar uma dívida com um banco. "Ele me sugeriu que fizesse o pagamento com pedras preciosas. Disse que tinha um conhecido que vendia esmeraldas.

Repassei a ele cerca de R$ 12 mil para que as comprasse. Dias depois, chegou a me mostrar as pedras que levaria ao banco".
Quando foi à agência verificar o andamento do processo, a vítima teria ficado sabendo que nenhuma negociação da dívida teria sido feita. "Fiquei com a dívida e sem o dinheiro. Como só me enrolava, fui direto à OAB pedir sua expulsão".

O presidente da Ordem local disse que pediu autorização à OAB São Paulo para abrir um inquérito na Polícia Civil contra o advogado por exercício irregular da profissão. "Também vamos pessoalmente visitar as autoridades da cidade para reiterar que ele continua suspenso. Nossa preocupação é alertar para que não haja mais prejuízo".

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Platitudes e asnices

Diogo Mainardi

Barack Obama, em sua viagem ao Egito, tentou reconciliar o mundo maometano com os Estados Unidos. Em vez de bombardear os terroristas com um Predator, ele os bombardeou com platitudes: "O ciclo de suspeita e desentendimento tem de acabar... Estou aqui em busca de um recomeço... Baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo... Em princípios comuns – princípios de justiça e de progresso, de tolerância e de dignidade para todos os seres humanos". Dá até para imaginar um carrasco pashtun, subitamente iluminado pelo discurso de Barack Obama, largando suas pedras, um instante antes de apedrejar uma adúltera.

E onde entra Giotto nisso tudo?

Barack Obama, a certa altura de seu pronunciamento, disse: "Como estudante de história, eu aprendi que foi o islamismo – em lugares como a Universidade Al-Azhar – que conduziu o lume da sabedoria por séculos e séculos, pavimentando o caminho na Europa para o Renascimento e o Iluminismo". Ele só pode ter aprendido isso com Edward Said, em seus tempos de estudante na Universidade Colúmbia. Os árabes, na Idade Média, tinham grandes conhecimentos de álgebra e de caligrafia, como citou o próprio Barack Obama, num trechinho tirado diretamente da Wikipédia. Mas o principal papel do islamismo para o estabelecimento do Renascimento e do Iluminismo – está igualmente na Wikipédia – foi o massacre de milhares de cristãos em Constantinopla, que obrigou os helenistas bizantinos a se refugiarem na Europa, com seus clássicos gregos e latinos. O Oriente revitalizou o Ocidente perseguindo-o, aterrorizando-o, assassinando-o.

Barack Obama realmente acredita em sua capacidade de seduzir e desarmar os fanáticos religiosos e os tiranos genocidas que prometem destruir Estados Unidos e Israel. Apesar dos aplausos entusiasmados de editorialistas do mundo inteiro, seu discurso é de uma asnice assustadora: ele apela retoricamente para um passado remoto do islamismo, um passado mítico, que só se encontra nas salas de aula da Universidade Colúmbia. Foi o que ele fez quando se referiu à Universidade Al-Azhar, aquela que teria conduzido "o lume da sabedoria por séculos e séculos". A Universidade Al-Azhar tem uma história antiga e gloriosa. Mas a realidade é que, nos últimos 100 anos, ali se formaram o fundador do grupo terrorista Mão Negra, o fundador do grupo terrorista Irmandade Muçulmana e o fundador do grupo terrorista Hamas. Barack Obama procurou instaurar um diálogo com o islamismo que produziu o Renascimento – que produziu Giotto. Como se Giotto, depois de pintar afrescos numa capela, fosse fabricar um foguete Qassam. É melhor Barack Obama clicar o nome de Giotto na Wikipédia.

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O poder da palavra

Betty Milan

A vida não é fácil e se torna impossível quando dizemos o que não deve ser dito. Com essa frase, eu poderia ter concluído a resposta dada a uma leitora da minha coluna eletrônica em VEJA.com, que corre o risco de prejudicar gravemente a própria filha por ser incapaz de se conter.

Ela deu à luz aos 16 anos por causa de um escorregão "daqueles que muita gente dá" e assumiu a responsabilidade materna, lutando para sustentar a filha e se ocupando de todos os detalhes da sua vida. Foi pai e mãe, durante mais de uma década. Só que agora, cansada de dar conta sozinha, perdeu a paciência e diz para a menina que ela não faz nada direito e não será nada na vida. Como se não bastasse, nos momentos de raiva, culpa-a pelo fato de ela própria não ter um emprego melhor, acrescentando que abriu mão de tudo para ser mãe. De tanto se sentir culpada, a menina responde que não devia ter nascido.

Não é preciso muito para perceber que essas falas – mortíferas – são uma condenação à infelicidade mútua. A mãe expõe a filha ao desejo do suicídio e a si mesma a uma perda irreparável. Mais comuns do que imaginamos, dão o que pensar sobre o poder da palavra.

Com ela, nasce o amor que move o sol e as estrelas, o doente pode curar-se e o morto segue para outro mundo sem deixar de existir no mundo dos vivos. Com ela, o consolo se torna possível e a dor da perda pode ser superada. A palavra serve para unir, curar, consolar... Mas também para desunir, prejudicar, desesperar... Em Grande Sertão:Veredas, Guimarães Rosa escreveu que viver é perigoso. Se substituirmos "viver" por "falar", teremos uma máxima igualmente verdadeira, pois falar também implica cuidado. Daí a razão pela qual se diz que o silêncio é de ouro.

Mas quem não fala não se liga realmente aos outros. Para encantar, é preciso correr o risco de decepcionar. Para ser aprovado, é preciso expor-se à desaprovação. Portanto, é imperativo falar. Isso significa que só nos resta saber falar, ou seja, não dizer o que não deve ser dito. Só resta a prudência, que, além de necessária, é possível, embora suponha vigilância contínua.

Nós nos fazemos por meio da palavra, e, no entanto, a consciência disso é insuficiente. Porque não somos educados para escutar o que dizemos. Como se essa educação devesse ser privilégio do psicanalista, e não um recurso ao alcance de todos. O fato é que poucos são capazes de escutar-se, e essa incapacidade é a maior razão do conflito entre as pessoas e os povos.

Quem se escuta está mais preparado para fazer bom uso da palavra. Para usá-la como um fio que conecta ao outro, e não como uma espada que separa e mata. A sorte depende menos do que nós possuímos do que do nosso controle, o de que nos tornamos capazes por termos aprendido a escutar o outro e nos escutar

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Homenagem.... 04/06













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quinta-feira, 28 de maio de 2009

O CAVALO E O PORCO



Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este
determinado cavalo.
Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este
medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e
caso ele não esteja melhor,será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse: Força amigo!
Levanta daí, senão você será sacrificado!!!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse: Vamos lá
amigão, levanta senão você vai morrer!
Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um,dois,três.
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:
Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo
e disse: Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa!
Upa! Isso, devagar!
Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai...
Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!!
Você venceu, Campeão!!!
Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e
gritou: Milagre!!! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa..."Vamos matar o
porco!!!"

Ponto de reflexão:
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. Saber viver sem ser reconhecido é uma arte." Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:

“Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.”

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso.


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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Propaganda e tanto para uma "faculdade".


Anúncio publicado em jornais!!

Repare nos pequenos detalhes.








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segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Porque todo estudante de Direito se acha"


Se os filhos são o retrato dos pais, os alunos são o retrato de seus professores.

Um professor pode até, embora eu não concorde, "ensinar" que advogados no labor tem que ser tratados por "doutor".
Porem na saula de aula, ou seja no meio acadêmico, ele deveria explicar que Doutor:
"É aquele que fez DOUTORADO."
Ao omitir esse fato, o professor "cria" aquelas criaturas repugnantes que adoram se gabar por serem "dotor", sem ao menos saber o que significa esse título, sim, Doutor é um título.
Assim descobri como surge o "estudante de direito".

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quem nunca foi discriminado!?


É improvável, para não dizer impossível, encontrar uma pessoa que não tenha sofrido algum tipo de discriminação. Agora cursando a faculdade aprendi, e senti na própria pele, um novo tipo: a discriminação por ser "aluno da Unifran".

Em uma cidade com 3 faculdades de Direito, sendo 2 destas classificadas entre as melhores do país, estudar na outra se torna um forte motivo de críticas. É só você tentar dialogar, sobre o curso, com um aluno de uma das outras faculdades que você é automaticamente rebaixado.

Na aula de hoje, ficou comprovado que não só os alunos nutrem esse comportamento absurdo, como também alguns professores.

Explico a razão: Se para um aluno já é complicado defender seu ponto de vista na própria sala que dirá diante de uma outra sala, de outra faculdade, de um professor que nunca viu e ainda estando ali para divulgar um evento e não para "explicar matéria".

Agora, depois de tamanho embaraço causado a uma aluna, visitante, ainda querer: criticar a segunda melhor faculdade do estado e ainda julgar uma aluna do 4º ano desta faculdade é no mínimo ridículo.

Será que nós alunos da Unifran podemos reclamar por sofrermos discriminação dos alunos da FDF e Unesp, sendo que existe entre nossos professores um que tem a capacidade de, ignorando todos os rankings, rebaixar as outras faculdades?

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Estudante de Direito :



Estudante de Direito não copia: Compila.
Estudante de Direito não fala: Defende idéias.
Estudante de Direito não tem professor: Tem colega que aplica a matéria.
Estudante de Direito não dorme: Concentra-se.
Estudante de Direito não faz sexo: Pratica conjunção carnal.
Estudante de Direito não se distrai: Analisa a inter-relação simbiótica dos insetos a sua volta.
Estudante de Direito não falta à faculdade: É solicitado em outros lugares.
Estudante de Direito não faz putaria: Pratica ato libidinoso.
Estudante de Direito não cola: Tem código comentado por ele próprio.
Estudante de Direito não diz besteiras: Defende uma outra corrente.
Estudante de Direito não fica lendo e-mail em serviço: Pesquisa jurisprudência.
Estudante de Direito não lê revistas na sala de aula: Se informa sobre acontecimentos da sociedade.
Estudante de Direito não fica bêbado no bar da faculdade: Se socializa com a comunidade.
Estudante de Direito não mente: Faz alegações desprovidas de provas!!!

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Alunos dão lição sobre privacidade na web a juiz

Alunos dão lição sobre privacidade na web a juiz

"Aprendizado prático". Uma bela frase, repleta de esperança, que descreve lições aprendidas na vida real que ajudam a iluminar as questões de um tema acadêmico - o oposto de "aprendizado teórico". No segundo trimestre deste ano, os alunos de uma matéria optativa sobre privacidade na internet que consta do currículo da escola de Direito da Universidade Fordham passaram por diversos desses fascinantes momentos de aprendizado prático, como parte de um trabalho cujo objetivo era demonstrar o grande volume de informações pessoais que corre pela internet.

O trabalho, que lhes foi prescrito pelo professor encarregado do curso, Joel Reidenberg, era assumidamente provocativo: criar um dossiê sobre o juiz Antonin Scalia, da Suprema Corte dos Estados Unidos, com base nas informações disponíveis sobre ele na rede. E por que Scalia?

Bem, os alunos vinham discutindo as recentes declarações que ele fez desconsiderando as preocupações sobre a defesa da privacidade na internet, em uma conferência jurídica recente. De acordo com a agência de notícias Associated Press, Scalia resumiu a questão com: "Todos os dados que existem sobre minha vida são privativos? Isso é tolice".

E isso quer dizer que uma espécie de desafio foi lançado - ainda que Reidenberg tenha declarado em entrevista que discorda dessa interpretação. O trabalho, ele disse, não tinha por objetivo "causar embaraços a ninguém, e tampouco tomar Scalia por alvo em função de qualquer assunto referente ao seu trabalho na Corte". (O professor também não demorou a lembrar que, no ano passado, o mesmo trabalho havia sido prescrito aos alunos, mas tendo ele, Reidenberg, como assunto.)

Scalia era uma boa escolha: uma figura muito pública, com bons motivos para resguardar sua privacidade. Encontrar o número da linha direta de telefone de seu gabinete, por exemplo, é tarefa quase impossível.

Mas os alunos conseguiram montar um dossiê de 15 páginas, informou Reidenberg em conferência sobre defesa de privacidade, que incluía o endereço e o número de telefone da casa de Scalia, o endereço pessoal de e-mail de sua mulher e os programas de TV e pratos que ele prefere.

Como não considerar que a criação desse dossiê tem um aspecto de justiça poética. O senhor ainda considera que a questão é "tolice", meritíssimo? Aprendizado prático, afinal, não se aplica apenas aos alunos.

A idéia jamais foi divulgar publicamente o dossiê (ainda que, como aponta o professor, já que a lei protege apenas material recolhido para avaliar um candidato a emprego, divulgá-lo seria legal), e Scalia não deveria saber sobre o trabalho acadêmico, mais ou menos como muitos de nós nos mantemos absurdamente desatentos a tudo que se pode descobrir sobre nossas vidas por meio da internet.

Os comentários de Reidenberg na conferência foram registrados por um site chamado Above the Law, e com isso a questão se tornou pública, ajudada pela manchete "o que a Universidade Fordham sabe sobre o juiz Scalia".

Outro momento de aprendizado prático. Reidenberg estava falando sobre a perda de "obscuridade prática", ou seja, a idéia de que certas informações pessoais talvez tenham estado sempre disponíveis - por exemplo, nos registros judiciais -, mas descobri-las e disseminá-las sempre foi complicado na prática.

"Eu estava apresentando um trabalho acadêmico em uma conferência acadêmica, sobre a perda de obscuridade prática, e o exemplo que utilizei foi tirado do contexto e virou reportagem nacional", disse o professor.

Quando as informações sobre o dossiê chegaram à imprensa, Reidenberg ofereceu exibir a Scalia o material recolhido, mas o juiz não respondeu.

A privacidade, e sua violação, são assunto de discussão há milênios. As declarações de Scalia sobre a questão foram feitas em um evento que tratava do direito à privacidade e liberdade individual da antiguidade à era da internet. Mas a tecnologia vem pressionando nossas leis, e as soluções nem sempre são fáceis.

É valioso, por exemplo, descobrir quem foi detido recentemente por embriaguez ao volante, mas vivemos em um mundo no qual é possível rapidamente obter o endereço e foto de qualquer criminoso sexual ou pessoa que tenha sido apanhada embriagada ao volante em um raio de cinco quilômetros. Não é apenas que a informação pessoal circule o mundo e possa ser obtida por qualquer pessoa dotada de uma conexão de internet, mas também o imenso volume de informações disponível.

"No caso individual, poderia ser inócuo saber, por exemplo, que prefiro Coca-Cola a Pepsi", diz Daniel Solove, professor de Direito na Universidade George Washington. "Mas quando há um acúmulo de informações, a coisa muda de figura. Se existe um registro de tudo que alguém comprou ao longo dos anos, é possível fazer inferências sobre a saúde, a situação financeira e os interesses da pessoa".

Chris Reid, aluno de terceiro ano da Fordham que fez o curso de Reidenberg no ano passado, disse que seus colegas quase todos tendem a não se preocupar com a privacidade na internet, "mas nossa geração precisa receber um alerta a respeito". "As pessoas estão dispostas a abrir mão de muita privacidade em troca de um pequeno benefício. Elas não conhecem o custo completo", afirmou.

Scalia recusou um pedido de entrevista, por meio de um porta-voz, mas respondeu à questão em um comunicado: "Mantenho minha declaração de que é tolice imaginar que todos os dados sobre minha vida sejam privativos. Estava me referindo, é claro, à questão de cada um desses dados merecer proteção legal", afirmou. "Não é um fenômeno raro que algo seja ao mesmo tempo legal e irresponsável. A questão surge o tempo todo em casos quanto ao direito de livre expressão. E porque o professor não estava lecionando um curso sobre bom senso, presumo que tenha suposto que não precisava demonstrá-lo".

Um momento de aprendizado prático, mas talvez não de sabedoria.

fonte: www.terra.com.br

sábado, 16 de maio de 2009

A hora da vingança!!!



ÓTIMO final de semana a todos.....

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Matéria para estudo do 1º ano - Teoria Geral do Processo

Galera, a matéria completa do Wellington - ANO INTEIRO.


http://www.4shared.com/file/105561431/adb4530b/Matria_para_estudo_do_1_ano_-_Teoria_Geral_do_Processo.html

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um diploma não passa de um papel.

"A inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair idéias, compreender idéias e linguagens e aprender."

Pobre do individuo que se julga superior a outro por "ter um diploma superior" e INFELIZ do que não tendo se julga inferior.
Muitas pessoas se formaram e continuaram a se formar, em faculdades, mantendo a mesma capacidade, isso quando não perdem algumas, de quando entraram.

Simplesmente, porquê, a inteligência não é contemplada com um diploma.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Homenagem....


A imagem que melhor ilustra a aula de segunda-feira dia 11/05/2009.....



A grande vantagem de você contar a história....
..... é que você pode sempre ser o Herói.

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Como falar com um esquerdista





Você já deve ter entrado em uma discussão ferrenha com um esquerdista, não é? Segue uma sugestão para “ Falar com um Esquerdista (se não tiver jeito)”

  • Primeiro: nunca entregue o jogo no primeiro tempo. O esquerdista sempre vai falar: “Tá bom, Stalin era de esquerda e era horroroso, mas Hitler era de direita.” Era de direita uma pinóia! Eu sei que vai ser demorado explicar pro esquerdista que isso não é verdade, mas não entregue os pontos de cara. Se a discussão tiver que começar com o básico, que comece.

  • Segundo: Nunca comece na defensiva. A não ser que você tenha feito parte do governo do PT, tenha roubado mais que em qualquer período da história republicana brasileira, esteja envolvido com acusações de assassinato, lavagem de dinheiro, remessa ilegal de dólares, financiamento ilícito de campanha ou ache qualquer uma dessas coisas práticas normais, quem precisa se defender são eles. Você não tem um monte de esqueleto para esconder no armário. Em resumo, não fique na defensiva, parta para o ataque de cara.

  • Terceiro: Você deve irritá-lo. Se o esquerdista ainda não perdeu a fala, ainda não te olha com ódio, com vontade de partir pra cima de você, alguma coisa você não está fazendo certo. Os esquerdistas não ficam indignados quando se contam mentiras a respeito deles. Nessa linha eles são muito bons. O que os aborrece enormemente é quando a verdade é dita. Você tem um leque enorme de opções: pode citar Stalin, Fidel, Leste Europeu, Camboja, China, Lula, Chavéz, etc. Eles irremediavelmente vão citar o imperialismo americano. Pergunte que países no mundo sofrem com esse imperialismo. Você deve então começar a notar os sinais de irritação.

  • Quarto: Nunca peça desculpas, jamais faça um elogio, em hipótese alguma seja cortês com um esquerdista e nunca os apóie. Paulo Maluf subiu no palanque de Marta Suplicy, está na cadeia. Roseana Sarney apoiou o PSDB e quando era sua vez de concorrer, levou uma rasteira, assim como Itamar Franco. O PFL insiste em poupar o presidente, apenas para ver o PT atirar mais e mais, sendo acusados de nazistas. Eles desconhecem qualquer noção de cordialidade, democracia, debate de idéias, essas frescuras pequeno-burguesas. Eles não foram educados assim, conhecem apenas a linguagem da porrada. Qualquer coisa diferente disso não é entendida por eles. O politicamente correto é o maior engodo. Pegue pesado, bata sempre e bata forte.

  • Quinto: Não se deixe corromper pela sedução da esquerda. Essa é especial para a juventude, mas vale para todos. Não tem nada mais na moda do que uma camiseta do Che Guevara, do que se dizer preocupado com justiça social, meio-ambiente, aquecimento global, distribuição de renda, direito das minorias, entre outros chavões esquerdistas. Se você acha exagero, assista a MTV ou a Globo e veja o que é mais in, cool, fashion: mostrar que estudou um pouquinho e que a melhor solução, ou a menos ruim, é mesmo o livre mercado, ou gritar que quem diz isso é um neoliberal insensível que não tem nenhuma preocupação com a justiça social.

  • Sexto: Seja sempre receptivo aos esquerdistas que começam a perceber o erro que estão cometendo. Muitos que hoje são de Direita já votaram no PT e outros na juventude também acreditaram na balela comunista e seus derivados. Churchill disse que uma pessoa que aos 20 anos não é de esquerda não tem coração. Uma que ainda é aos 30 não tem cérebro. Tenha paciência, especialmente com os jovens que estão procurando as respostas. No entanto, se o esquerdista tem mais de 40 anos, é caso perdido. Recomendo então o uso dos tópicos acima.

  • Finalmente, esteja pronto para os melhores argumentos dos esquerdistas: xingamentos. Enquanto o esquerdista não te chamar de neoliberal, ele não vai sossegar. No momento que ele te chamar de nazista, você pode dar o debate por encerrado se quiser. Você está desempenhando o terceiro tópico de forma satisfatória. Fascista, conservador, insensível, hipócrita, viúva da ditadura, machista e reacionário também fazem parte do leque do que eles consideram argumentos. Quando qualquer uma dessas coisas for dita com ódio sincero, você venceu o debate, não tem porque continuar. Vá lavar a louça, comprar umas frutas ou passear com o cachorro, mas não perca mais o seu tempo.

Bom divertimento!

Fonte: causaliberal.com.br

domingo, 10 de maio de 2009

Política:

Para quem tem dificuldade em entender a Política na América, um exemplo bem simples: (Os esquerdistas pensam que é assim.... más vc sabe, esquerdista só pensa besteira....)



sábado, 9 de maio de 2009

Será que o rapaz está no curso de Direito??

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Decreto Lei da - Mudança da Ortografia Brasileira




quinta-feira, 7 de maio de 2009

Uma campanha MUITO inteligente.

sábado, 2 de maio de 2009

Direito não é fé


O advogado-geral da União e candidato a vaga de ministro
do Supremo Tribunal Federal é contra o aborto mas defende
a tese de que a decisão final pertence às mulheres

José Antonio Toffoli foi advogado do presidente Lula nas três últimas campanhas, ocupou a assessoria jurídica da Casa Civil na gestão do ex-ministro José Dirceu e, desde março de 2007, é o advogado-geral da União – uma espécie de conselheiro jurídico do governo. Aos 41 anos, ele se prepara para um salto maior na carreira: é o preferido do Planalto para ocupar uma das duas vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal que serão abertas até o fim de 2010. Toffoli diz que aceitará o cargo se for convidado, mas rebate as insinuações de que será um soldado do PT no STF. Em entrevista a VEJA, o jovem advogado-geral comenta a discussão áspera entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, defende a descriminalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo – apesar de ser católico praticante, irmão de padre e sobrinho de monsenhor, além de assíduo frequentador da missa dominical.

Como o senhor analisa a discussão entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa? O Judiciário brasileiro é um dos únicos do mundo em que os julgamentos são públicos, transmitidos ao vivo pela TV. Isso traz mais transparência e explicita as divergências, o que é positivo. A função de ter um colegiado de ministros é que as divergências sejam debatidas e resultem em um voto melhor. Como os dois ministros são humanos, o debate virou uma discussão mais acirrada, com palavras mais fortes. Não concordo que haja populismo no tribunal, como disse o ministro Gilmar Mendes, muito menos que a imagem do Judiciário esteja comprometida, como disse o ministro Joaquim Barbosa. Mas acho perfeitamente legítimo que os dois expressem essas opiniões.

A Advocacia-Geral da União é acusada de atuar como advocacia do governo. É possível separar as duas coisas? A AGU tem a função de defender na Justiça todos os poderes da União. Mas tem uma proximidade maior com o Executivo porque presta consultoria direta em todos os atos do presidente. No meu caso, porém, nunca houve influência do governo ou qualquer pressão do presidente para mudar um parecer.

Mas o senhor foi por mais de dez anos advogado do PT. Isso não compromete sua isenção? De maneira nenhuma. Em primeiro lugar, eu me desfiliei do partido quando entrei na Casa Civil, em 2003. Além disso, nunca tive militância partidária nem disputei eleições. Tenho apenas proximidade com o partido e com o presidente Lula, de quem fui advogado em três campanhas presidenciais. Isso não compromete a atuação institucional na AGU. Aqui sou pautado pela Constituição e pelas leis do país.

O Supremo Tribunal Federal decide nos próximos dias a descriminalização do aborto de fetos anencéfalos. Qual é a sua posição sobre o tema? A discussão que se coloca é sobre quando começa a vida. A posição do Ministério da Saúde, defendida pelo governo e por mim, é que um feto que não vai desenvolver o cérebro está fadado ao insucesso, não terá uma vida propriamente dita. Defendo a ideia de que o casal ou a mulher que se decida pela continuação da gravidez em casos assim tenha o direito de levá-la até o fim. O mesmo vale para quem decidir o contrário. Se optar por interromper a gestação, a mulher não deverá ser processada criminalmente por isso.

O senhor é católico praticante, e a Igreja defende a manutenção da criminalização do aborto. Não há aí uma contradição? Respondo com tranquilidade: sou contra o aborto. E duvido que exista sobre a Terra algum ser humano favorável ao aborto. Mas o problema tem de ser encarado de outro ponto de vista: qual é a melhor forma de combatê-lo? Qual é a melhor maneira de diminuir o número de casos de aborto? A criminalização não é a resposta. Ela pode até ser importante do ponto de vista moral para dizer que é algo errado, incorreto, mas não resolve o problema. Não adianta alimentar uma polêmica de religião versus estado ou de feminismo versus Igreja. É necessário que as pessoas pensem na melhor forma de combater o aborto. Resumindo: sou contra o aborto e contra sua criminalização.

Com a proibição, como o senhor diz, os abortos ocorrem de maneira clandestina. Sem ela, a prática não tenderia a se disseminar mais ainda? Defendo a ideia de que o estado ofereça uma política de saúde pública que procure evitar o aborto, mas que também dê condições dignas e seguras às mulheres que decidam abortar. O estado precisa incentivar a contracepção e o sexo seguro. Esse tipo de informação é fundamental. Quando a mulher engravida, é necessário que se dê a ela acesso a programas médicos, sociais, psicológicos, religiosos e até auxílio econômico, se for o caso, para que mantenha essa gravidez. É preciso fornecer meios para dissuadi-la da possibilidade de fazer um aborto. Mas depois disso, se não houver outra opção, é melhor que ela o faça de maneira segura.

Essa é uma opinião pessoal ou é a visão do governo sobre o assunto? A minha opinião é muito semelhante à dos ministros José Gomes Temporão (Saúde) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Nós consideramos que o aborto tem de ser visto como uma questão de saúde pública, não como um problema criminal. Isso é muito diferente da visão da Secretaria da Mulher, que aceita o aborto como uma forma de contracepção. Pragmaticamente, a descriminalização é a melhor forma de reduzir o número de abortos.

"Na medida em que há uma relação homoafetiva, você
tem de protegê-la
constitucionalmente.
A Igreja tem todo o direito de considerar isso um pecado. E aquele que é católico vai se entender com a Igreja"

O senhor também já deu parecer favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo. Essa é uma posição do governo? Essa é uma posição da interpretação das leis do Brasil. Está clara na Constituição a proibição de discriminação de qualquer espécie. Eu entendo que a Constituição atende também à realidade do homossexualismo. Na medida em que há uma relação homoafetiva, você tem de protegê-la legal e constitucionalmente. A Igreja tem todo o direito de considerar isso um pecado. Aquele que é católico vai se entender com a Igreja. Agora, o estado e AGU têm de se pautar pela Constituição, que proíbe a discriminação de qualquer espécie.

Uma das causas da sobrecarga e da consequente lentidão da Justiça é o excesso de recursos interpostos pela União. Há como mudar esse quadro? Eu aceitei o cargo justamente para enfrentar o desafio de mudar a cultura jurídica. No Brasil, nós temos a formação, desde as escolas de direito, para o conflito. Nos Estados Unidos, a maioria das questões é resolvida nos escritórios de advocacia. A Justiça brasileira hoje tem mais de 60 milhões de ações. Cada uma tem pelo menos dois lados. Então são 120 milhões de pessoas litigando na Justiça. Não há como funcionar. O Poder Judiciário não é a solução de todos os problemas.

Mas o estado não é o principal culpado dessa situação, com seu excesso de ações e recursos intermináveis? O estado já foi um dos maiores provocadores de ações na Justiça por causa da época da inflação. Ainda temos alguns esqueletos no Supremo, mas esse rescaldo dos planos econômicos está acabando. Aqui na AGU estamos tentando contribuir para reduzir mais ainda a morosidade da Justiça. Criamos câmaras de conciliação para evitar que brigas entre órgãos federais cheguem à Justiça. O governo precisa se mexer, modernizar-se constantemente, porque o cidadão não pode ter raiva do estado, como ocorre hoje. O estado precisa ser mais ágil e o governo não pode ser um bicho-papão.

O senhor comprou briga com os ministros Dilma Rousseff e Tarso Genro ao se posicionar contra a revisão da Lei da Anistia. Para eles, seu parecer serviu para defender torturadores. Há um equívoco nessa visão. Divulgou-se que a AGU defendeu torturadores. Não foi isso. A AGU fez a defesa da União, é obrigação da AGU defender a União e a constitucionalidade e legalidade das leis. E a Lei da Anistia é legal. Eu compreendo e respeito a posição pessoal dos ministros que foram contrários à atuação da AGU. Mas ela cumpriu seu papel constitucional.

A área jurídica do governo também foi favorável à extradição do terrorista italiano Cesare Battisti. Ainda assim, o Executivo concedeu refúgio político a ele. O senhor acha correta essa decisão? Não vou revelar minha posição porque a AGU deve ser instada a se manifestar pelo Supremo Tribunal Federal. Mas acho que ao STF, como a maior instância judiciária, cabe dar a última definição sobre qualquer conflito judicial. Inclusive nesse caso de extradição.

A oposição acusa o governo de uso da máquina para tornar a candidata Dilma Rousseff conhecida da população. O que a oposição parece pretender é que o governo pare de trabalhar, mas isso é impossível. Se o governo trabalha e a imprensa repercute esse trabalho, isso não pode ser qualificado de propaganda eleitoral. Fazendo uma analogia com a Fórmula 1, nós não estamos sequer nos treinos livres da campanha. Não estão definidos sequer os pilotos. Até chegar ao grande prêmio falta muito tempo. Por isso, a oposição dá um tiro no pé ao apontar a ministra Dilma como candidata no pleito de 2010. Isso só faz com que apareça mais o nome dela.

O senhor era o subchefe da Casa Civil quando José Dirceu era ministro. O senhor teve conhecimento do mensalão? Só posso falar sobre o que vi. No tempo em que fiquei na Casa Civil, nunca ouvi falar de mensalão. Até vir aquela denúncia do Roberto Jefferson, nem sequer tinha ouvido falar nessa palavra. O comportamento do ministro José Dirceu comigo na Casa Civil sempre foi de respeito às leis. Ele nunca me pediu nenhum tipo de análise jurídica por encomenda.

"O problema é nossa herança de confundir o público e o privado. É preciso acabar com o costume de passar a mão na cabeça dizendo que o erro foi pequeno, que foi só uma passagem aérea. É preciso tolerância zero"

O Congresso vive uma crise causada pelo uso irregular de recursos públicos. No ano passado, crise semelhante abateu o Executivo. A lei não é muito branda com os ladrões do nosso dinheiro? Discordo da tese de que uma nova lei seja a panaceia cada vez que aparece uma crise. O problema é nossa herança histórica e política de confundir o público com o privado. É preciso uma conscientização maior de que quem exerce uma função pública só pode gastar o dinheiro público no interesse público. E é preciso, acima de tudo, um rigor maior na fiscalização, acabar com esse costume de passar a mão na cabeça dizendo que o erro foi pequeno, que foi coisa de 1 000 reais, que foi só uma passagem aérea. Não há erro pequeno. É preciso tolerância zero com o uso indevido de dinheiro público. Mesmo o erro pequeno precisa de punição.

Mas alguém foi punido pelo governo no caso dos cartões corporativos? Sim. Teve ministro que deixou o cargo, o que é uma punição política, e outros que devolveram a verba utilizada irregularmente ao erário. Além disso, houve o lado positivo da regulamentação do uso do cartão. Não ficou tudo como estava antes do escândalo.

O seu nome é cotado para ser o próximo ministro indicado pelo presidente para o Supremo Tribunal Federal. O senhor espera esse convite? Um cargo como o de ministro do Supremo você não pode ambicionar nem pedir. Mas a honra do cargo também impede a recusa. Não fui convidado, mas se por acaso isso acontecer agirei com isenção. Discordo dessa análise de que Lula queira aparelhar o Supremo. Nem o governo militar fez isso. É muito comum, tanto no Brasil quanto no exterior, que ministros indicados pelo governo votem contra seu interesse. Quando uma pessoa assume um cargo dessa dimensão, passa a ter todas as garantias de independência, uma boa remuneração, a garantia de vitaliciedade. E ela não vai pôr em risco seu nome e sua história para prestar favores ao governo.

fonte: www.veja.com.br


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Há 15 anos....


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Morria as manhãs de domingo para os brasileiros.

FRASE DO DIA...

"Se eu tiver que sofrer um acidente que eventualmente custe minha vida, eu espero que seja de uma vez. Eu não quero ficar numa cadeira de rodas. Não quero ficar num hospital sofrendo com os ferimentos. Se eu tiver que viver, eu quero viver plenamente, intensamente, porque eu sou uma pessoa intensa. Eu arruinaria minha vida se tivesse que viver parcialmente."
(Ayrton Senna, janeiro de 1994, quatro meses antes do acidente que o matou).